31 maio 2008

Eleições no PSD

Parece que ganhou Manuela Ferreira Gomes (37,6%). Penso que o debate político pode melhorar um pouco, mas aceitam-se apostas quanto à data das próximas eleições no PSD.


 


Luís Filipe Menezes foi de uma deselegância profunda, para não dizer de uma canalhice sem igual. Santana Lopes (29,82%) está no seu melhor, dizendo muitas frases que não significam nada, a não ser que vai continuar por aí.


 


Pedro Passos Coelho (31,07%) posicionou-se para mais daqui a pouco. Para depois das próximas eleições legislativas.


 


Ninguém percebeu muito bem o que esteve lá a fazer Patinha Antão (0,7%). Acho que nem ele mesmo sabia.


 


 


Esperam-se as doutas palavras de Alberto João Jardim. Será para agora a independência da Madeira?

Telefonemas de felicitações

Não deixa de ser risível o cuidado com que os candidatos perdedores afirmam, rapidamente e em público, que já telefonaram aos candidatos ganhadores para os felicitar.

Revista de imprensa

Três notícias interessantes:



  1. Directas PSD: Manuela Ferreira Leite lidera contagem de votos - Público online

  2. Caso Berardo envolve nata política da Madeira - Sol online

  3. Um pescador e um polícia feridos em confrontos - Jornal de Notícias online

     

Tears dry on their own


 


Ontem o início do Rock in Rio estava marcado pela actuação de Amy Winehouse. Não porque tem uma voz portentosa e tem ganho uma data de prémios ultimamente. Apenas pelo gozo e pela antecipação dos disparates que ela faria.


 


Viria, não viria? Estaria bêbeda, drogada? Diria obscenidades? O espectáculo que se pagara era para assistir aos desmandos de uma triste estrela amassada.


 


Pois não foram goradas as espectativas. Ouvi na televisão, em reportagem e em várias revisões da matéria, a figura anoréctica, desconchavada e periclitante, desculpando-se, chorando e tropeçando, sem voz nem fio de esperança.


 


Faz-me mal ver a degradação a que as pessoas chegam. O talento não chega. Falta a dignidade e uma cabeça minimamente preparada para o horror da glória.


 


Aqui fica uma excelente amostra do que Amy Winehouse pode ser: Tears dry on their own.


 


 


All I can ever be to you,

Is a darkness that we knew,

And this regret I've got accustomed to,

Once it was so right,

When we were at our high,

Waiting for you in the hotel at night,

I knew I hadn't met my match,

But every moment we could snatch,

I don't know why I got so attached,

It's my responsibility,

And you don't owe nothing to me,

But to walk away I have no capacity


 


He walks away,

The sun goes down,

He takes the day but I'm grown,

And in your way, in this blue shade

My tears dry on their own,


 


I don't understand,

Why do I stress A man,

When there's so many bigger things at hand,

We could a never had it all,

We had to hit a wall,

So this is inevitable withdrawal,

Even if I stop wanting you,

A Perspective pushes true,

I'll be some next man's other woman soon,


I shouldn't play myself again,

I should just be my own best friend,

Not fuck myself in the head with stupid men,


 


He walks away,

The sun goes down,

He takes the day but I'm grown,

And in your way, in this blue shade

My tears dry on their own,


 


So we are history,

YOUR shadow covers me

The sky above,

A blaze only that lovers see


 


He walks away,

The sun goes down,

He takes the day but I'm grown,

And in your way, in this blue shade

My tears dry on their own,




I wish I could say no regrets,

And no emotional debts,

Cause that kiss goodbye the sun sets,

So we are history,

The shadow covers me,

The sky above a blaze that only lovers see,


 


He walks away,

The sun goes down,

He takes the day but I'm grown,

And in your way, in this blue shade

My tears dry on their own,

 


He walks away,

The sun goes down,

He takes the day but I'm grown,

And in your way, in this blue shade

My tears dry on their own,


 


He walks away,

The sun goes down,

He takes the day but I'm grown,

And in you way,

My deep shade,

My tears dry

Manipulações

Todos falam de crispação social e de instabilidade, de aumento da crise e do fosso entre ricos e pobres, assistindo-se, nos últimos dias, a declarações do Presidente da República, de Mário Soares, de Paulo Portas, de Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite e de Manuel Alegre (que decidiu que era no PCP e no BE que haveria força para responder a esses desafios) que, pelo que se propagandeia na comunicação social, estão a piorar.


 


Mas ao contrário do que se está a fazer passar aos cidadãos a situação não está a piorar mas sim a melhorar, pouco, pouco, mas a melhorar. E isto não significa que o problema não seja enorme e que se não devam procurar outras e melhores formas de distribuir a riqueza, de apoiar os sectores em maior risco, de investir, como está agora no programa de todos os partidos políticos, mas pelos vistos só agora, em políticas sociais.


 


Trata-se apenas de desmontar o alarmismo e a crispação que se estão a criar. Apesar de haver relatórios e estatísticas que os desmintam, nada faz desistir quem apostou em defender o catastrofismo instalado.


 


A luta política está já noutros campos. Neste momento os grandes actores das agendas políticas são os jornalistas. Não é de agora, nem é nenhuma surpresa, mas é cada vez mais avassalador e assustador.


 


Gostaria de saber exactamente quais as soluções que Manuel Alegre preconiza para melhorar as políticas sociais e para reduzir as desigualdades. O quê, de que forma, que políticas, mas isso no concreto e explicando como e quais as consequências. Talvez se o partido apoiasse os ministros verdadeiramente reformadores, como os da Educação e da Saúde (que saiu), por exemplo, talvez houvesse lugar a reformar aquilo que de essencial há nas funções assistenciais do Estado. Ou será que se está a preparar a hipótese de ausência de maioria absoluta (do PS) nas próximas eleições alisando o terreno para uma coligação à esquerda?


 


Ideias e idealismo não existem. Existe a lógica da repartição de lugares por quem tem estado afastado do poder. E essa lógica está a condicionar os partidos à direita mas principalmente dentro do próprio PS, mesmo daqueles que, ao longo do tempo, têm lutado pela abertura da intervenção política à sociedade civil.

30 maio 2008

Sem nexo


(pintura de Richard Diebenkorn: ocean park nº 128)


 


Mar de muros

adentro

mar seguro

sedento

mar abrupto

do centro

de nós.



Mar sem tempo

sem nexo

para nós.

Névoa


(pintura de Richard Sperry: fog and light)


 


Lá fora esperam-me chuvas

restos de cinza requentada

mesmo assim anseio pelo respirar

da névoa.

 

Desenho nos vidros estradas desiguais

soma de gestos por tecer

mesmo assim insisto em ver

para lá da névoa.

 

Empresto ao corpo súbita leveza

ensaios de ave cega

mesmo assim acredito na beleza.

 

Somos névoa.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...