16 abril 2016

En passant par la Lorraine




 



 



 



 


 


En passant par la Lorraine,


Avec mes sabots,


En passant par la Lorraine,


Avec mes sabots,


Rencontrai trois capitaines,


Avec mes sabots,


Dondaine, oh! Oh! Oh!


Avec mes sabots.


 


Rencontrai trois capitaines,


Avec mes sabots,


Rencontrai trois capitaines,


Avec mes sabots,


Ils m'ont appelée: Vilaine!


Avec mes sabots,


Dondaine, oh! Oh! Oh!


Avec mes sabots.


 


Ils m'ont appelée: Vilaine!


Avec mes sabots...


Ils m'ont appelée: Vilaine!


Avec mes sabots...


Je ne suis pas si vilaine,


Avec mes sabots...


Dondaine, oh! Oh! Oh!


Avec mes sabots.


 


Je ne suis pas si vilaine,


Avec mes sabots...


Je ne suis pas si vilaine,


Avec mes sabots...


Puisque le fils du roi m'aime,


Avec mes sabots...


Dondaine, oh! Oh! Oh!


Avec mes sabots.


 


Puisque le fils du roi m'aime,


Avec mes sabots...


Puisque le fils du roi m'aime,


Avec mes sabots...


Il m'a donné pour étrenne,


Avec mes sabots...


Dondaine, oh! Oh! Oh!


Avec mes sabots.


 


Il m'a donné pour étrenne,


Avec mes sabots...


Il m'a donné pour étrenne,


Avec mes sabots...


Un bouquet de marjolaine,


Avec mes sabots...


Dondaine, oh! Oh! Oh!


Avec mes sabots.


 


Un bouquet de marjolaine,


Avec mes sabots...


Un bouquet de marjolaine,


Avec mes sabots...


Je l'ai planté sur la plaine,


Avec mes sabots...


Dondaine, oh! Oh! Oh!


Avec mes sabots.


 


Je l'ai planté sur la plaine,


Avec mes sabots...


Je l'ai planté sur la plaine,


Avec mes sabots...


S'il fleurit, je serai reine,


Avec mes sabots...


Dondaine, oh! Oh! Oh!


Avec mes sabots.


 


S'il fleurit, je serai reine,


Avec mes sabots...


S'il fleurit, je serai reine,


Avec mes sabots...


S'il y meurt, je perds ma peine,


Avec mes sabots,


Dondaine, oh! Oh! Oh!


Avec mes sabots.



Deste nosso admirável mundo novo

brave new world.jpg


Katarina Macurova


 


Confesso que quase todos os dias me apetece escrever qualquer coisa a propósito do que se vai passando. Mas a minha incapacidade para explicar o que me vai na alma, a impaciência e incompreensão para cada um do factos que considero totalmente superficiais e absolutamente irrelevantes para aquilo que as pessoas comuns pensam, precisam e pedem, faz com que me abstenha de escrever seja o que for.


 


E na verdade não tenho nada de importante a dizer. O que poderei comentar quanto à perigosa deriva totalitária dos bem pensantes das causas fracturantes e de esquerda, das minorias que, de tanto terem sido discriminadas, se acreditam com direito à prática de bullying sobre toda e qualquer incauta pessoa que não se acautele em relação à correcção da linguagem, para que não seja violentamente insultada nessa maravilhosa nova ordem social que se chama facebook?


 


A nova humanidade não terá sexo, não terá cor nem cheiro, não será gordo nem magro, não se alimentará de seres vivos, animais ou vegetais. Haverá os polícias da linguagem, da alimentação, do racismo, do sexismo e de outros ismos. As crianças não se rirão do ridículo, não serão preconceituosas, não marginalizarão os que sentem como diferentes, nascerão já com a correcção comportamental e social que hoje se constrói, nesta sociedade de seres limpos, saudáveis, igualitários, amadores de todas as coisas e pessoas, humanas e não humanas, respeitarão a vida e comerão as pedras, reduzindo extraordinariamente a sua pegada ecológica.


