15 março 2014

You Gotta Be

 



 Des'ree


 


Listen as your day unfolds
Challenge what the future holds
Try and keep your head up to the sky
Lovers they may cause your tears
Go ahead release your fears
Stand up and be counted don't be 'shamed to cry

You gotta be, you gotta be bad
You gotta be bold, you gotta be wiser
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together
All I know, all I know love will save the day

Herald what your mother said
Read the books your father read
Try to solve the puzzles in your own sweet time
Some may have more cash than you
Others take a different view
My, oh, my
he-eh-y 

You gotta be bad
You gotta be bold, you gotta be wiser
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together
All I know, all I know love will save the day

Time asks no questions it goes on without you
Leaving you behind if you can't stand the pace
The world keeps on spinning can't stop it if you tried to
The best part is danger staring you in the face

Remember, listen as your day unfolds
Challenge what the future holds
Try to keep your head up to the sky
Lovers they may cause your tears
Go ahead release your fears
My, oh, my
He-ey-y

You gotta be bad
You gotta be bold, you gotta be wiser
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together
All I know, all I know love will save the day

You gotta be bad
You gotta be bold, you gotta be wiser
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together
All I know, all I know love will save the day

Got to be bold, Got to be bad
Got to be wise, no never sad
Got to be hard, not too too hard
All I know is love will save the day

You gotta be bad
You gotta be bold, you gotta be wiser
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together
Oooh, yeah yeah yeah


 

Melodia sentimental

 



Heitor Villa-Lobos


Melodia Sentimental


 

Destino

 


 



David Jensz


Life Cycle


 


Tudo o que acaba tem em si mesmo um começo


num imparável ciclo de luz e de sombras.


Fins e princípios como gémeos inseparáveis


e desavindos em perfeita harmonia


na incerteza ou determinação humana do ser.


 

09 março 2014

Do tão longínquo futuro

 



 Almeida


 


 


É possível, até mesmo muito provável, que Francisco Assis tenha razão e que a liderança do PS não esteja em causa caso o resultado das eleições europeias seja desastroso. Que o vai ser já todos perceberam e a desvalorização das mesmas serve para distrair do significado da adivinhada derrota do PS. Na verdade não há qualquer esperança de renovação na cúpula do maior partido da oposição. Mas será que faria qualquer diferença? Qual a ideia do PS para o País, dentro do quadro europeu?


 


Desde há largos anos, se não desde sempre, ouvimos falar das famosas reformas estruturais, sem que ninguém explicite o que significa exactamente essa expressão – mais uma vez porque, provavelmente, não significa nada. E repito a pergunta – qual a ideia do PS para o País, independentemente do quadro europeu?


 


A propósito da promessa de António José Seguro quanto à reabertura dos tribunais que agora são encerrados, tal como aconteceu na altura do fecho das maternidades e das escolas – alguém se lembra? – porque os vai reabrir? Alguém ainda acredita, para além de Pinto Monteiro, que são os tribunais, os departamentos de finanças, os hospitais ou as escolas que prendem os cidadãos às aldeias, vilas ou cidades de província? As alterações demográficas, sociais e económicas alteraram a distribuição da população deslocando-a para o litoral. A reorganização administrativa não se faz nem se vislumbra qualquer capacidade dos maiores partidos para afrontar os aparelhos partidários de forma a romper com os interesses instalados.


 


Só a criação de emprego e o desenvolvimento do interior trará incentivos ao enraizamento das populações que, por seu lado, necessitarão de serviços de todo o tipo. Não quero obviamente dizer que se votem os cidadãos ao abandono e à solidão, esvaziando todos os locais de serviços públicos. Mas também não é o facto de os manter a funcionar sem o mínimo de condições para que sejam de qualidade que fará a diferença. Aliás como nunca a fez, como são exemplo os concursos públicos que abrem e fecham sem concorrentes, para não falar da iniciativa privada que, simplesmente, não existe.


 


Estamos a assistir a um desmantelamento daquilo a que nos habituamos a considerar direitos e que, como esta maioria não se cansa de propagandear, não o deveriam ser com argumentos como - a sociedade que construímos é irreal sendo os motivos a suposta injustiça que se faz às novas gerações que sustentam a saúde, a assistência social e as reformas das mais velhas; os funcionários e de tudo o que é serviço público são gastadores de dinheiro e não têm qualidade. Isto ao invés de investir na competência, no rigor e na eficiência, atraindo os melhores e mais competentes, reduzindo em número criteriosamente, usando o mérito para contratar e promover, o demérito para dispensar. Mas aquilo a que esta maioria nos dá direito é a um empobrecimento generalizado, a baixos salários, desqualificação, requalificações que significam despedimentos, ausência de apoios sociais, etc.


 


Onde estão as propostas de António José Seguro para a reforma do estado? É que o investimento na qualificação, na ciência, nas universidades, nas novas tecnologias, nas energias alternativas, foi coisa do tão detestado e megalómano José Sócrates. Neste momento o PS apresenta um candidato a primeiro-ministro muito pouco feroz e bem falante, cuja melopeia adormece e resigna, cuja a cabeça é usada para um penteado certinho, cujo pensamento é árido e faz secar qualquer esperança no futuro próximo.


 


Cavaco Silva já deu o mote - tudo vai continuar, por muitos e longos anos.


 

07 março 2014

Um dia como os outros (138)

 



(...) Não percebo nada, tudo me cheira a esturro, a teatro de sombras, aperformances, desde o jogo do empurra ao "não subimos porque não queremos", à famosa "contenção" tão celebrada por ambos os lados, aos repetidos "5 minutos para dispersar", às declarações dos responsáveis sindicais ("eles fazem o seu trabalho, nós fazemos o nosso") e ao compromisso da Presidente da AR em "enveredar esforços para desbloquear a situação". Alguém que me explique, por favor.


 


Paulo Pinto


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...