27 maio 2014

Ainda é tempo

 



 


António Costa levantou-se. Finalmente! É preciso que, rapidamente, a estrutura partidária se convença de que, deste modo, está a afastar-se cada vez mais da realidade.


 


António José Seguro não tem alternativa senão convocar eleições dentro do partido. Se o não fizer, as próximas legislativas poderão estar irremediavelmente perdidas para o PS. Não há estatutos que lhe salvem a imagem, caso se esconda atrás deles para fugir à provocação de António Costa.


 


Alguma coisa tem que mudar. É indispensável que todos olhemos para o futuro próximo e tentemos perceber como se irá formar um governo. O PCP, para não variar, já veio avisar que o problema são as políticas. Mais uma razão para que o PS tenha obrigatoriamente de mobilizar o voto da população. Mais uma razão para partidos, como o LIVRE, englobarem a esquerda do PS e protagonizarem acordos para a legitimação de um governo de esquerda em coligação.


 


António Costa foi corajoso. Que António José Seguro mostre coragem e aceite o desafio.


 

26 maio 2014

Para continuar LIVRE

 


Para quem começou há tão pouco tempo, o LIVRE teve um bom resultado. Pode ser que nas próximas eleições cresça e tome o lugar de um partido responsável e credível, canalizando os votos à esquerda do PS, necessários para se poder tentar uma coligação de governo.


 

Um exemplo a seguir

 


PSOE convoca Congresso Extraordinário para eleger nova direção


 



 

Brancos e nulos

 



 


Alguém me disse uma coisa em que ainda não tinha reparado: a percentagem dos votos brancos e nulos foi idêntica à percentagem do Marinho Pinto - 7,47%.


 

Ainda há tempo

 



 


António José Seguro está em fuga para a frente, entrincheirado com os seus indefectíveis, cego e surdo aos eleitores. Há sondagens em relação às próximas legislativas que ainda são mais desastrosas do que as eleições de ontem.


 


Até quando vai o PS esperar para mudar de liderança. Aqueles que são mais lúcidos têm a responsabilidade dessa lucidez e, já que António José Seguro não percebe que tem que se ir embora, é bom que alguém lhe faça entender que este resultado não tem nada a ver com o governo anterior à crise nem com Sócrates, antes ou depois. Este resultado é o que se poderia esperar de quem não teve nem tem ideias para o país, de quem não tem capacidade de mobilizar as pessoas, de quem não tem alternativas. É confrangedor ouvir as suas entrevistas, no táxi, a dizer que se dá bem com os vizinhos, como há pouco vi na SIC-N.


 


Temos que acabar de vez com esta pseudo política pseudo humana e pseudo simpática de pseudo corações em pseudo líderes. Não me interessa que sejam mais ou menos delicodoces, que peçam desculpa ou com licença, que sejam gordos ou magros. Interessa-me que governem, que imaginem, que sonhem e que concretizem.


 


Há ainda tempo para a mudança - mas tem que começar dentro do PS.


 



 

25 maio 2014

Vitórias e derrotas

 



 


 


Não houve surpresas, nem em Portugal nem na Europa.


 


A abstenção foi gigante, como era de prever, por razões nossas e europeias. A derrota da Aliança Portugal, apesar de expressiva, soube-me a pouco. A vitória do PS foi uma estrondosa derrota. O PS, depois de 3 anos de uma governação que empobreceu o país, que mentiu de forma desavergonhada, que tem desmantelado o Estado, os serviços públicos e a segurança social, que aumentou as desigualdades sociais, não consegue uma diferença superior a 4%. É, de facto, muito mau.


 


É altura de, no PS, se tirarem as devidas conclusões - com esta liderança há a possibilidade de o PS perder, inclusivamente, as próximas eleições legislativas.


 


O LIVRE não conseguiu eleger Rui Tavares, infelizmente. Gostaria muito que o tivesse conseguido.


 


O BE está a esfarelar-se, o que é uma boa notícia.


 


O PCP e o Marinho Pinto foram os grandes vencedores da noite. É, de facto, um artefacto do artesanato português a existência e a pujança de um partido tão anquilosado como o PCP. Marinho Pinto é um fenómeno populista, como acontece nestes períodos de grande crise das instituições.


 


Em França ganhou a extrema-direita, se bem que concordo com Sócrates - houve uma penalização dos partidos que contribuíram para esta Europa, como se percebe pela vitória do partido de extrema esquerda na Grécia.


 


Aguardemos as repercussões dos resultados eleitorais. Espero sinceramente que tenham algum efeito, nomeadamente a substituição da liderança do PS.


 



 

E será que...

 



 


 


.... já toda a gente votou?


 


 


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...