27 fevereiro 2018

O Jardim

Para mim uma boa canção e a melhor do Festival.


 



Cláudia Pascoal & Isaura


 


 


Eu nunca te quis
Menos do que tudo
Sempre, meu amor

Se no céu também és feliz
Leva-me eu cuido
Sempre, ao teu redor

São as flores o meu lugar
Agora que não estás
Rego eu o teu jardim

São as flores o meu lugar
Agora que não estás
Rego eu o teu jardim

Eu já prometi
Que um dia mudo
Ou tento, ser maior

Se do céu também és feliz
Leva-me eu juro
Sempre, pelo teu valor


São as flores o meu lugar
Agora que não estás
Rego eu o teu jardim

São as flores o meu lugar
Agora que não estás
Rego eu o teu jardim

Agora que não estás, rego eu o teu jardim
Agora que não estás, rego eu o teu jardim
Agora que não estás
Agora que não estás, rego eu o teu jardim


 

Rodando

questioning-mind.jpg


Questioning Mind


Michaekl Alfano


 


O que dizer de tanto que já se disse e ninguém lê, ninguém colhe, ninguém quer? Anulação voluntária e pedagógica, assistindo aos rios de tinta digital que outros pintam por mim. Será que se interessam? Será que me interesso?


 


Habituamo-nos ao anonimato das ideias, das atitudes, das emoções. Será que ainda existem, de tanto que se estilhaçam continuamente pelo espaço de três ou quatro palavras, duras de preferência?


 


Todos nos apressamos à assertiva opinião instantânea, sem cuidar dos interstícios, das pregas, das variações cromáticas, da rugosidade dos dias. É mais fácil cortar com gumes afiados e em ângulos rectos, mesmo que as calcificações das superfícies nos impeçam a perfeição.


 


Nada interessa a não ser a minha boca, os meus dedos, o meu grito, o meu espaço. Nada interessa a não ser a minha voz.


 


E assim o mundo vai rodando sobre os mesmos intermináveis eixos, o tempo corrói as certezas e abraça a relatividade das coisas. Tudo o que penso ou pensei se esvai e esbate, tudo se esgota sem retorno.

18 fevereiro 2018

Qu'est ce qu'on attend pour être heureux


Paul Misraki & André Hornez


Avalon Jazz Band


 


 


 


Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?


Qu'est-c' qu'on attend pour fair' la fête?


Y a des violettes


Tant qu'on en veut


Y a des raisins, des roug's, des blancs, des bleus,


Les papillons s'en vont par deux


Et le mill'-pattes met ses chaussettes,


Les alouettes


S'font des aveux,


Qu'est-c' qu'on attend


Qu'est-c' qu'on attend


Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?


 


Quand le bonheur passe près de vous,


Il faut savoir en profiter


Quand pour soi, on a tous les atouts,


On n'a pas le droit d'hésiter


Cueillons tout's les roses du chemin,


Pourquoi tout remettr' à demain


Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?


 


Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?


Qu'est-c' qu'on attend pour fair' la fête?


Les maisonnettes


Ouvrent les yeux,


Et la radio chant' un p'tit air radieux,


Le ciel a mis son complet bleu


Et le rosier met sa rosette


C'est notre fête


Puisqu'on est deux.


Qu'est-c' qu'on attend?


Oh dis!


Qu'est-c' qu'on attend?


Oh voui!


Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?


 


Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?


Qu'est-c' qu'on attend pour perdr' la tête?


La route est prête


Le ciel est bleu


Y a des chansons dans le piano à queue...


Il y a d'l'espoir dans tous les yeux


Y a des sourir's dans chaqu' fossette


L'amour nous guette


C'est merveilleux


Qu'est-c' qu'on attend


Qu'est-c' qu'on attend


Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?


 

Da hidratação saudável

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Precipitando-me em tropel acelerado para uma vida tão saudável que nem sei como, algum dia, a morte me escolherá, ontem dei mais um passo muito decisivo nesta correria. O objectivo era arranjar uma garrafa de água para levar para o treino (palavra que já entrou no meu léxico) que não fosse de plástico.


