25 julho 2024

"Nada se pode interpor no caminho de salvar a democracia"

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Finalmente, Joe Biden retirou-se da candidatura presidencial, dando lugar à nova geração, pelas suas palavras, tudo indicando que será Kamala Harris.


Uma mulher, não branca, cujas frases de ordem para já gritadas, mostram alguém que acredita na democracia, na liberdade e na Justiça, demonstrando não ter medo de explicar que Donald Trump é um criminoso, um predador, um aldrabão.


Custa-me a entender que haja dúvidas na escolha. Mas, para quem se não revia em Joe Biden, até pela sua óbvia fragilidade, pode respirar de alívio.


E o mundo respirará de alívio.

21 julho 2024

Oração pelos amigos

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Bonds of Friendship


John Robinson


 


Obrigado, Senhor, pelos amigos que nos deste.


Os amigos que nos fazem sentir amados sem porquê.


Que têm o jeito especial de nos fazer sorrir.


Que sabem tudo de nós, perguntando pouco.


Que conhecem o segredo das pequenas coisas que nos deixam felizes.


Obrigado, Senhor, por essas e esses, sem os quais, caminhar pela vida não seria o mesmo.


Que nos aguentam quando o mundo parece um sítio incerto.


Que nos incitam à coragem só com a sua presença.


Que nos surpreendem, de propósito, porque acham mal tanta rotina.


Que nos dão a ver um outro lado das coisas, um lado fantástico, diga-se.


Obrigado pelos amigos incondicionais.


Que discordam de nós permanecendo connosco.


Que esperam o tempo que for preciso.


Que perdoam antes das desculpas.


Essas e esses são os irmãos que escolhemos.


Os que colocas a nosso lado para nos devolverem a luz aérea da alegria.


Os que trazem, até nós, o imprevisível do teu coração, Senhor.


 


[Cardeal José Tolentino Mendonça]

19 julho 2024

Num jardim desarrumado

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Corri mundos de machado


Enterrei meu coração


Num jardim desarrumado


Com ervinhas de oração


 


Não sabia que eras tu


Tal o fundo da ferida


Com a alma posta a nu


Na dor desta despedida


 


Agarrei na tua mão


E amarrei-a à cintura


Que as flores do teu caixão


Me aliviem da tortura

18 julho 2024

Sem ar

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A dor.


Sei da dor
e de uma parte de mim


que levaste.
A melhor
a tua
principalmente aquela


que acolhias
como se não houvesse
mais ninguém no mundo.


E agora?
Como te perdoar a falta
do teu cheiro
do teu braço
do teu riso
da tua indispensável presença?


E agora?
Como te deixar ir?

Já se despediu?

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Já se despediu?


Sim, disse um até logo, como todos os dias, antes de fechar a porta, até ao minuto em que a reabria, depois de vários quilómetros de preocupações, frustrações, pequenas alegrias, estrada. Enfim, a rotina que fomos construindo pela vida, que saboreávamos à nossa maneira.


Outras despedidas não sei fazer, não existem entre nós.


Pode ser também até logo?

Sem bússola

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Não seremos o carvalho que nasce da pedra, do verde da aventura que fomos, mãos fundidas mas com ramos, não de carvalho mas de anos, profundos, amigos, amantes os dois.


Talvez aprenda a linguagem da eternidade e nos possamos falar, no aconchego do nosso amor, da fluidez dos rios que vão saltando as margens, da nitidez de uma realidade que partilharemos, só nós dois.


Mas como aprendo essa linguagem, meu querido, que abriste as nuvens que nos faltavam e não escreveste o caminho? Com que bússola ou carta astral conseguirei chegar ao teu porto?

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...