
No barco que procuro no silêncio das ondas
no desequilíbrio do fogo na água que me afoga
é frágil a raiz que me segura inteira
uma âncora perdida no turbilhão da viagem.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]

No barco que procuro no silêncio das ondas
no desequilíbrio do fogo na água que me afoga
é frágil a raiz que me segura inteira
uma âncora perdida no turbilhão da viagem.

Esta série passou há muitos anos na nossa televisão, num tempo em que esperávamos ansiosamente por cada episódio num determinado dia da semana. É da BBC (1974) e excelente. Conta os movimentos políticos nos impérios austríaco, alemão e russo, de 1853 a 1918, com a queda das três coroas - Habsburgo, Hohenzollern e Romanov.
Neste momento saboreio-a ao ritmo de um episódio por dia. Não perdeu nada com a idade.
Um dia solar e frio, um começo de ano que será continuidade, a música.
Já há uns anos reflecti sobre a hipótese de se inovar os Concertos de Ano Novo do CCB. Nada tenho contra valsas e polkas, muito menos contra os vários Strauss, mas parece-me que os temas poderiam mudar. Com tanta e tão maravilhosa música que há, de autores e compositores portugueses e não só, era mais divertido se os concertos fossem diferentes todos os anos. Imagino até que ada maestro poderia divulgar o programa só in loco, para que a surpresa fosse completa.
Bem sei que é difícil mudar e alterar hábitos, mas acho que seria um luxo.
Este ano, apesar de pouca, houve alguma diferença, pois o maestro é mais delicado e introduziu valsas de Dmítri Shostakóvitch, que adoro. Foi um excelente começo de ano, que se adivinha difícil, trabalhoso e imprevisível.
Orquestra Metropolitana de Lisboa

direcção musical de Evgeny Bushkov
J. Strauss II Nova Polca Pizzicato, do 3.º ato da Opereta Princesa Ninette
D. Schostakovich Pizzicato Allegretto da suite do bailado A Ribeira Brilhante, op. 39a
D. Schostakovich Valsa do filme Michurin, op. 78
D. Schostakovich Valsa do filme Pirogov, op. 76
Bom 2019!

Nada espero do que não esperei
esperança de nunca que nada serei
sem nada do sonho do nada que sei
de mim que me dou a tudo o que dei
espero por ti que por ti me darei.
É muito interessante a notícia que saiu hoje no Expresso online, sobre a afronta a ADSE exigir a alguns prestadores privados um montante de 38 milhões de euros que lhes terão sido pagos indevidamente (em causa facturações de 2015 e 2016). A notícia avança mesmo com a ameaça, veiculada pela Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, de quebra de prestação de serviços à ADSE.
O que o Expresso se esqueceu de referir é que há um parecer da PGR dando razão à ADSE, obrigando os prestadores a pagarem a dívida reclamada - notícia de 13 deste mês.
Curioso. Mais curioso a fonte de ambas as notícias ser a mesma agência Lusa.
Em 2012, no governo do PSD/CDS liderado por Pedro Passos Coelho, Paulo Macedo (Ministro da Saúde) decide que a Maternidade Alfredo da Costa (MAC) deve encerrar. Foi uma comoção geral, nomeadamente por parte da oposição (PS, BE e PCP), tendo-se assistido a manifestações, correntes e abraços à volta da MAC, providências cautelares e decisões judiciais com o objectivo conseguido de adiar o encerramento.
Apesar de Assunção Cristas se esforçar imenso por apagar a presença do seu partido nesse governo, o CDS apoiou, e quanto a mim muito bem, a decisão de Paulo Macedo. Neste momento surge à porta da MAC perorando contra a escassez de Anestesistas e outros profissionais de saúde na MAC e no restante SNS. A falta de vergonha é mesmo gritante. E não há um único jornalista que lhe lembre estes factos. Na verdade, se a MAC deveria encerrar (mesmo que dentro de alguns anos), não tem muita lógica admitir mais médicos para os seus quadros. Mesmo que a MAC só seja totalmente desactivada apenas quando abrir o novo Hospital de Lisboa Oriental, a transferência de serviços para outras unidades, dentro do CHLC, não parece ter sido revertida.
Porquê agora esta barragem noticiosa, acrítica, em relação à falta de Anestesistas na MAC?
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...