 


Tal como Cristo, o jejum ressuscitou e é prescrito por todos os PTs do país (ou do mundo?). Comer de 3 em 3 horas, para que a glicemia se mantenha estável e não haja picos de insulina? Isso já está totalmente ultrapassado. A nova trendy dietética é o jejum. Não sei por quanto tempo (e achei melhor nem indagar pois, seguramente, não iria gostar da resposta). Ora a juntar-se-lhe, e ao ultra processamento dos alimentos, agachamentos, remadas e empranchamentos, para além das bicicletas, passadeiras e sei lá que mais, está o bebericar de água que terá, pelo menos na ciência certa dos PTs, propriedades adelgaçantes e um estranho e inexplicado efeito de redução da frequência cardíaca, levada aos píncaros pelos esplendorosos exercícios.


 


Mas, oh horror dos horrores, a garrafinha de água do Luso que eu, displicentemente, usava, estava a potenciar todos os efeitos cancerígenos e obesogénicos do plástico do dito continente. Não pensem que é fácil resolver este magno problema. Uma garrafinha de água para o treino (devia emagrecer só de repetir esta palavra) tem que ser leve e não se partir, para além de ser rápida e fácil de usar no bebericanço. As que encontrei na Sport Zone e na Decathlon tinham que se desenroscar umas, outras tinham um bico para esguichar nada simpático, outras ainda nem percebi como se usam. E além disso eram todas de plástico.


 


Ontem, ao passar por uma bancada do Smartlunch, empresa que proliferou e inchou nos últimos anos, dei com as garrafas exemplares! De vidro, envoltas numa matéria plástica (mas sem contacto com a água) para que não se partam, com uma rolha fácil de desenroscar - heaven, como diria a Tootsie.


 


Enfim, saúde saudável, aí vou eu.


 

No limite

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Músico sem cabeça


Hans Stellingwerf 


 


 


1.


Queremos-te plana sem rugosidades centrais


ou periféricas. Silenciosa no trabalho


da sobrevivência. Transparência total e etérea


na competência da inexistência. Queremos-te invisível


na omnipresença do amaciar da nossa vida.


Aprende.


 


 


2.


No limite do dia escolho a chuva


os passos na calçada que se esvai.


Ao procurar as luzes que se apagam


acendo os olhos solto os cacos


da renovada ilha onde me escondo.


Nada quero e nada sou


neste espaço limitado que escolhi.


 

17 fevereiro 2018

Erotic Stories for Punjabi Widows

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Balli Kaur Jaswal


 


Aqui está um livro interessantíssimo, muito bem escrito, que nos coloca em confronto com os preconceitos que todos temos em relação a culturas diferentes, que nos mostra o que são as comunidades dentro de outras, no caso uma comunidade Punjabi no centro de Londres.


 


A partir da história de uma jovem mulher filha de imigrantes indianos, cuja vontade é libertar-se e libertar outras mulheres indianas das amarras de costumes ancestrais que considera retrógrados, vai-se desenrolando uma trama em que se descobre que a vida das viúvas não é exactamente o que parece, que o fervilhar da intriga, da imaginação, do erotismo, do crime e da camaradagem fazem o quotidiano das gentes que passa a considerar suas.


 


Para quando a publicação em português?

Da eternidade dos segundos

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Adalberto Campos Fernandes tem sido extremamente habilidoso em desbaratar a esperança que muitos nele depositaram, bem acompanhado pelo Primeiro-ministro que, no que diz respeito à Saúde, não tem conhecimento, não quer ter e tem raiva de que o tem.


 


O empurrar os problemas, dando sempre uma ideia de grande seriedade e abrangência de soluções desbloqueadas, que depois correspondem a falta de honestidade política para não dizer ao despudorado engano dos interlocutores, tem sido, lamentavelmente, a prática deste Ministro.


 


O concurso para médicos está há quase 1 ano a poucos dias de se iniciar, ou mesmo a poucos segundos, as verbas para os Hospitais estão à espera que o Ministro das Finanças se digne autorizar a sua utilização, e o palavreado asséptico já não engana. Que tristeza.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...