08 fevereiro 2026

Votar amanhã chama-se Democracia

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"Portugueses,

Hoje, como sempre, falo para todos vós.

Mas falo, em especial, para os que perderam familiares e próximos, os que ficaram sem casa ou sem casa com condições para nela viverem, os que perderam culturas agrícolas, lojas, oficinas, fábricas, os que ficaram dias e noites sem água, luz, telefone, os que viram florestas vergarem, os que sofreram e sofrem cheias imprevisíveis, os que desanimaram, tiveram medo, se sentiram isolados, angustiados ou desesperados.

Para essas centenas de milhares, em cidades, vilas, aldeias, lugares, casas perdidas nas serras.

A todos vós e a todos que vos têm dado o que podem e não podem, agradeço a resistência, a coragem, a determinação de não ceder, de não desistir, de não largar um centímetro do que é vosso.

A todos vós agradeço a resposta dada no dia 1, quatro dias apenas depois da calamidade de 28 de janeiro.

A vossa resposta foi votarem. Votarem em massa. E, também, nas áreas devastadas. Também no voto antecipado.

Tal como há cinco anos foi votarem em pandemia, em todo o País, sem vacinas, com hospitais a transbordarem, com mortes a subirem, com contágios a galoparem.

Somos assim há novecentos anos. E por isso somos das Pátrias, das Nações, mais antigas da Europa e do Mundo.

Nascemos para resistirmos e resistirmos até vencermos. Somos um país de lutadores.

Votar amanhã é como votar na pandemia, em estado de emergência, ou, agora, quatro dias depois da tragédia.

Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro.

Votar amanhã chama-se liberdade.

Votar amanhã chama-se Democracia.

Votar amanhã chama-se, acima de tudo, Portugal!"

Mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República

31 janeiro 2026

Ninguém se pode abster

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Portugal está a uma semana de eleger o próximo Presidente da República.

Para quem a democracia, a liberdade, a defesa dos direitos humanos, do humanismo, da solidariedade, da decência, não há hesitação: António José Seguro deverá ser o eleito.

A decisão de Luís Montenegro e de Nuno Melo em equivaler Seguro a Ventura apenas significa que os líderes da maioria governamental não têm coragem nem os valores de um regime democrático, pois acabam por aceitar a retórica fascista, odienta, violenta, racista e xenófoba, oportunista e populista do partido de extrema-direita e do seu líder.

Não há engano possível. Votar Trump ou Kamala Harris não era a mesma coisa; votar Ventura ou Seguro também não é.

Após o temporal que varreu parte do país, colocando milhares de pessoas numa situação terrível, sem água, sem luz, sem mantimentos e sem aquilo por que lutaram toda a vida, é natural que a revolta das populações atingidas desmobilize o eleitorado. É obviamente compreensível que as prioridades não coloquem a eleição presidencial nos primeiros lugares.

Mas não nos enganemos. A eleição do Presidente da República é efetiva apenas e só após a contagem dos votos. E as democracias não se podem distrair, não podem deixar que os extremismos de direita que continuam a aumentar pelo mundo, iluminados pela perigosa e destrutiva inanidade de Trump, vençam os valores que nos têm guiado durante os anos que se seguiram à II Guerra Mundial.

A democracia está em risco e a responsabilidade é nossa.

Não pode haver cedências. No próximo domingo é essencial que, com alegria e confiança, votemos no candidato que representa esses valores – António José Seguro.

Ninguém se pode abster.

16 janeiro 2026

Presidenciais - o que está em jogo

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A nossa votação no domingo, que tudo indica ser a primeira volta das presidenciais, deve ser feita a pensar na segunda volta.

Para quem é democrata, de direita, esquerda ou centro, a hipótese André Ventura não se coloca, pois defesa maior de tudo o que é indecente, rasca, antidemocrático, xenófobo, racista, etc, está aí concentrado.

Cotrim de Figueiredo, por muito bem apessoado e moderno que seja, não excluiu a indicação de voto precisamente em André Ventura, à segunda volta. Para quem tem dúvidas, basta ouvir estas declarações. Não foram impensadas, até porque afirma que André Ventura parece outro político. É o mesmo que dizer, como disse Hugo Soares, que não sabia escolher entre Trump e Kamala Harris. Há momentos que definem uma pessoa, e este é um deles. Para não falar da sua opinião sobre a IGV que, quanto a mim, é uma opinião salazarenta disfarçada, significando um retrocesso civilizacional.

Gouveia e Melo não desiste de se mostrar como alguém asséptico e puro no que diz respeito à política e aos partidos políticos. Custa-me a entender que se queira ser eleito numa democracia representativa, em que os partidos políticos são indispensáveis, adotando este discurso populista e perigoso. Além disso, Portugal não é um imenso exército e a Presidência não é um lugar de chefia militar, mesmo que o Presidente seja o Comandante Supremo das Forças Armadas. Saberá Gouveia e Melo distinguir ambas as funções?

Restam Marques Mendes e Seguro. São candidatos democratas.

A presença de Seguro na segunda volta é uma garantia de haver alguém que defenda o Regime e a Constituição. Marques Mendes não parece ter hipóteses de lá chegar, a não ser que todos os democratas de direita nele votem. Infelizmente, parece que a nossa direita está engolida pela extrema-direita e pelos seus satélites.

Interessante será ver, caso Seguro passe à segunda volta com Cotrim ou Ventura, quem será o escolhido por Luís Montenegro, ou por Marques Mendes. Será mais um momento definidor.

