
Rita Rato, licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais, não conhecia, em 2009, a realidade dos atropelos aos Direitos Humanos na China, nomeadamente a existência de presos políticos, e nunca tinha estudado nem lido nada sobre os gulags, as purgas e o terror do estalinismo.
Rita Rato decidiu concorrer ao lugar de direcção do Museu do Aljube Resistência e Liberdade. Para o perfil pedia-se:
- Formação superior adequada à função (preferencialmente na área de história política e cultural contemporânea);
- Experiência em funções similares (preferencialmente na área dos museus);
- Experiência em programação e produção de exposições;
- Experiência em gestão de pessoal e equipas;
- Domínio da língua portuguesa falada e escrita;
- Proficiência em inglês e francês;
- Domínio das ferramentas do Microsoft Office;
- Elevadas competências de relacionamento interpessoal;
- Elevado sentido de responsabilidade e de confidencialidade.
Pelos vistos Rita Rato não preenchia os 3 primeiros requisitos. Mas isso não impediu o júri de lhe dar o lugar, pelos vistos pela forma como decorreram as entrevistas realizadas durante o concurso.
Tentar transformar o espanto e a indignação de várias entidades e pessoas quanto a esta escolha, dificilmente compreensível não só face ao perfil requerido como à evidente ignorância e / ou cegueira da candidata, num ataque misógino e anti-comunista, é triste e constrangedor.



