19 janeiro 2017

A nova era

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Expresso


 


Amanhã toma posse, como Presidente dos Estados Unidos, alguém que tem mostrado, durante a campanha e depois de vencer as eleições, que não tem a menor ideia da função que vai exercer.


 


Aqueles de nós que vão de espanto em espanto, com a secreta e adiada esperança de que, logo após a tomada de posse, as coisas possam mudar para melhor, ainda que ligeiramente, assistem assustadas e ainda incrédulas ao desfilar da degradação do que nos habituámos a pensar e ver como o Presidente da maior potência mundial.


 


Ninguém pode dizer que não sabia ao que ele vinha, pois ele foi e é claro. Não acreditaram, não valorizaram, ou então é mesmo isto que querem.


 


Amanhã toma posse um intervalo na sanidade mundial. só espero que seja curto e que não faça estragos irrecuperáveis.


 

Um quarto de século

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O Teatro Meridional comemora 25 anos e dá-nos a todos um excelente presente de aniversário.


 


Não percam o que de melhor se faz em Portugal em teatro, música, cenografia e encenação, jogo de luzes e representação. É tudo bom, desde o espaço no Poço do Bispo, à simpatia e generosidade com que se acolhem os espectadores, à incrível criatividade e persistência dos seus Directores Artísticos e de todos os que com eles colaboram, tornando cada espectáculo numa experiência única.


 


Para ver e/ ou rever, aqui fica o calendário das reposições para este ano:



  • AL PANTALONE, de Mário Botequilha - já em cena, até 5/ Fevereiro,

  • A LIÇÃO, de Ionesco - de 22/ Fevereiro a 12/ Março

  • ANTÓNIO E MARIA, a partir da obra de António Lobo Antunes - de 30/ Março a 9/ Abril

  • O SR. IBRAHIM E AS FLORES DO CORÃO, de Éric-Emmanuel Schmidt - de 10 a 28/ Maio

  • CONTOS EM VIAGEM – CABO VERDE - de 12 a 30/ Julho

  • AS CENTENÁRIAS, de Newton Moreno - de 13/ Setembro a 1/ Outubro


 


Parabéns a quem nos sabe fazer rir, sonhar, chorar e pensar.


 

Amor é...

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Aquecer o ambiente para ela tomar banho.


 

08 janeiro 2017

Exactamente

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Trata-se de uma visita de Estado e o primeiro-ministro não tem vontade pessoal. Faz o que deve fazer.


 

O primeiro Presidente eleito democraticamente

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António Ramalho Eanes


 


 


O primeiro Presidente eleito democraticamente foi o General António Ramalho Eanes, outro dos poucos bons homens de Portugal. Convém que não baralhemos as coisas. Mário Soares não precisa que lhe atribuam méritos alheios. E é importante que não desvirtuemos a História.

Da orfandade

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Mário Soares


 


 


É muito difícil explicar às mais novas gerações a importância e o significado que Mário Soares tem para nós, cidadãos que, ainda muito jovens, viveram a lua pela democracia a partir de 25 de Abril de 1974. Até a mim, quando revejo os inúmeros documentários e registos da época, me custa a acreditar que toda aquela frenética vivência foi real.


 


A paixão com que se esgrimiam razões, o imediato doutoramento que todos nós fizemos, em poucos dias (alguns em poucas horas), sobre regimes democráticos e ditatoriais, colonialismo e anti-colonialismo, greves, sindicatos, lutas operárias, liberdade de expressão de pensamento, fascismo, comunismo, patronato, trabalhadores, o mergulho naqueles revoltosos, turbulentos e fascinantes tempos, marcou-nos decisivamente.


 


Talvez por isso, ao ver desaparecer uma das mais decisivas figuras para a implementação e consolidação da democracia em Portugal, o sentimento de orfandade que alguns já manifestaram seja impossível de negar. Não precisamos de ter concordado com Mário Soares, sempre ou de vez em quando, não precisamos de ter votado nele, sempre ou de vez em quando. Mas a forma voluntariosa, decisiva, arriscada e eufórica com que Mário Soares exerceu os seus direitos de cidadão servindo o País, assumindo a política como uma actividade nobre e essencial à comunidade, moldou a nossa sociedade e o rumo de Portugal desde 25 de Abril de 1974.


 


Foram escolhas corajosas. A oposição ao regime de Salazar e Caetano, a oposição ao totalitarismo de esquerda durante o PREC, os governos sob assistência internacional, a adesão à União Europeia, o afastamento da linha oficial do PS aquando do apoio à candidatura de Eanes, a sua própria candidatura à Presidência e, já há poucos anos, a decisão de se candidar contra Cavaco Silva, a opinião contra a guerra do Iraque, decisões muitas vezes polémicas e pouco consensuais. Foi uma vida cheia e estou convencida que, apesar de muitos maus momentos, a terá percorrido com gosto e alegria, que era um dos seus traços mais cativantes.


 


Somos uma democracia, desenvolvemo-nos como uma sociedade solidária, integrados no espaço europeu muito por sua vontade e responsabilidade. Não o fez sozinho mas muito contribuiu, e decisivamente, para que assim fosse.


 


Há um filme americano cujo título é A few good men. Se traduzirmos esta expressão à letra - alguns bons homens - é a frase que me ocorre quando penso naquilo a que muitos chamam os pais fundadores da nossa democracia. Ele era - é - um deles.


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...