
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]

Será que os americanos dão mais importância à fuga aos impostos que a todas as outras misérias de Trump?

Neurótica, eu?
Nem pensar. Estou calma e serena, aliás como sempre.
É claro que toda esta situação é desafiante, mas estamos à altura dos acontecimentos.
Tenho mantido uma distância confortável dos telejornais, comentadores e programas de (des)informação, tal a vontade de usar todos os métodos de tortura conhecidos e desconhecidos em todos os que me aparecem pela frente, perorando sobre vírus, medidas de saúde pública, estatísticas de infecções e óbitos.
Também me tenho poupado a tudo o que nos mostre como esta experiência nos melhora e enriquece, principalmente no vocabulário vernáculo e na criatividade com que se procuram projécteis à mão de semear.
Estou portanto a evoluir no sentido positivo de alguém que vê fantásticas oportunidades no obscurantismo e na histeria das redes sociais, na ignorância e demissão dos nossos jornalistas, na mediatização da insanidade.
Neurótica, eu?
Nem pensar!

Muito me separa de muitas posições e opiniões de Ana Gomes. Mas aplaudo a sua candidatura presidencial.
Nunca acreditei na candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa. Depois não acreditei na sua vitória. Depois espantei-me com a sua capacidade de serenar, apaziguar e descrispar a nossa sociedade e da forma como prestigiou o cargo presidencial após a desgraça fúnebre do Excelentíssimo Aziúme.
Mas Marcelo Rebelo de Sousa tem tido ultimamente intervenções, das demasiadas que ao longo do mandato se multiplicaram, em que se esquece (verdadeiramente ou estrategicamente) que não é para comentador nem para professor que o cargo de Presidente da República existe.
É indispensável que haja debate político. Ana Gomes é muito bem vinda.
Yes I understand
That every life must end
As we sit alone
I know someday we must go
Oh, I'm a lucky man
To count on both hands
The ones I love
Some folks just have one
Yeah, others they got none
Stay with me
Let's just breathe
Practiced on our sins
Never gonna let me win
Under everything
Just another human being
Yeah, I don't want to hurt
There's so much in this world
To make me bleed
Stay with me
You're all I see
Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
What if I did and I'm a fool you see
No one knows this more than me
'Cause I come clean
I wonder everyday
As I look upon your face
Everything you gave
And nothing you would take
Nothing you would take
Everything you gave
Did I say that I need you?
Oh, did I say that I want you?
What if I did and I'm a fool you see
No one knows this more than me
'Cause I come clean
Nothing you would take
Everything you gave
Hold me 'til I die
Meet you on the other side

Não ficámos melhores nem mais solidários nem mais atentos nem mais espirituais. Não ficámos mais calmos nem mais produtivos nem mais descansados. Não encontrámos a resposta ao vazio nem solução para a desilusão nem cura para a ansiedade.
Ficámos mais medrosos mais preconceituosos mais cobardes mais descrentes mais tristes mais sozinhos mais abandonados mais presos. Estamos mais pobres.
Encerrámo-nos nas nossas certezas e olhamos os outros como ameaças. Corremos as cortinas temendo a contaminação das ideias das dúvidas dos corpos dos excessos. Transformámos o exíguo em desmando. Avaros de ternura e de entrega.
Não. Não estamos melhor. Estamos muito pior.

Lonely Tree, Lonely People, The Tree Hugger Project
Agnieszka Gradzik & Wiktor Szostalo
Arrancaremos da pele esta penugem
ninhos de impurezas parasitas
mesmo que amaciem de ternura
abraços e quenturas de amantes.
Lavaremos da cor e da saudade
os olhos que de lágrimas dispersas
atentam ao sorriso disfarçado
que as rugas já não podem esconder.
Seremos puros e lisos como o sol
queimados de tantas luas solitárias
esbeltos e eternos imolados
em estacas de ócio e de tristeza
sem raízes sem pó e sem ninguém
que segure o infinito que habitamos.
Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...