06 fevereiro 2016

A batalha do Orçamento

Sim, não é o orçamento original. Sim, pode ter surpresas desagradáveis. Sim, pode não ser cumprido. Sim, as previsões podem ser optimistas.


 


Sim, o governo legítimo português negociou com Bruxelas, longa e duramente.


 


Sim, o orçamento vai passar com o acordo dos partidos que sustentam o governo..


 


Sim, o Estado terá poder de veto na TAP.


 


Que refrescantes novidades.

Melhor que o Orçamento

será esta exposição. Não percam.


 


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 Palácio dos Aciprestes


Linda-a-Velha

29 janeiro 2016

Do acosso

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Não é com surpresa que assistimos ao coro mediático de um jornalismo acrítico sobre os cortes de rating a Portugal. É conhecida esta prática.


 


O que é mais extraordinário é a replicação sem qualquer análise dos títulos mais ou menos alarmistas, esquecendo-se de todas as considerações sobre o resultado do ajustamento português feitas por várias Instituições internacionais, já para não falar da observação do que se passou ao fim dos 4 anos da política que tanto agradou às agências de rating, e à falta de credibilidade das mesmas.


 


Mais extraordinária é a desfaçatez de uma maioria que não acertou em nenhuma das suas previsões estar tão espantada e céptica com as deste governo. Mas ninguém aprendeu nada. Ou a barragem propagandística da direita continua a hegemonizar os media portugueses.


 


O que se espera é que o governo de Portugal, País soberano e membro da Europa, negoceie com os seus parceiros sem se dobrar a todas as exigências de Bruxelas, independentemente da vontade expressa dos seus cidadãos. Tudo isto é normal e desejável, ao contrário do que os protagonistas da direita (políticos assumidos e não assumidos) que nos tentam convencer de que é radicalismo a vontade de cumprir a democracia.


 


Quanto aos mercados e às agências de rating, esperemos calmamente pelo fim das negociações.

Iberia live

manuel oliveira


IBERIA LIVE


 


Ontem assisti a um espectáculo de excepção. Fiquei surpreendida, não pelo brilhantismo de Manuel de Oliveira, que admiro desde há muito, mas pela inesperada variabilidade e diversidade do que ouvi, uma mistura de guitarra portuguesa, flamenco, jazz, fado e cante alentejano, num crescendo de virtuosismo, com excelentes solos de guitarra Manuel Oliveira), baixo (Carles Benavent), acordeão (João Frade), piano (Paulo Barros), flauta (Jorge Pardo) e bateria (Marito Marques).


 


Paulo de Carvalho foi portentoso e a cantora de flamenco, da qual não retive o nome, acompanhou-o bastante bem. O momento do cante foi extraordinário, apenas com o ligeiro senão de ter sido difícil entender as letras, o que foi uma pena.


 


Muitos e muitos parabéns ao Manuel de Oliveira e ao seu grupo, e espero que tenha aproveitado para gravar todo o espectáculo, pois bem merecemos um CD.


 


Não percam, no Porto e em Guimarães. É mesmo extraordinário.

24 janeiro 2016

Sampaio da Nóvoa

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A partir de hoje Marcelo Rebelo de Sousa é o meu presidente e de todos os portugueses.


 


Discurso digno, curto e emotivo. Sampaio da Nóvoa despediu-se muito bem.

E o novo Presidente...

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... será Marcelo Rebelo de Sousa. Sem surpresa, pois todas as sondagens o previam.


 


Tenho pena que não tenha havido uma segunda volta. Marcelo não foi o meu candidato mas será o meu Presidente. Depois de Cavaco Silva terá a ciclópica tarefa de restituir ao cargo e à função a dignidade e a importância que ele tem.


 


É triste, mas espectável, a colagem que já se vê o PSD e o CDS a fazerem à vitória de Marcelo, tirando conclusões de reduções de maiorias sociológicas de esquerda. Sem qualquer adesão à realidade. Marcelo Rebelo de Sousa não foi o candidato do PSD e do CDS, com aliás deixou bem claro durante a campanha. O PS desistiu destas eleições, quanto a mim muito mal, e desde há muito considero. Mas a maioria parlamentar que suporta o governo nada tem a ver com a soma das votações dos candidatos de esquerda. Muitos eleitores desse espectro político não terão sequer votado por não se reverem em nenhuma das candidaturas.


 


Uma coisa é certa: mudámos para melhor, sem qualquer dúvida.


 


Esperemos que o novo Presidente nos surpreenda pela positiva. Aguardo grande turbulência mas, ao mesmo tempo, algum divertimento.


 


Mais uma vez se prova o meu inconseguimento absoluto nestas matérias, eu que sempre defendi que Marcelo nunca se candidataria.

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...