25 janeiro 2018

Da aceitação tácita da violência doméstica

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Público


 


É importante que cada um de nós leia o relatório da Equipa de Análise Retrospectiva de Homicídio em Contexto de Violência Doméstica (EARHVD), relativo a um caso de 2015 (Valongo), em que uma mulher se queixou de ameaças e agressões por parte do marido a 29 de Setembro, tendo sido assassinada à paulada por este a 4 de Novembro, demonstrando que o Ministério Público não cumpriu nenhum dos procedimentos que, por lei, deveria ter seguido, e desperdiçando 3 oportunidades de intervenção que, eventualmente, poderiam ter impedido o crime.


 


É importante que cada um de nós medite na realidade. Tal como o relatório explicita, a comunidade conhecia a situação e todos os dados levam a concluir que a aceitava, não penalizando socialmente o agressor nem mesmo depois de conhecido o crime. É aliás uma das suas recomendações finais a necessidade de promover campanhas de sensibilização e esclarecimento dos papéis dos géneros, desmontando preconceitos e estereótipos que teimam em manter-se.


 


É importante que cada um de nós se dê conta de que os homens e as mulheres que fazem parte das esquadras de Polícia, do Ministério Público, enfim, de todas as Instituições, são iguais a todas as outras, imbuídas das mesmas ideias feitas e crenças da vivência em sociedade.


 


Tudo isto é triste, vergonhoso, aterrador. O abandono das pessoas, a ignorância, a pobreza, a efectiva desigualdade de oportunidades e de tratamento, todas as realidades que se escondem mesmo ao nosso lado. A sensação com que se fica é que o melhor é ninguém se queixar, porque não só as autoridades nada fazem, como excita ainda mais a ira dos agressores.

20 janeiro 2018

Gelo

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Pedro Chorão


Sem título (2011)


 


 


 


Arrefecem-me os dias na pele


palavras que se partem


olhos vidrados de solidão.


 


Estou impregnada de silêncio


a espera de quem


já ultrapassou


o tempo.


 

Procura por mim


Amor Electro


 


 


Lembra-me


Das minhas fraquezas


E eu conto-te como as tornei


Nas minhas certezas


E quando no peito secar


O fogo que aquece o olhar


Procura por mim que eu vou no teu lugar


 


Eu vou levar-te nas tuas palavras


A máquina não para


Escolhas o caminho que escolheres


Procura por mim mesmo quando tu te perderes


 


O tempo turva


Tudo o que somos


Vivemos pouco o momento


Pra viver o que já fomos


E quando o que se perdeu se torna em estrelas no céu


Procura por mim e eu dou-te tudo o que é meu


 


Eu vou levar-te nas tuas palavras


A máquina não para


Escolhas o caminho que escolheres


Procura por mim mesmo quando tu te perderes


 


Eu vou levar-te nas tuas palavras


A máquina não para


Mesmo que não mudes a cor


Procura por mim que o amor sossega a dor

19 janeiro 2018

O Prof. Karamba em Bruxelas

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2017


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Não pesquisei antes de 2016, mas nestes 2 últimos anos Bruxelas tem falhado todas as previsões.


 


2018


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Qual é a novidade, então?


Ninguém se lembra dos falhanços anteriores?


 

14 janeiro 2018

Prosas Bíblicas

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À venda na livraria Ler Devagar


 

Até 2019

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Nunca votaria em Rui Rio mas pelo menos, agora, há alguém credível à frente do PSD. É preciso que a oposição ao governo não seja feita de peseudofactos multiplicados pelos media e pelas redes sociais, para precipitar a queda de ministros, nem à hiperactividade afectiva do Presidente da República, mas a um combate político com nexo.

O ar ocupado pela música

Teatro Nacional de São Carlos Beethoven Symphony No. 2in D major Coa-se a luz nas cortinas embrulhadas de saudade. O teu rosto à janela ...