
Portugal está a uma semana de eleger o próximo Presidente da República.
Para quem a democracia, a liberdade, a defesa dos direitos humanos, do humanismo, da solidariedade, da decência, não há hesitação: António José Seguro deverá ser o eleito.
A decisão de Luís Montenegro e de Nuno Melo em equivaler Seguro a Ventura apenas significa que os líderes da maioria governamental não têm coragem nem os valores de um regime democrático, pois acabam por aceitar a retórica fascista, odienta, violenta, racista e xenófoba, oportunista e populista do partido de extrema-direita e do seu líder.
Não há engano possível. Votar Trump ou Kamala Harris não era a mesma coisa; votar Ventura ou Seguro também não é.
Após o temporal que varreu parte do país, colocando milhares de pessoas numa situação terrível, sem água, sem luz, sem mantimentos e sem aquilo por que lutaram toda a vida, é natural que a revolta das populações atingidas desmobilize o eleitorado. É obviamente compreensível que as prioridades não coloquem a eleição presidencial nos primeiros lugares.
Mas não nos enganemos. A eleição do Presidente da República é efetiva apenas e só após a contagem dos votos. E as democracias não se podem distrair, não podem deixar que os extremismos de direita que continuam a aumentar pelo mundo, iluminados pela perigosa e destrutiva inanidade de Trump, vençam os valores que nos têm guiado durante os anos que se seguiram à II Guerra Mundial.
A democracia está em risco e a responsabilidade é nossa.
Não pode haver cedências. No próximo domingo é essencial que, com alegria e confiança, votemos no candidato que representa esses valores – António José Seguro.
Ninguém se pode abster.
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