30 junho 2024

Avolumam-se as nuvens no horizonte


As eleições de hoje em França e as eleições em Novembro no EUA.


O mundo ocidental corre alegremente para o que se pode comparar ao que aconteceu antes da eclosão da II Guerra Mundial.


Se Trump e Putin coexistirem à frente dos respetivos países, com a extrema-direita cada vez mais forte em França e na União Europeia, o horizonte vai-se escurecendo.


Seria muito importante que Biden desistisse já, de forma a conseguir posicionar-se outro candidato democrata. Pode ser que ainda vá a tempo. Mas não deixo de me questionar sobre a cobardia dos partidos Democrático e Republicano, ao não aceitarem substituir estes líderes. Demitem-se das suas responsabilidades.

21 junho 2024

Da queda do regime democrático (republicação)

Republico um post que tem 10 anos.


O triste espetáculo a que temos assistido por parte dos agentes da Justiça, com buscas e acusações e inquéritos e escutas telefónicas, com divulgações cirúrgicas das mesmas, comissões parlamentares vergonhosas, enfim, a delapidação das Instituições.


Infelizmente, acho que este meu post é bem atual.



No intervalo destes últimos 40 anos, o mundo mudou radicalmente. O desenvolvimento tecnológico exponencial permitiu maior longevidade e qualidade de vida, nos países a que se convencionou chamar desenvolvidos, maior riqueza e bem-estar, melhor e mais rápida divulgação com as novas tecnologias de informação.


Politicamente a queda do muro de Berlim, o ataque às Torres Gémeas em Nova Iorque, a consolidação e alargamento da União Europeia, o despertar dos países da América do Sul, o crescimento da China e da Índia, os fenómenos de migração populacional, entre muitos outros, modificaram os equilíbrios existentes a um ritmo crescente, transformando o mundo numa massa globalizada, que cria riqueza mas que a concentra em cada vez menores núcleos de indivíduos, aumentando o fosso entre os que mais podem e os que nada podem.


Percebemos hoje que não tem havido capacidade, imaginação nem vontade de lidar com os novos problemas que se avolumam – as alterações demográficas, o reacender dos ódios (xenofobia e racismo), as alterações climatéricas, a gestão dos recursos naturais. Em Portugal e na Europa assiste-se a um cada vez maior divórcio entre os governantes, os líderes dos partidos e os representantes das diversas associações sociais (sindicatos, confederações patronais, industriais, etc) e a restante população, aumentando a descrença neste regime democrático em que esses mesmos governantes, líderes e representantes são, por definição, eleitos livremente.1


A total subversão do papel da comunicação e da informação, fruto da revolução informática, transformou a vida, os direitos, as liberdades e o conceito de justiça numa paródia, assistindo-se à construção e destruição de carácter e de factos, mais falsos que verdadeiros, numa roda-viva dentada que tritura pessoas, instituições, conceitos. A manipulação das vontades e dos sentimentos globais movem as multidões e aqueles que deveriam ser os dirigentes deixam-se dirigir pelas ondas de protesto, indignação, fúria ou júbilo que todos os dias assolam a sociedade.


Estas organizações políticas não conseguem mobilizar os cidadãos, que deixaram de acreditar no que lhes é dito e repetido. A vida vai correndo à parte do que é cozinhado nas cadeiras dos diversos poderes e a raiva surda com o encolher de ombros vai sendo a atitude de quem quer manter a mínima sanidade mental. É confrangedor ouvir as frases gastas, os clichés, as palavras de ordem de governooposição, comentadores, economistas, sindicalistas e outros membros que gravitam na órbita desta elite, sem centelha, sem ideias, sem glória.


Ao contrário de tanta coisa que se modificou nos últimos 40 anos, nada se quer mudar nesta organização política formal, porque já é só formalidade e alimentação de interesses de poder, sem que importe a sociedade, o seu respirar, o seu viver, a sua felicidade. A riqueza e o poder deixaram de ser meios para serem fins, e o governo da nação deixou de se preocupar com a própria nação para se preocupar com os que a governam, num mundo ficcional e desligado da realidade.


Por isso é cada vez mais provável a queda do regime democrático. Ninguém acredita nele. Continuamos neste romance de faz-de-conta até que, provavelmente tarde de mais, outro regime ditatorial tome conta de nós. É que eu não conheço mais nenhum tipo de regime – democracia e ditadura podem ter várias práticas e vários nomes, mas são apenas essas as alternativas - democracia ou ditadura. E a avaliar pelo que se passa nesta Europa, o primeiro arrisca-se a ser trocado por um mais moderno, mais chique e mais na moda.


1 A última manifestação convocada pela CGTP parecia uma procissão, com andor e ladainhas e menos fulgor que as rezas de um velório.


09 junho 2024

Somos Europa

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Estas são, certamente, umas das mais importantes eleições da nossa vida. Todas são, mas estas são-no em particular.


A ascensão dos totalitarismos, novos e velhos, das desigualdades, da pobreza, a emergência climática, a guerra, tudo nos faz interpelar a nossa própria responsabilidade, os nossos princípios, os nossos valores, e aquilo que queremos transmitir às próximas gerações.


Tudo será diferente, mas a humanidade, civilidade, solidariedade, empatia, democracia, liberdade, a busca da felicidade, tudo é património de todos.


Vamos votar!

06 junho 2024

Mais uma inusitada coincidência

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Intercampus e Expresso


 


lacerda salaes 06_06_2024.PNG


dnotícias.pt


 


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Rádio Renascença

Votar faz a diferença

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Votar nestas eleições pode ser a diferença entre um aumento significativo da área da direita mais conservadora e radical e da área da extrema direita, que é o caminho para que se acabem as regras de sã convivência democrática, de igualdade de géneros, de respeito pelos migrantes, enfim, pelos Direitos Humanos, como o tsunami que vem dos Estados Unidos da América.


Nada é para sempre e a deriva conservadora e revanchista a que assistimos faz temer o pior.


Votar faz a diferença.

01 junho 2024

Dia das sementinhas

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Sei de uma sementinha


Que me prende o coração


Como a luz de uma estrelinha


Que apaga a solidão


 


Sei de uns olhos curiosos


Que me enchem de ternura


Uns dedinhos amorosos


Que eu seguro com brandura


 


Sei da alma que carrego


Com tanta flor decepada


Onde posso ter sossego


Pel’a sementinha abrigada


 


Sei de um mundo pequenino


Dia a dia renovado


Um tesouro que o destino


Para mim tem reservado


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...