25 janeiro 2014

Sister - Miss Celie's blues

 


 



 Tata Vega


 


 



 Molly Johnson


 


 



 Chaka Khan


 


Sister, you've been on my mind
Sister, we're two of a kind
So, sister, I'm keepin' my eye on you.

I betcha think I don't know nothin'
But singin' the blues, oh, sister,


Have I got news for you, I'm something,
I hope you think that you're something too

Scufflin', I been up that lonesome road
And I seen alot of suns going down
Oh, but trust me,
No-o low life's gonna run me around.

So let me tell you something Sister,
Remember your name, No twister
Gonna steal your stuff away, my sister,
We sho' ain't got a whole lot of time,
So-o-o shake your shimmy Sister,
'Cause honey the 'shug' is feelin' fine.


 


Quincy Jones


 

Das múltiplas tragédias

 


Todos temos necessidade de encontrar justificações para as tragédias. Podemos culpar os deuses, a natureza, ou a incapacidade humana, seja ela de que tipo for, mas é-nos quase impossível aceitar o acaso ou o fortuito, o imprevisível, ou o previsível mas imparável, como a morte. Por isso é perfeitamente compreensível que as famílias dos jovens que morreram se questionem e exijam respostas, na tentativa de tentar compreender o incompreensível – a morte súbita, violenta e prematura de 6 jovens universitários. Como também é compreensível a tentativa da família do único sobrevivente em protege-lo e em preservar o mais possível a sua privacidade e recuperação.


 


Não consigo imaginar a dor e a revoltas das famílias dos que morreram, como não consigo imaginar a dor e os sentimentos de culpa do sobrevivente, tenha ou não tido responsabilidade na tragédia. Por isso tudo me arrepiam as notícias, as especulações e os julgamentos na praça pública que se estão a fazer em relação a tudo o que aconteceu. A comunicação social vai mantendo à tona o assunto, dando notícias a conta-gotas, de forma a alimentar na opinião pública a revolta e a condenação do sobrevivente, no pressuposto de que terá obrigado a qualquer coisa que tenha levado os colegas a afogarem-se. Não sei é verdade ou mentira, mas ninguém sabe e, no entanto, as opiniões chovem e as declarações multiplicam-se, com os familiares da vítima a serem arrastados a alimentar o festival.


 


Sou e sempre fui totalmente contra as praxes académicas, ou outras. Algumas das coisas a que chamam praxes não são mais do que actos de vandalismo e de violência que deveriam ser tratados como tal. É possível que tenha havida horríveis praxes, mas convém não especular, sem factos e sem provas, que terá sido esses actos que levaram à morte dos jovens. E é exactamente isso que todos, de uma forma mais ou menos velada, dizem.


 


Os familiares das vítimas têm direito a saber a verdade, o sobrevivente tem direito a ser respeitado, ouvido e, se for caso disso, julgado e condenado, mas em tribunais e por juízes, não nos jornais e nas televisões, sem direito a qualquer defesa, tal como tem direito a recuperar e a ser tratado do trauma provavelmente permanente que sofreu.


 


Podia ser qualquer um de nós nesta situação ou, pior ainda, qualquer dos nossos filhos. Convém que não tornemos a situação ainda mais horrível do que ela já é.


 

18 janeiro 2014

Dos pseudomoralismos ditatoriais

 


A aprovação parlamentar da proposta de referendo para a adopção e co-adopção de crianças por casais homossexuais é mais um passo na escalada do populismo pseudo moralista e ditatorial da direita que nos governa.


 


A vergonha maior, e o mais dramático, é que nem sequer será porque a maioria dos deputados assim pensa, mas porque o oportunismo político e a falta de coluna vertebral de muitos permite que se subvertam desta forma os valores democráticos e se implementem os costumes como o referencial do que é lei e do que se permite em sociedade.


 


Como em poucos anos se consegue destruir o que tantos anos demorou a construir. Disso esta maioria se pode gabar. E disso são responsáveis todos os que, por omissão, se não indignaram. Felizmente ainda há algumas almas que preferem o compromisso de consciência.


 

13 janeiro 2014

Aulas de Cozinha

 



 


 


É verdade, em resposta a um desafio de uma amiga e colega, autora de um livro sobre licores - Licores de Portugal (1880 - 1980) e organizadora de uma exposição no Centro de Artes Culinárias precisamente sobre licores - O Espírito dos Licores. Arte e Tradição, no próximo Domingo, dia 19, lá estarei para mostrar como se faz, na prática o licor de tangerina.


 


Para quem tiver muita curiosidade e estiver cheio de vontade de iniciar uma produção caseira apareça que eu, desde os tempos iniciais de grande labuta pré natalícia em busca de um sabor que se assemelhasse ao do licor que a minha avó fazia, já consigo produzir um licor que não será exactamente igual, mas não está longe.


 


Arrisquem-se! Caso não se interessem pelo labor licoreiro, há sempre a exposição, que vale muito a pena.


 


Nota: se a minha avó ainda cá estivesse, não caberia em si de espanto - eu, a dar lições de culinária... nunca visto! As voltas que a vida dá.


 

09 janeiro 2014

Al Pantalone

  


Este é (mais) um espectáculo a não perder.


 



de Mário Botequilha


pelo Teatro Meridional


Estreia amanhã, 10 de Janeiro, às 21:30


Em cartaz de 10 a 26 de Janeiro


Quarta a Sábado - 21:30


Domingo - 16:00


 

05 janeiro 2014

Dos problemas de comunicação

 


A arte de manipular informação é praticada diariamente. Agora até as aspas já deixaram de significar citação, a não ser que seja iliteracia. Não sei o que será pior.


 


Nuno Melo dá uma entrevista ao  i  em que, entre outras afirmações, como as que defendem que a nacionalidade portuguesa na Presidência da Comissão Europeia é importante e que Durão Barroso foi importante para Portugal, o que eu nem sequer comento, disse, em resposta à pergunta sobre o corte de pensões:


 


 


Nuno Melo. "O Tribunal Constitucional é um problema para Portugal" 


 


(...)


Como vê o anúncio pelo governo de mais cortes nas pensões? 


 


O que lhe digo é que concordo com o discurso do Presidente da República no ponto em que diz que 2014 será um ano muito importante para a consolidação do país. A opção de aumentar impostos já está no limite e muito acima do desejável. Quando o Tribunal Constitucional diz que o governo não pode cortar na despesa, não apenas com base numa avaliação jurídica porque também com base em questões políticas, inviabiliza um caminho e Portugal tem nisso um problema. Respeito as decisões do Constitucional mas faço também um juízo político sobre elas. (..)


 


É claro que Nuno Melo ataca o Tribunal Constitucional mas não disse o que está entre aspas no título da notícia. Isabel Tavares, em vez de deixar aos leitores a interpretação das subtilezas da linguagem política, resolve colocar na boca de Nuno Melo o que, na sua opinião, ele queria dizer.


 


É a informação a que temos direito.


 

Eusébio

 


 


 


Eusébio


25/01/1942  — 05/01/2014


 


 Eusébio, para além de um excelente jogador de futebol, foi um embaixador de Portugal, tal como o é Figo ou Cristiano Ronaldo, numa época em que as máquinas de construir imagens e de publicitar pessoas e eventos não tinham a sofisticação de hoje. Merece o nosso respeito, mas não o festival a que se está a assistir. Não é surpresa, mas é triste.


 


Nota: a foto é do Público.


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...