26 janeiro 2017

Da reconcertação social

Confesso que não entendo muito bem a razão pela qual, se o PS podia ter acertado previamente com o PCP e o BE a redução do pagamento especial por conta, insistiu na baixa da TSU. Ter-se-ia evitado toda esta embrulhada, em que ninguém sai muito bem.


 


Penso que é muito importante a renovação de um compromisso, plataforma, acordo, chame-se o que se lhe chamar, para cimentar o apoio parlamentar ao governo. A repetição de episódios destes vai minando a Geringonça e adivinham-se novos confrontos entre governo e parlamento.

22 janeiro 2017

Angola na era da pós-verdade

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José Ribeiro


 


 


(...) Portugal prepara-se para exercer uma interferência em massa nas eleições gerais deste ano em Angola. Com a ajuda de antigos colonos, servidores do apartheid, finança internacional, falsos jornalistas, canais televisivos e revolucionários de pacotilha, está em curso um plano diabólico. Talvez não fosse mau seguir as lições do passado e o exemplo de Trump. Deixem ser os próprios angolanos a decidir sobre os seus destinos!


 


Fantástico! Vale a pena ler este editorial de José Ribeiro no Jornal de Angola, um esteio do jornalismo livre e obviamente não alinhado com o totalitarismo reinante naquela democracia musculada.


 


Que tal uma série sobre os agentes secretos portugueses em Angola - Angola e o plano diabólico português.

...e em França...

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Disputam-se hoje as primárias da esquerda (e não as primárias das presidenciais, como se ouve na RTP), com escassíssima afluência às urnas. Marine Le Pen a caminho do Eliseu.


 


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Para os próximos 4 anos

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O Jornal Económico

A realidade a impor-se

Ainda ontem dizia que a administração de Trump ainda vai ser pior do que os nossos receios indicam. E assim parece. Esta foi a primeira conferência de imprensa. Imaginemos o que virá a seguir.


 



 

O adensar das nuvens

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Diário de Notícias


 


O BE e o PCP estão inebriados com a Geringonça. Espero que o PS seja mais realista e menos arrogante. Manuel Alegre tem toda a razão. O PS deveria preocupar-se em cimentar, com os seus parceiros da esquerda, um relacionamento parlamentar que garantisse mais 3 anos de legislatura, em vez de tentar calar e menorizar os descontentamentos e as opiniões contrárias.


 


É mau sinal e passa uma mensagem de enorme insegurança.


 

21 janeiro 2017

A nova maioria

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A Geringonça foi uma tal lufada de ar fresco e tão surpreendente que todos pudemos respirar fundo durante o ano anterior. As expectativas eram tão baixas que a solução se revelou melhor do que alguém se atrevia a desejar. A transformação dos partidos de protesto em partidos que suportavam uma solução governativa abriu a esperança de uma responsabilidade à esquerda a que não estávamos habituados. Catarina Martins e Jerónimo de Sousa foram protagonistas dessa mudança, tal como António Costa e todos os que, diariamente, trabalharam para manter o governo a funcionar, para devolver algum do rendimento perdido aos cidadãos, algum do optimismo do Primeiro-ministro e alguma da energia do Presidente da República.


 


Infelizmente parece que o BE e o PCP se inebriaram com o êxito do primeiro ano da Geringonça. A forma como, no Parlamento, se vão aliar à direita para destronar o que foi conseguido na Concertação Social, por muito que seja coerente com as suas posições, é uma machadada na estabilidade governativa. E se à manutenção das parcerias público-privadas (PPP) na saúde quiserem fazer o mesmo, então serão os coveiros da tão refrescante e promissora governação de esquerda.


 


Só por ignorância e/ ou preconceito se pode afirmar que as PPP na saúde não acautelam o SNS e o Estado. Os Hospitais em PPP são os melhores classificados nas várias avaliações comparativas que se vão fazendo e há relatórios que provam que o Estado lucra com essas parcerias.


 


Não ponho em causa a renegociação das mesmas, o apertado controlo efectuado pelo Estado, os contratos e as obrigações a que devem estar sujeitas. O que ponho em causa é a cegueira que o BE e o PCP mostram em teimar em ir queimando o governo em fogo lento, não se inibindo nem envergonhando de servir a estratégia da direita, além de ser objectivamente um erro na gestão do serviço público de saúde.


 


Espero bem que entendam o que estão a fazer e os riscos que todos corremos.


 


Quanto à posição/ oposição do PSD, é difícil qualificá-la. O oportunismo, a incoerência, o tacticismo, a baixa política é tal, que me causa urticária. A falta de sentido do que é servir os cidadãos, o vazio e a mesquinhez afastam a população dos seus representantes. Este é um excelente exemplo do que nunca se deveria fazer.


 


Declaração de interesses: trabalho no Hospital Vila Franca de Xira - uma PPP da José de Mello Saúde.

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...