
O FMI e a Sra. Lagarde são grandes especialistas em previsões. O problema é acertarem pouco:

Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Mark Knight
A triste cena de que Serena Williams foi protagonista, no Grand Slam, em que perdeu para Naomi Osaka, já foi objecto de acesas discussões de sexismo e racismo. E aquilo que deveria ter sido a grande notícia, precisamente uma tenista de 23 anos ter derrotado a grande Serena Williams, foi abafado por tanto disparate.
Até o autor da caricatura foi criticado e acusado de racismo, pela acentuação dos traços fisionómicos de Serena Williams. E eu que pensava que as caricaturas faziam precisamente isso!
Mário Nogueira pode orgulhar-se do seu poder. Durante anos e anos tem mantido os professores na crista da onda, chantageando todos os tipos de governo, sejam eles de direita, esquerda ou do centro, e transformando os professores numa poderosíssima corporação dentro da função pública.
Ele manifesta, ele confronta, ele determina, ele interrompe, ele exige.
E António Costa, pela forma como se deixou levar para a discussão de rua, desautorizando o seu Ministro da Educação que também não parece importar-se com a sua evidente incapacidade e inutilidade políticas, reconheceu a Mário Nogueira, esse dinossauro do sindicalismo, o seu poder.

Ministra da Agricultura e do Mar
Os membros dos governos deixaram a linguagem pomposa e formal para adoptarem uma postura que roça o grosseiro. Confesso a minha veia reaccionária ao não gostar desta pseudo democratização da linguagem. Não gosto de grosserias de ninguém e não me parece que ajudem a imagem dos nossos representantes.
Assunção Cristas, nesta nova elegante moda, disse que os professores foram aldrabados pelo governo. Não vale a pena os desmentidos já feitos pelos responsáveis governamentais. Não interessa se é verdade ou mentira, conceitos que deixaram de fazer sentido nesta nossa era de factos alternativos. Mas igualando a Presidente do CDS/PP, convém lembrar as aldrabices de Assunção Cristas, que se tem revelado uma bela aldrabona, sendo a maior delas a capacidade que tem de desdizer tudo o que defendeu e fez o governo de que ela fez parte, tal como outros membros do seu partido.
O CDS/PP fez parte integrante do XIX governo (que nos desgovernou entre 2011 e 2015). E eu ainda não me esqueci das aldrabices com que alcançaram e pretendiam manter o poder, desde a promessa de não cortar o subsídio de Natal à devolução da sobretaxa pré-eleitoral.

(...) Daí que sejam socializados para existir por direito próprio, para viver o corpo como seu, para olharem em vez de serem olhados, para desejar em vez de serem desejados, para agir em vez de serem "agidos". Ao contrário, as mulheres são-no para depender da apreciação e valorização de outrem, sentindo sempre sobre si, em perpétua vigilância, um olhar que julga. Um olhar enxertado no seu: desde crianças, aprendem a existir como corpo sitiado, expropriado por regras e vontades alheias - que ocupam mas lhes não pertence. (...)

Não tenho sido muito assídua a escrever no blogue. Não porque não me interesse pelo que vai acontecendo, mas porque tenho cada vez mais a noção da irrelevância do que possa dizer.
Há, no entanto, algumas coisas a que não posso deixar de reagir, como ao que se está a passar nos Estados Unidos da América. Já não sei como escandalizar-me, pois gastei as palavras que conheço para me espantar e desgostar. Como é possível que uma pessoa como Donald Trump tenha chegado à presidência daquele país, é uma pergunta para que não encontro resposta.
O texto de opinião anónimo que saiu no New York Times sobre a resistência dentro da Administração americana é muitíssimo importante pelo que revela, mas também pelo que significa em termos da discussão do jornalismo e da ética do mesmo.
Mas de uma coisa estamos certos - Donald Trump é um perigo para os Estados Unidos e para o mundo. Se apenas o suspeitávamos, agora temos a certeza.

1.
Basta um toque
a morna quietude do abandono
para que a primeira realidade
seja a felicidade
do teu amor.
2.
A vida regular e normalizada
café da manhã espreitar os jornais
deliciar-me com um dia pacato
pacatez de um oceano
mediania da existência
sem ondas nem plano.
3.
Ainda faltam
as costumeiras andanças de domingo.
Ainda não é meio-dia.
Ainda posso sonhar com vastos mundos
de cabeça vazia.
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...