
Olho-te, as mãos
na mesa, o rectângulo
da sombra, o queixo,
a boca que fala,
as palavras.
Olho-te e aprecio o movimento,
as cores, as rugas, as texturas,
como uma estátua.
Olho-te e disseco
as múltiplas moléculas das sinapses
que percorrem o meu cérebro
quando te olho.
Inspiro e ouço a música dos teus gestos.
(pintura de Gracinda Candeias)
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