Por último, não consigo entender a razão da manutenção das candidaturas de Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto, com resultados irrelevantes para cada um deles (total de 4,7%), mas que poderão fazer toda a diferença na hipótese de Seguro passar à segunda volta.

A evolução das sondagens, tracking polls, barómetros, etc., não deve desviar ninguém da importância do voto. É preciso que todos os democratas de mobilizem, que ninguém fique em casa.

Atravessamos uma época muito perigosa. Que ninguém se distraia. Que ninguém se demita da sua responsabilidade.

O meu voto será Seguro.

14 janeiro 2026

Escolhas Presidenciais

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Na nossa sociedade da pós verdade, as eleições deixam quase de fazer sentido, até porque a manipulação dos factos e das próprias eleições nos deixam um gosto amargo a fraudes.

Talvez até por isso seja cada vez mais importante votar, aproveitar estes dias para reafirmar o poder da democracia, do voto livre e universal.

Nestes tempos de incertezas e de ameaças dos abutres que, de novo, estão a tomar conta do mundo, teremos que pensar em quem será a pessoa que, para além de nos representar condignamente, dentro e fora do país, terá a honestidade e a capacidade de ser um árbitro político, sem deixar de parte as suas convicções.

O próximo domingo poderá ficar para a História como aquele em que alguém que defende a xenofobia e o racismo, que quer alterar a Constituição e o Regime e que abomina a democracia, será eleito Presidente da República ou, pelo menos, que chegará à segunda volta das eleições presidenciais. E é bom que acreditemos no que diz, pois a extrema-direita faz mesmo o que promete. 

Cumprir e fazer cumprir a Constituição – parece tão simples e é tão difícil.

António José Seguro pode não ser o candidato ideal, pode até nem ser aquele que, se fossemos nós a decidir, nunca indicaríamos para candidato presidencial. Fui muitíssimo crítica da sua prestação como líder do PS e apoiei António Costa nas primárias. O mundo mudou e eu também. A democracia é a arte do possível, do confronto democrático e tolerante de ideias e de consensos.

De entre os candidatos que se apresentam, António José Seguro é aquele que, para mim, dá mais garantias de ser um Presidente democrático e respeitador das Instituições.

Será para ele o meu voto.

12 janeiro 2026

Os nossos oráculos

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Esta ideia de silêncio quando ouço pessoas como Lídia Jorge. Uma ideia de serenidade e respeito, de comunhão entre quem não se conhece.

A palavra, as histórias, os contadores de histórias são os nossos oráculos.

Perdemos a capacidade de ouvir, pela cacofonia que criamos. Ouvir alguém que inspira, que fala baixinho, com uma voz doce e segura, mesmo com as inquietações e as dúvidas, porque também tem certezas.

Esta ideia de que vale a pena manter os nossos sentimentos, os nossos pensamentos, e como são indispensáveis estes momentos em que ouvimos e aprendemos.

Alfazema para Lídia Jorge. Sim, totalmente adequado.

(Os Vencidos)

05 janeiro 2026

Da loucura dos ditadores e do apaziguamento dos fracos

"Precisamos da Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional, e a Dinamarca não vai conseguir fazê-lo", disse em resposta à pergunta de um repórter, a bordo do Air Force One, a caminho de Washington, depois de mais um fim de semana em Mar-a-lago, estância de luxo na Florida onde acompanhou a invasão do Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas. "Vamos preocupar-nos com a Gronelândia daqui a dois meses... vamos falar da Gronelândia daqui a 20 dias", reforçou, colocando pela primeira vez prazos concretos, ainda que confusos, para avançar contra um território de um país aliado da NATO.

Jornal de Notícias

Desde a eleição de Donald Trump que todos os dias são dias de caminhada tresloucada em direção ao abismo.

Não vale a pena convencermo-nos de que, se não o provocarmos, se formos suficientemente subservientes e bajuladores, se continuarmos a tentar encontrar racionalidade onde apenas existe o posso, quero e mando e o mundo é de quem grita mais e violenta mais, estamos a evitar um conflito aberto e armado.

Ele soará quando Trump quiser, ou quando as forças que ele libertou e que saíram por debaixo das pedras o entenderem.

Não desistamos dos valores que distinguem a Humanidade e o Humanismo. A loucura dos ditadores não se apazigua, como bem se viu antes da II Guerra Mundial.

Haja dignidade e solidariedade. No mínimo.

03 janeiro 2026

Botas cardadas

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Trump diz que não vai deixar a Venezuela nas mãos do regime atual e que assistiu à captura de Maduro "como se fosse uma série de TV"

 

Ouvimos o Presidente Trump, que se ufana de uma operação militar que o mundo não via desde a II Guerra Mundial, que assume que pode vir a tomar conta da Venuzuela, ele, e que as companhias americanas irão tomar conta do petróleo venezuelano.

Isto após ter aparecido uma informação em rodapé de que o mesmo Trump iria avaliar a capacidade de Corina Machado liderar a Venezuela.

Pelos vistos já decidiu.

Sim, desde a II Guerra Mundial que não víamos este nível de loucura.

Botas cardadas.

"Hoje foi a Venezuela, amanhã quem será?" Dos candidatos presidenciais só Ventura não critica ataque de Trump, mas há tons muito diferentes

 

Ao décimo terceiro dia do mês de outubro

  Isabel baralha as cores Dos seus mundos preferidos Partilha dias e flores Como sonhos prometidos   Isabel fala com as fadas Ra...