28 abril 2006

Opinião

É muito interessante observar, ler e ouvir as análises dos jornalistas e dos comentadores políticos (que se confundem cada vez mais), a propósito da actuação dos governos, das oposições, e do que pensam ser a repercussão destes nas opiniões públicas.

Tenho cada vez mais a sensação de que um grupo fala de um grupo para um grupo, e que o grupo é sempre o mesmo, muito pequeno, muito homogéneo, sem qualquer relação com o resto da enormemente maioritária população.

É claro que a verdade é um conceito que varia de pessoa para pessoa. Filosoficamente podemos discutir se um facto existe independentemente ou se só existe se quando falado, sendo diferente para cada diferente pessoa que discorra ou reflicta sobre ele.

Mas as verdades ou factos que vemos, ouvimos e lemos são totalmente diferentes dos que nós apreendemos.

Perigoso é se os responsáveis políticos decidem tendo em conta o pequeno grupo que fala sobre ele, ou o outro grupo gigante silencioso. Desconfio que o próprio governo pertence ao primeiro grupo.

E se o governo só existe porque falamos dele?

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