29 janeiro 2022

Espalhem a notícia (*)

Podemos ir ao https://www.recenseamento.mai.gov.pt/


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Ou escrever um SMS (grátis) para o número 3838 escrevendo:


RE xxxxxxxx xxxx/xx/xx


número do BI ou CC


data de nascimento em formato AAAA/MM/DD


(*) Título de uma extraordinária canção de Sérgio Godinho, aqui pelos Clã.

É seguro votar

 


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Votar é seguro.


Não haverá pestes que nos peguem nem que espalhemos. Não haverá alienígenas nanométricos que nos matem, nem que nos empapem o cérebro.


Depois da inexcedível reflexão a que estamos sujeitos, grave e alegremente omnipresente no dia de hoje, mesmo para quem já votou, que pode sempre reflectir em como devia ter votado de outra forma, podemos pegar no escafandro e ir exercer o nosso direito e dever.


Podemos munir-nos de canetas, máscaras, viseiras, chapéus, luvas, mantas, plásticos, podemos levar biombos, o que melhor impedir de deixar o medo entrar.


Que o medo é bem mais perigoso que vírus, bactérias ou fungos. O medo é o que mais rápida e profusamente nos domina.


O medo mina a democracia.


Ao Voto!

23 janeiro 2022

Considerações

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Lorenzo Quinn


 


Considera-se o mundo bem aberto


Em baixo o céu que não pertence


A ninguém nem ao mundo


Nem à terra que acontece em grãos e fumo


Nem sequer aos corpos que inventam caminhos


E lutas e selos e alianças de sangue


 


Considera-se a mão atrás de outra


Dedos sugando a fome de amar procuram


A morna quietude da companhia que se cruza


Entre o hábito e o novo que se escusa


E se descobre na pequena faísca do olhar


 

A uma semana das eleições

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A vitória de qualquer dos maiores partidos, PS ou PSD, é possível.


Tal como vaticinei aqui, Rui Rio beneficia de um élan de vitória e de seis anos de uma governação socialista dificílima nos últimos dois.


A derrota do OE abriu caminho à mudança, pelo cansaço e pela quebra de confiança, que penso quase inevitável, entre governantes e governados. Ao contrário de muitos jornalistas e comentadores, que começam a cavalgar a hipótese da vitória social democrata, começando a posicionar-se e a encontrar na estratégia de António Costa as razões de uma eventual derrota socialista, não me parece que seja esse o problema.


Teremos umas eleições disputadíssimas e espero que essa percepção possa motivar os cidadãos ao voto. Votar é mesmo aquilo que importa. Votar em massa, sem medo de COVID-19 ou de outras maleitas.


A maior peçonha é mesmo a abstenção, a descrença e o descrédito. A democracia faz-se todos os dias e só funciona se nós quisermos.


Tudo está em aberto. Por muito difícil que o futuro seja, com a nossa participação será mais fácil. E se há coisa que a pandemia demonstrou foi a importância, a força, a adaptabilidade e a indispensabilidade dos serviços públicos.


Por isso...............


............................ao voto!

15 janeiro 2022

O Debate

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(desenhos do Observador)


Por isso estes debates assumiram a importância que estão a ter. Penso que os pequenos partidos não ganharão muitos votos, nomeadamente o PAN, a IL e o Livre, mas podem fortificar os seus eleitores e tentar evitar o voto útil.


O BE e a CDU estão têm tido a dificuldade óbvia de justificar o injustificável, que foi o chumbo do OE e a consequente crise política, sem a qual não estaríamos à beira de eleições legislativas. Os discursos são sempre os mesmos, mais teatral o BE, mais artesanal a CDU.


Serviram também para irem desmontando o acervo de mentiras, insultos, xenofobia, sexismo e racismo da parte do Chega, cuja prestação se está a transformar naquilo que, de facto, é - um saco cheio de coisa nenhuma.


Mas o debate foi aquele entre António Costa e Rui Rio, como o provaram as audiências. Nele ouviram-se dois possíveis Primeiro-ministros que, com seriedade e elevação defrontaram duas formas diferentes de pensar o País. Talvez não radicalmente diferentes, mas diferentes.


É claro que em momentos distintos estiveram menos bem, mas nada que fizesse perigar o resultado - os eleitores têm uma escolha entre o centro-direita e o centro-esquerda. Penso que a bipolarização foi a grande conclusão: ou António Costa, ou Rui Rio.


Falta saber se conseguiram esclarecer a enorme horda de indecisos e abstencionistas existente. Isso só dia 30 de Janeiro saberemos.

02 janeiro 2022

Concerto de Ano Novo 2022


Daniel Barenboim

Palavra do Senhor

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Palavra do Senhor, de Ana Bárbara Pedrosa, é um livro brilhante, em que Deus se explica, de indignado a compreensivo com os cépticos, de orgulhoso a arrependido com a sua humana criação (à sua imagem e medida).


Foi Caim quem inaugurou a Humanidade e Deus, depois de muitas iras, castigos e desgostos, apaixonou-se perdidamente por Maria.


O Cristianismo é, assim, o fruto dessa paixão omnipotente.


Uma escrita litúrgica. Um livro brilhante.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...