Amorosamente, pintei bolas de várias cores,
dobrei laços, embrulhei amor,
num presente de mim própria.
Olhei para a obra acabada,
tão triste e tão enfeitada,
que retirei o papel,
e escondi-me no armário.
Talvez para o ano,
no próximo Natal,
tenha um aspecto mais festivo.
As sondagens devem ser vistas como indicadores. É claro que os "timings" da discussão dos resultados, a forma como são comentadas, o que se escolhe para grandes títulos, etc, não é inocente.
Mas parece-me um grande erro político a reacção de Manuel Alegre à última sondagem da Eurosondagem, divulgada na SIC, no Expresso e na TSF. Inevitavelmente surge a comparação com as reacções de Santana Lopes, nas últimas eleições legislativas, relativamente a sondagens, nomeadamente às desta empresa.
Se os resultados não são brilhantes, Manuel Alegre deve procurar elucidar os eleitores, mais e melhor, não se proclamando vítima de manobras obscuras. Se elas existem, serão facilmente entendidas por todos. Haverá mais sondagens, por esta e por outras empresas, e haverá o dia da eleição, que tirará todas as dúvidas.
Espero que Manuel Alegre não se deixe arrastar pela indignação fácil, e que não forneça, à campanha de Mário Soares, armas que possam ser usadas contra ele próprio. O que se espera de um futuro presidente é frieza e "savoir faire" em determinadas circunstâncias, nestas circunstâncias.
Tenho, no entanto, enorme curiosidade em saber como foi possível a Jorge Coelho, na última 4ª feira, na "Quadratura do Círculo", em directo, após o debate entre Manuel Alegre e Mário Soares, comentar sondagens que estaríam para ser publicadas, quando a única que foi publicada, a da eurosondagem, acabou as entrevistas na mesma 4ª feira, por volta das 20H, segundo informações de Oliveira e Costa, ontem, dadas à SIC. Como é que Jorge Colelho já sabia os resultados???
Gostei imenso do artigo de Helena Matos, no "Público" de hoje.