19 janeiro 2019

Barco

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Amadeo de Souza Cardoso


 


 


No barco que procuro no silêncio das ondas


no desequilíbrio do fogo na água que me afoga


é frágil a raiz que me segura inteira


uma âncora perdida no turbilhão da viagem.


 

01 janeiro 2019

Para ver e rever

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Esta série passou há muitos anos na nossa televisão, num tempo em que esperávamos ansiosamente por cada episódio num determinado dia da semana. É da BBC (1974) e excelente. Conta os movimentos políticos nos impérios austríaco, alemão e russo, de 1853 a 1918, com a queda das três coroas - Habsburgo, Hohenzollern e Romanov.


 


Neste momento saboreio-a ao ritmo de um episódio por dia. Não perdeu nada com a idade.

A música fica-nos tão bem

Um dia solar e frio, um começo de ano que será continuidade, a música.


 


Já há uns anos reflecti sobre a hipótese de se inovar os Concertos de Ano Novo do CCB. Nada tenho contra valsas e polkas, muito menos contra os vários Strauss, mas parece-me que os temas poderiam mudar. Com tanta e tão maravilhosa música que há, de autores e compositores portugueses e não só, era mais divertido se os concertos fossem diferentes todos os anos. Imagino até que ada maestro poderia divulgar o programa só in loco, para que a surpresa fosse completa.


 


Bem sei que é difícil mudar e alterar hábitos, mas acho que seria um luxo.


 


Este ano, apesar de pouca, houve alguma diferença, pois o maestro é mais delicado e introduziu valsas de Dmítri Shostakóvitch, que adoro. Foi um excelente começo de ano, que se adivinha difícil, trabalhoso e imprevisível.


 


Concerto de Ano Novo (CCB)


Orquestra Metropolitana de Lisboa


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direcção musical de Evgeny Bushkov


 



J. Strauss II Nova Polca Pizzicato, do 3.º ato da Opereta Princesa Ninette



D. Schostakovich Pizzicato Allegretto da suite do bailado A Ribeira Brilhante, op. 39a



D. Schostakovich Valsa do filme Michurin, op. 78



D. Schostakovich Valsa do filme Pirogov, op. 76


 


Bom 2019!

31 dezembro 2018

Que espero?

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Alex Chinneck


 


 


Nada espero do que não esperei


esperança de nunca que nada serei


sem nada do sonho do nada que sei


de mim que me dou a tudo o que dei


espero por ti que por ti me darei.

2019

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28 dezembro 2018

Das afrontas e dos esquecimentos

É muito interessante a notícia que saiu hoje no Expresso online, sobre a afronta a ADSE exigir a alguns prestadores privados um montante de 38 milhões de euros que lhes terão sido pagos indevidamente (em causa facturações de 2015 e 2016). A notícia avança mesmo com a ameaça, veiculada pela Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, de quebra de prestação de serviços à ADSE.


 


O que o Expresso se esqueceu de referir é que há um parecer da PGR dando razão à ADSE, obrigando os prestadores a pagarem a dívida reclamada - notícia de 13 deste mês.


 


Curioso. Mais curioso a fonte de ambas as notícias ser a mesma agência Lusa.

Dos encerramentos e reaberturas da Maternidade Alfredo da Costa

Em 2012, no governo do PSD/CDS liderado por Pedro Passos Coelho, Paulo Macedo (Ministro da Saúde) decide que a Maternidade Alfredo da Costa (MAC) deve encerrar. Foi uma comoção geral, nomeadamente por parte da oposição (PS, BE e PCP), tendo-se assistido a manifestações, correntes e abraços à volta da MAC, providências cautelares e decisões judiciais com o objectivo conseguido de adiar o encerramento.


 


Apesar de Assunção Cristas se esforçar imenso por apagar a presença do seu partido nesse governo, o CDS apoiou, e quanto a mim muito bem, a decisão de Paulo Macedo. Neste momento surge à porta da MAC perorando contra a escassez de Anestesistas e outros profissionais de saúde na MAC e no restante SNS. A falta de vergonha é mesmo gritante. E não há um único jornalista que lhe lembre estes factos. Na verdade, se a MAC deveria encerrar (mesmo que dentro de alguns anos), não tem muita lógica admitir mais médicos para os seus quadros. Mesmo que a MAC só seja totalmente desactivada apenas quando abrir o novo Hospital de Lisboa Oriental, a transferência de serviços para outras unidades, dentro do CHLC, não parece ter sido revertida.


 


Porquê agora esta barragem noticiosa, acrítica, em relação à falta de Anestesistas na MAC?

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...