29 junho 2014

28 junho 2014

Mobilizemo-nos


 


É mesmo a nossa única hipótese - que António Costa consiga mobilizar Portugal.


 


As movimentações da direcção do PS, afecta a António José Seguro, demonstram bem a falta de liderança e de visão política, para não falar da indesmentível preparação de umas eleições que são tudo menos a expressão livre de uma vontade. Avizinham-se regimentos de simpatizantes que o nunca foram e que apenas serão instrumentos de manipulação eleitoral.


 


António Costa tem que começar já a fazer a campanha para as legislativas, tem que falar para fora do PS. A sua única hipótese é que a mobilização popular seja de tal forma avassaladora que o próprio aparelho do PS perceba que, com António José Seguro, se arrisca a não ganhar o poder.


 


A candidatura de António Costa tem que manter o distanciamento em relação aos ataques pessoais e aos assassinatos de carácter. De certeza que irão aparecer notícias sobre perfídias de José Sócrates e sobre actos de corrupção, compadrio e tráfico de influências protagonizadas por António Costa, família e amigos. É a arma dos cobardes. É muito importante que quem deseja que o PS tenha uma vitória retumbante nas próximas legislativas e, mais importante que isso, alguém à frente do governo que relance a esperança e mude alguma coisa, deve participar nas primárias do PS. E temo bem que esse grupo anónimo de gente seja menos militante que os seguidores de António José Seguro.


 


Temos a oportunidade de fazer alguma coisa. É mesmo bom que a aproveitemos.

25 junho 2014

Das diferenças e semelhanças

António José Seguro tentou sempre, durante todos estes anos, afastar-se de Sócrates e dos seus governos. Nunca assumiu que houve mais coisas boas que más, nos governos anteriores à Troika e, por omissão, deixou que se instalasse em toda a sociedade a explicação para o desastre na culpa dos socialistas, mas apenas os socráticos.


 


Agora que António Costa lhe disputa a liderança, António José Seguro volta ao assunto, colando António Costa a Sócrates e aos seus governos, para passar a mensagem que com António Costa voltará Sócrates, a bancarrota, o desperdício de dinheiros públicos e a corrupção.


 


António José Seguro alia-se tacitamente à direita e à esquerda mais reaccionária para ver se consegue manter-se, a todo o custo, como candidato a chefe do governo nas próximas eleições legislativas. Ainda não percebeu que, quanto mais tempo se arrastar na liderança, mais perde o PS e, muito mais grave que isso, mais aumentam as hipóteses de termos um próximo governo idêntico ao presente.

23 junho 2014

Críptico

 



Bo Christian Larsson


 


Martelam-me na cabeça os nós


dos dedos de Deus.


Em cadência rítmica e dolorosa


chamam insistentemente


numa ladainha críptica


repetem segredos monótonos


que ecoam pela eternidade.

Meridional


Karen Hollingsworth 


 


Dou a volta a um parapeito que sobrevoa o caos


estranho o silêncio e a subtil luz meridional


sem sol nem brilho arrefecida de névoa


e vagar. Inclino os olhos e suspendo a voz


numa surda aceitação do tempo.


 


Recolho os sentidos e instalo a esquina


de um limite numa vida que se refaz.

22 junho 2014

Do jogo com os EUA

Está tudo a torcer por Portugal!


Vamos lá, equipa, lutar e vencer!


Temos que colocar a nossa bandeira na Rua da Copa.


 



 


Rua da Copa - Manaus

19 junho 2014

Do inacreditável

 


Estamos no país do inacreditável – o governo reage com raiva e vinga-se nos funcionário públicos, ameaçando-os de pagar a uns e não pagar a outros, após a decisão do Tribunal Constitucional, acusando-o de ser o responsável pelas atitudes de quase terrorismo a que vamos assistindo, desde há 3 anos.


 


Apenas um dia depois, os anunciadores da provocação são desmentidos por membros do mesmo governo.


 


António José Seguro esfrangalha o PS e qualquer hipótese de haver uma oposição credível, mobilizadora e ganhadora das próximas eleições legislativas, com uma cegueira política que só agrava a sua débil liderança, acusando António Costa de traição e oportunismo, em vez de, o mais rapidamente possível, clarificar a situação – demitindo-se e convocando eleições dentro do partido.


 


Entretanto há uma demissão em bloco dos Directores dos Serviços do Hospital de São João e a Administração compreende e está solidária mas… também se demitiu ou não? Porque se compreende e está solidária com os motivos das demissões - a qualidade na prestação de cuidados de saúde à população estar em risco – eu é que não compreendo a postura da Administração nem a falta de reacção do Ministério da Saúde.


 


Bem, na verdade eu não entendo absolutamente nada do que se está a passar.

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...