15 maio 2018

Dos escândalos que não escandalizam

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CEO ganham mais 40% em três anos. Trabalhadores ficam na mesma


 


Esta notícia saiu ontem e, ao contrário das indignações e revoltas diárias nas redes sociais, ou dos comentadores vituperativos e eloquentes nas televisões e rádios, ninguém pareceu ligar qualquer importância (com a excepção do Nicolau Santos, que se referiu a ela hoje nas Contas do Dia, na Antena 1).


 


Quando há crise e as empresas deixam de ter lucros e têm prejuízos, os ordenados dos dirigentes mantêm-se e despedem-se trabalhadores. Quando os lucros das empresas aumentam, sobem-se as remunerações dos dirigentes deixando-se as dos trabalhadores iguais. Tantas declarações quanto à necessidade premente, urgente ou mesmo emergente de reduzir as desigualdades, de combater a pobreza, de redistribuir a riqueza, e ninguém se envergonha com esta cultura empresarial.


 


Claro que temos coisas muito mais importantes a discutir - o Sporting, o Benfica, o futebol - todos os telejornais abriram com o último drama do Sporting.

1 comentário:

  1. António Garcia Barreto20:54

    Ora aí está. É realmente vergonhoso o que se passa. E devo dizer que tudo isto não é honroso para a classe política que temos. Mas não podemos deixar de apontar o dedo às instituições europeias que muito contribuem para esse estado de coisas. O 25 de Abril, apesar de todos os seus excessos, foi um sonho que morreu. E a União Europeia um projecto que serviu para criar um corpo de funcionários principescamente pagos, que distribuem o dinheiro pelas capelas e capelinhas dos países que a constituem. Estou a simplificar. Mas não da para dizer mais nada. Bjs, Sofia.

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