Olho o vidro fixamente, como quem o limpa
do reflexo de mim, da luz baça que sobra,
da memória do que segundos antes acontecera.
Sopro no vidro ar quente e morno,
nevoeiro cúmplice do esquecimento,
impressão digital que carimba a sombra
dos olhos que não vêm esta penumbra.
(fotografia Nelson Hankock: fog)
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