23 julho 2017

Dunkirk


 


 


Belíssimo, sóbrio, depurado, muito bom filme, diferente do habitual deste géneros de filmes. Não há heróis nem demónios, apenas a luta pela sobrevivência, individual e de uma Nação.

Da falsidade das notícias...

... ou de como o jornalismo é o campeão da desinformação


 


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Confesso que estremeci quando li a manchete do último Expresso, pensando num escândalo inominável e de uma imensa gravidade. Ao contrário do que é meu hábito, comprei o saquinho com todas aquelas folhas de papel de jornal, para ler com cuidado todo o artigo.


 


É mesmo um escândalo inominável - ter um semanário, como o Expresso, a fazer uma primeira página com uma falsidade que a própria notícia, depois de lida, desmente. Mais inominável ainda é ler o Expresso curto de hoje, onde Pedro Santos Guerreiro repete a falsidade e desmente-a, de novo, de seguida.


 


Afinal, quais e quantas são as vítimas de Pedrógão Grande que não estão incluídas na lista dos 64 mortos? Não existem. Até porque o critério de inclusão das vítimas está explícito na própria reportagem - aquelas que resultaram directamente do incêndio. E, infelizmente, são 64 mortos. Aliás, independentemente de concordar ou não com o critério, nunca o vi ser questionado noutras tragédias.


 


Além de ser uma notícia falsa, é manipuladora e pretende criar um facto político usando desavergonhadamente a tragédia de Pedrógão Grande. No entretanto, tanto o PSD como o BE continuaram o embuste e amplificaram o facto político, pedindo explicações sobre os mortos escondidos.


 


Passamos o tempo a falar do pseudo jornalismo do Correio da Manhã, mas ele já se espalhou. Tanto faz ler as notícias no facebook como nos jornais ditos de referência. Já não se distinguem. É pena que os pedidos de demissão dos vários actores políticos, permanentemente brandidos pelos jornalistas, que se auto nomearam os seus juízes, não se estendam a eles mesmos, actores políticos também, ma não eleitos.


 


Como é hábito após a compra do Expresso concluo que foi dinheiro atirado ao lixo.

21 julho 2017

Paula Rego: Secrets and Stories

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Há dias assisti, na RTP play, ao filme Paula Rego: Secrets and Stories, de Nick Willing, seu filho. Vale a pena conhecer um pouco desta pintora, verdadeira artista cujo único objectivo na vida era pintar, que para ela era a própria vida. Na verdade só na pintura era capaz de reconhecer e expulsar os seus demónios, os seus medos, as suas esperanças e alegrias.


 


Através da pintura falava de si, consigo e com os outros, interpretando o seu sentimento para com os mais diversos assuntos, desde a violência da ditadura à violência do aborto. Com a pintura vivia as relações e as depressões, os problemas e as frustrações, reservada, tímida, introvertida, e um rio de personagens e cor nas telas. O seu estúdio é um manancial de figuras que faz e depois explora na pintura.


 


O relacionamento com o marido, o pintor Victor Willing, seu companheiro, orientador, inspirador e crítico da sua arte, modelou também tudo o que fez depois da sua morte. É comovente a sua carta de despedida que lhe endereçou e que ela conserva sempre consigo.


 


É também muito interessante perceber o relacionamento com aqueles que divulgaram a sua obra, uma vezes enganando-a, quando ela diz que todos lhe falavam dos preços elevadíssimos das suas obras de que ela não se apercebia, pois o que lhe davam era muito pouco, outras vezes dando-lhe a possibilidade de sobreviver, como a bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.


 


Extraordinária e sentida homenagem que lhe faz o filho. E que luxo podermos partilhar as suas histórias.

20 julho 2017

Democracia - a linha divisória

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Comunistas portugueses defendem Maduro


 


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PCP votou contra homenagem a dissidente chinês. E ouviu: “Lembram-se de Tiananmen?”


 


O PCP não aprende nada com a História. Mantém a mesma linha ideológica totalitária e, contra as maiores evidências de atropelos à democracia, desde que perpetrados por regimes próximos dos comunistas, negam-os, enquanto os mesmos atropelos dos regimes de direita, denunciam-nos.


 


É por estas e por outras que a coabitação com o PS deixa tanta gente, eu incluída, com um sabor amargo e com a sensação de se estar a ultrapassar a linha que divide os verdadeiros democratas, que defendem a liberdade de expressão de pensamento e aceitam o jogo democrático, dos defensores das ditaduras, mesmo que empreguem muitas vezes a palavra democracia.

Esclarecimentos

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Estive a ouvir a entrevista a Azeredo Lopes, o nosso Ministro da Defesa, na RTP play.


 


Gostei muito e fiquei esclarecida de algumas coisas. Só tenho pena que estes esclarecimentos tenha vindo, quanto a mim, um pouco tarde.


 


Portanto, se bem percebi:



  • para além de material obsoleto foram roubados armamentos importantes e perigosos;

  • não têm razão os que dizem que a divulgação da lista foi feita, em primeiro lugar, pela imprensa espanhola;

  • estão a decorrer as averiguações para apuramento de responsabilidades do crime (porque é de um crime que se trata);

  • a inoperância da vigilância electrónica era já bastante antiga (2009)

  • o governo estava avisado deste problema e actuou rapidamente (segundo o ministro em 32 dias)

  • todos concordam - governo e chefias militares - que a responsabilidade da segurança dos paióis é estritamente militar


 


Posso ter sido demasiado célere em pedir a demissão do Ministro da Defesa. Mas sinceramente, não entendo porque ele próprio não esclareceu todos estes pontos mais cedo e à medida que surgiam os problemas e a barragem informativa, mais ou menos inventada, na comunicação social. Por isso mesmo continuo a pensar que estas situações são penosas e que trarão desgaste ao governo, mesmo que isso só seja sentido ao retardador. Acredito que a saída de Constança Urbano de Sousa e de Azeredo Lopes acabarão por acontecer, mais da primeira do que do segundo.


 


É difícil pensar com os dados viciados. O jornalismo também se demitiu da sua função de informar e aderiu ao tremendismo mediático das redes sociais. E isso está a matá-lo. E à discussão de ideias também.

19 julho 2017

Perplexidades (3)

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Não compreendo a razão pela qual há várias notícias nos jornais espanhóis que, objectivamente, lesam a imagem de Portugal, e que ainda por cima são falsas (a ser verdade o que se lê no Diário de Notícias).


 


Será que há mesmo interesse em descredibilizar o governo português, para impedir uma solução política idêntica em Espanha?

17 julho 2017

Um dia como os outros (178)

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Um mês depois da tragédia, evocando respeitosamente as vítimas, acompanhando a dor dos seus familiares, agradecendo o heroísmo anónimo dos que combateram o fogo e dos que testemunharam e testemunham solidariedade, relembro a exigência de apuramento total de factos e de responsabilidades, e de reconstrução imediata, em clima de trégua eleitoral local, aliás à medida da ilimitada generosidade do povo português.


Sessenta e quatro mortos interpelam-nos, exigindo verdade, convergência e reconstrução, com a humildade de assumirmos que os poderes públicos não corresponderam às expectativas neles depositadas.


 


Marcelo Rebelo de Sousa

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...