 


E eu que sou tão imperfeita, que gosto de comer e de beber, que passo a vida a controlar o peso e a maldizer o destino, que me queixo, que gosto de observar as feições das diferentes etnias, de apreciar as diferenças entre os sexos, que aprendi, como jovem mãe cheia de ideias feitas, que as meninas são diferentes dos meninos, independentemente da educação que se lhes dá (é uma questão de cromossomas e de hormonas, para além da educação), que não aprendi a nova linguagem asséptica do género, que não suporto o reescrever da História, a alteração das obras de arte, a dulcificação idiota das histórias infantis, a substituição do cigarro do Lucky Luke, a proibição de Huckleberry Finn ou do Tintin;


eu que fico estupefacta por ver um Ministro da Defesa precipitando-se com receio das redes sociais e das intrigas que nos avassalam o quotidiano, a assistir às demissões de membros do governo motivadas e explicadas no facebook;


eu que tento sobreviver aos anos, às intempéries da vontade, às desistências e às incredulidades, cada vez mais retrógrada, mais reaccionária, mais ultrapassada;


 


sinto-me completamente impossibilitada de me mexer, de falar, de me manifestar perante os mais acérrimos defensores das liberdades de expressão e do direito a ser-se quem se é. Até porque me falta o arcaboiço para resistir aos inevitáveis comentários venenosos, insultuosos, grosseiros e etc. que inevitavelmente me dirigirão, tal como os que vou lendo contra quem se atreve a por em causa esta nova e revolucionária forma de existir.


 


Admirável mundo novo, não te pertenço.


 

02 abril 2016

You're my thrill


 Sidney Clare & Jay Gorney & Joni Mitchell


 


I've been 'neath the moon before


Held by the charms


Of other arms


I heard love's tune before


And it used to bore me


'Till you stood before me


 


You're my thrill


You do something to me


You send chills right through me


When I look at you


'Cause you're my thrill


You're my thrill


 


How my pulse increases


I just go to pieces


When I look at you


'Cause you're my thrill


Nothing seems to matter


Here's my heart on a silver platter


 


Where's my will


Why this strange desire


That keeps mounting higher and higher


When I look at you


I can't keep still


You're my thrill

Black coffee


Sonny Burke & Paul Francis Webster & Peggy Lee


 


I'm feelin' mighty lonesome


Haven't slept a wink


I walk the floor from nine to four


In between I drink


Black coffee


Love's a hand-me-down brew


I'll never know a Sunday


In this weekday room


 


I'm talkin' to the shadow


One o'clock till four


And Lord, how slow the moments go


And all I do is pour


Black coffee


Since the blues caught my eye


I'm hangin' out on Monday


My Sunday dreams to dry


 


Now man was born to go a lovin'


But was a woman born to weep and fret


And stay at home and tend her oven


And down her past regrets


In coffee and cigarettes


 


I'm moonin' all the mornin'


Moanin' all the night


And in between it's nicotine


And not much heart to fight


Black coffee


Feelin' low as the ground


It's drivin' me crazy


This thinkin' 'bout my baby


Might maybe come around


Come around

O magistrado

magistrado_5.1.jpg


 Vasco Gargalo

Constituição da República Portuguesa - 40 anos

votacao constituicao.JPG


 


Valeu a pena.

Dos fundamentos democráticos

activistasangolanos.jpg


Activistas angolanos condenados


 


É natural que militantes, simpatizantes e votantes no PS estejam incomodados com a ideia de se coligarem, mesmo que apenas a nível parlamentar, com o PCP. Por muito que queiramos ignorar a realidade, o PCP não é um partido que se reveja nos fundamentos de uma sociedade democrática. E o resultado, na Assembleia da República, dos votos de condenação pela forma como o regime angolano trata os seus dissidentes políticos, é bem o espelho da incapacidade do PCP aceitar a liberdade de expressão de pensamento, o debate de ideias, o confronto oposicionista, enfim, a democracia.


 


Mas mais espantoso ainda foi a votação de partidos que apregoam as suas raízes democráticas como o PSD e o CDS. De um oportunismo difícil de qualificar, deram passos de gigante no distanciamento entre eleitores e eleitos e no descrédito a que são cada vez mais votados os regimes democráticos.


 


Verdadeiramente lamentável.


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...