03 junho 2018

Respeito

Eutanásia


(grego euthanasía, -as, morte fácil, morte feliz)


substantivo feminino



  1. Morte sem dor nem sofrimento. ≠ CACOTANÁSIA

  2. Direito a uma morte sem dor nem sofrimento para doentes incuráveis, praticada com o seu consentimento, de forma digna e medicamente assistida.

  3. Acção que põe em prática esse direito.


 Priberam


 


Respeito todos os que consideram a vida inviolável pelo Homem, ou seja, que apenas Deus, a Natureza, o Universo, o Cosmo, o acaso, o destino, possam terminá-la.


 


Respeito todos os que consideram a vida ser sua própria propriedade e responsabilidade, que a consideram digna enquanto seres independentes e senhores da sua vontade, enquanto seres lúcidos, pensantes e livres de doenças incapacitantes e/ ou incuráveis e/ ou dolorosas.


 


Respeito todos os que têm dúvidas e que não sabem bem o que pensar, que não sabem bem como reagirão se, um dia, forem eles próprios a ponderar querer não continuar a viver. Como reagirão se, um dia, alguém que muito amem lhes peça encarecidamente para que lhe termine a vida e o sofrimento. Como reagirão se, um dia, alguém que está sob a sua responsabilidade profissional lhes peça encarecidamente para que lhe ponha termo à vida e ao sofrimento.


 


Por isso mesmo respeito todos os que, chegados a estes extremos, se disponibilizam a ajudar quem toma tão difícil e extrema decisão, a realizá-la, sem que sofram depois a criminalização pelo seu acto de amor, de comprometimento, de respeito pela dor e pela vida alheia.

Teatro Meridional a rimar com genial

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Feira Dell’Arte


Texto: Mário Botequilha


Encenação: Miguel Seabra


Interpretação: Emanuel Arada e Rosinda Costa


Teatro Meridional


 


 


Para quem perdeu, pode ser que haja uma reposição. Simplesmente genial - tudo. Um texto divertido e corrosivo, actores esplendorosos, luz, cenografia, som, tudo, como sempre, minimalista, engenhoso, simples, a simplicidade da verdadeira arte..


Parabéns.

Gente séria

grant wood.jpgAmerican Gothic - Grant Wood


 


 


Gente séria tem família.


Gente séria não dá


esmolas


gorjetas


a mão


a estranhos.


Gente séria não acredita


nas coincidências


na amizade.


Gente séria compreende


o interesse.


Gente séria acorda cedo


anoitece.


Gente séria não corre


caminha


em linha recta.


Gente séria tem óculos


e não vê.


Gente séria ignora as nuvens


tem guarda-chuvas


guarda-fatos


guarda-jóias.


Gente séria guarda


evita


e negoceia.


Gente séria eterniza


e sobre vive.


 

15 maio 2018

A política externa de Trump

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EUA inauguram embaixada com festa em Jerusalém e tensão em Gaza


 


 


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Israel enfrenta crise diplomática depois de exército matar 60 manifestantes em Gaza


 

Dos escândalos que não escandalizam

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CEO ganham mais 40% em três anos. Trabalhadores ficam na mesma


 


Esta notícia saiu ontem e, ao contrário das indignações e revoltas diárias nas redes sociais, ou dos comentadores vituperativos e eloquentes nas televisões e rádios, ninguém pareceu ligar qualquer importância (com a excepção do Nicolau Santos, que se referiu a ela hoje nas Contas do Dia, na Antena 1).


 


Quando há crise e as empresas deixam de ter lucros e têm prejuízos, os ordenados dos dirigentes mantêm-se e despedem-se trabalhadores. Quando os lucros das empresas aumentam, sobem-se as remunerações dos dirigentes deixando-se as dos trabalhadores iguais. Tantas declarações quanto à necessidade premente, urgente ou mesmo emergente de reduzir as desigualdades, de combater a pobreza, de redistribuir a riqueza, e ninguém se envergonha com esta cultura empresarial.


 


Claro que temos coisas muito mais importantes a discutir - o Sporting, o Benfica, o futebol - todos os telejornais abriram com o último drama do Sporting.

Afinal não fui só eu

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2017


 


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 2018 


 


(...) A estranhíssima verdade é que, pela primeira vez desde a primeira centelha do universo, Portugal teve a melhor canção da Eurovisão dois anos seguidos. Para não dizer (porque reconheço que a minha opinião é suspeita) que na Eurovisão deste ano e do ano passado as canções portuguesas foram as únicas que se conseguiam ouvir com prazer.


Em 2017 foi Amar Pelos Dois de Luísa Sobral. Em 2018 foi O Jardim de Isaura. Em 2017 a melhor interpretação foi a de Salvador Sobral. Em 2018 foi a de Cláudia Pascoal e Isaura. São três mulheres e um homem – e as duas compositoras são mulheres. Mulheres portuguesas. É um orgulho altamente repetível, este de ver Portugal bem representado na Eurovisão. (...)


 


Miguel Esteves Cardoso

13 maio 2018

Dos palpites e das considerações

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É claro que nunca ganhei nem ganharei nunca o euromilhões. O meu jeito para apreciar eventos e palpitar resultados, sejam eles de jogos de sorte e azar, concursos televisivos ou resultados eleitorais, é patente em vários dos posts que já aqui deixei, e só ultrapassável pelo Prof. Marcelo.


 


O problema é que me esqueço e reincido. Mas mantenho que, apesar de ter achado impecável o espectáculo, de onde destaco as actuações extra ao próprio festival (apesar de não ter gostado da versão da Mariza do Barco Negro), para além de toda a organização, alegria e profissionalismo das apresentadoras, as canções eram bastante horrorosas, tendo brilhado pelo grotesco a vencedora. O Jardim, da Cláudia Pascoal e da Isaura, foi muito melhor.


 


Definitivamente, nunca serei rica.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...