Agora apela ao voto nos pequenos partidos - tudo vale para evitar o voto no PS.
Repito: quem quiser mudar de governo vota no PS.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Qualquer voto é útil.
É útil porque é a voz de quem vota que se faz ouvir, porque é com a soma de todos os votos que a maioria se exprime, porque é com a vontade de todos, esplanada nos votos, que a nossa sociedade democracia sobrevive.
Todos os votos são úteis. Para quem quer que continue a política destes últimos 4 anos, a votação na coligação de direita é a escolha óbvia. Se se concentrarem os votos na coligação, haverá maioria parlamentar de direita e serão o PSD e o CDS a formar governo.
Para quem não quiser a manutenção desta maioria, deverá votar na oposição. Se os votos na oposição, úteis todos eles, se fragmentarem em vários partidos, o resultado será a pulverização dos mandatos em vários pequenos partidos, ou mesmo a dispersão sem mandatos, o que significará uma impossibilidade de formação de governo à esquerda. Ou seja, a maior utilidade dos votos à esquerda é concentrá-los no PS.
Utilizemos pois o nosso voto para mudar o governo. Transformemos essa utilidade na realidade.
(...) Admita-se: passava pela cabeça de alguém que quem andou quatro anos a cortar pensões escolhesse colocar o assunto no centro da campanha, acusando o PS de o querer fazer? A quem ocorreria que a dupla que se esmerou a cortar a eito apoios sociais já sujeitos a condição de recursos, como o complemento solidário para idosos, denegrisse medidas inscritas no programa do PS que visam certificar que outras ajudas do Estado vão só para quem delas precisa e portanto o dinheiro dos impostos de todos é bem utilizado? (...)
(...) Então, alminhas, Passos e Portas não impuseram em 2014 a "contribuição de sustentabilidade" que cortava definitivamente - de-fi-ni-ti-va-men-te, repita-se - as pensões contributivas acima de mil euros?
A ver se nos entendemos, que anda toda a gente esquecida, distraída ou mesmo doida varrida: se o Tribunal Constitucional não tivesse chumbado a medida, todas as pensões acima dos mil euros estavam com corte definitivo desde o início deste ano. E não apenas essas: Passos e Portas quiseram tirar, com efeito a partir de 2014, 10% a todas as pensões da Caixa Geral de Aposentações acima dos 600 euros ilíquidos. Também para sempre. E ainda tentaram reduzir a partir de 2014 as pensões de sobrevivência - ou seja, as que recebem os sobrevivos de um familiar - desde que o beneficiário tivesse uma pensão própria e a soma das duas ultrapassasse dois mil euros ilíquidos. Estes três cortes definitivos de pensões estariam hoje em vigor caso o TC não os tivesse impedido. (...)
Por mais análises que faça ou ouça, nada nem ninguém me consegue explicar como é possível que a coligação PSD/ CDS possa estar no mesmo patamar ou à frente na intenção de votos dos portugueses.
Não percebo como se pode preferir a continuação de uma coligação que troçou e troça todos os dias de todos quantos cá vivem, de todos quantos se vão embora para poder viver, a António Costa e ao PS. Por muitos erros de campanha do PS, por muito inábil que seja António Costa, o PS e o seu líder são incomparavelmente mais credíveis*, competentes e capazes que Passos Coelho, Paulo Portas e as suas respectivas formações partidárias.
Espero que os meus concidadãos votem a 4 de Outubro. Podemos fazer muitas manifestações, falar muito alto e escrever muitos abaixo-assinados, mas é com o voto que temos a possibilidade de mudar qualquer coisa. É preciso votar a 4 de Outubro. Seja em quem for. Seja como for. É nossa a responsabilidade de manter ou mudar o governo.
*Convém também dizer que António Costa é incomparavelmente melhor e mais credível que António José Seguro, independentemente do que vier a resultar das eleições. Mesmo que António Costa tenha que se demitir, o que fatalmente acontecerá se perder as eleições.
O PCP quer combater o latifúndio do PS.
A situação do país é demasiado séria.
Também nunca fui raínha de copas.
Era vê-los fora daqui.
Os portugueses não merecem cumprir mais uma pena de 4 anos de Passos Coelho.
Acabei de receber uma mensagem no telemóvel, da Vodafone:
Última hora: S&P sobe rating e quer as mesmas políticas depois das eleições. Observador http://vfpt.pt/uh
Não somos nós que decidimos. É a S&P.
Pode ser que tenha uma bela surpresa.
A S&P e o Observador.
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...