23 junho 2016

Bremain ou Brexit

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Hoje vota-se no Reino Unido se a Europa permanecerá uma União com a Grã-Bretanha ou sem ela.


 


Como já disse há dias, tenho muitas dívidas quanto ao que preferiria que acontecesse. Se por um lado penso que a União Europeia foi um projecto político que permitiu a paz durante tantos anos na Europa, também estou convencida que, a continuar como até agora sem que qualquer importante reforma das suas Instituições aconteça, aprofundará as desigualdades, os nacionalismos, a xenofobia e o racismo, para além da subversão dos princípios democráticos, com a total perda de capacidade dos povos e os seus votos decidirem e gerirem os respectivos destinos.


 


E no fundo isso é o que mais me preocupa – o medo do funcionamento da democracia. As campanhas que ambas as posições protagonizam são bem demonstrativas de que a sigla TINA (there is no alternative) não se coloca apenas em relação à política económica. Aliás, num assunto que é eminentemente político, os fantasmas que se agitam são de cariz económico e financeiro, um retrato daquilo a que se transformaram as prioridades na União Europeia.


 


Não sabemos muito bem as consequências do que será a decisão favorável ao Brexit, com o provável efeito dominó que poderá desencadear. Não nos lembramos já do que era Portugal (ou o resto da Europa) sem a livre circulação de pessoas, bens e serviços, sem a abertura e a troca de experiências e de culturas de uma comunidade tão diversa e rica. Mas é precisamente o esquecimento de que se devem respeitar as diferenças e de que a solidariedade foi um dos princípios fundadores deste projecto, com a subalternização da democracia à ditadura dos mais poderosos, que faz perigar e soçobrar o que parecia imutável.


 


Preferiria que o Bremain ganhasse e que esta situação fosse um alerta para os decisores políticos de cada país e da União Europeia. É preciso ser optimista. Mas de uma coisa estou absolutamente certa – nada é mais importante que o respeito pelo voto e pela democracia.

13 junho 2016

A PIDE antes da PIDE

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Para quem não teve oportunidade de ver já estão disponíveis na RTP Play os primeiros episódios deste excelente documentário - A PIDE antes da PIDE - realizado por Jacinto Godinho, com coordenação científica de Irene Pimentel.


 


Muito bem enquadrado e com a preocupação de rigor e entretenimento, aproveitando imagens de arquivo da RTP e de séries que cobriram vários episódios ali mencionados - o processo dos Távoras, Bocage, o regicídio, etc. E percebemos que somos um povo que desde há muitos séculos convive com informadores e repressão da liberdade de expressão do pensamento.

We shall overcome


Pete Seeger


 


 


We shall overcome, 
We shall overcome, 
We shall overcome, some day.


Oh, deep in my heart,
I do believe
We shall overcome, some day.


We'll walk hand in hand, 
We'll walk hand in hand, 
We'll walk hand in hand, some day.


Oh, deep in my heart,
I do believe
We shall overcome, some day.


We shall live in peace, 
We shall live in peace, 
We shall live in peace, some day.


Oh, deep in my heart,
I do believe
We shall overcome, some day.


We are not afraid, 
We are not afraid, 
We are not afraid, today


Oh, deep in my heart,
I do believe
We shall overcome, some day.


The whole wide world around
The whole wide world around
The whole wide world around some day


Oh, deep in my heart,
I do believe
We shall overcome, some day.

Orlando - crime de ódio

O atentado a uma discoteca em Orlando foi um atentado especificamente dirigido à comunidade LGBT, como é óbvio. Tentar iludr essa questão é não perceber nada do que significa a liberdae, no seu mais puro sentido. Owen Jones fez muito bem em abandonar o programa.


 


A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...