10 agosto 2013

Beijo sem

 



Marisa Monte & Adriana Calcanhoto

(roubado à Irene Pimentel)

 


 


Eu não sou mais
Quem você
Deixou
Amor (de ver)


 


Vou a lapa
Decotada
Bebo todas (viro outras)
Beijo bem


 


Madrugada
Sou da lira
Manhãzinha
De ninguém
Noite alta
É meu dia
E a orgia
É meu bem


 


Eu não sou mais
Quem você
Deixou
Amor (de ver)

08 agosto 2013

Das reformas estruturais

 


O combate ao desemprego e o modelo económico que esta maioria defende para o país.


 


(...) Todos os escalões de rendimento contribuíram para a descida [dos postos de trabalho] exceto o dos salários líquidos inferiores a 310 euros, o qual registou um aumento de 5,2% (mais oito mil casos). (...)


 


Ver aqui.


Cheque ensino

 


Continua o governo a desmantelar os serviços públicos, agora o de educação. O estado vai financiar ainda mais o sector privado no ensino obrigatório. Enquanto nos entretemos com as patéticas e lamentáveis telenovelas de quem disse e de quem fez, em desmentidos e suspeições vergonhosas, vai-se concretizando a agenda ideológica desta maioria.


 


Onde está a posição do PS a esta medida? Que fazem os porta-vozes do maior partido da oposição em relação a esta revolução silenciosa, totalmente contrária ao que defendeu em governos anteriores?


 


Muita gente não entende bem o que faz Sócrates na sua prédica semanal, na RTP. Talvez o seu propósito seja simplesmente lembrar à população que o PS governou, defendendo os seus governos e defendendo-se a si próprio. António José Seguro esqueceu-se de 6 anos de história do PS. Que tente afirmar a sua liderança mostrando que é diferente, é natural, que nunca sequer refira o que de bom o PS fez nas anteriores legislaturas é significativo, dando uma imagem de um líder pouco recomendável.


 


As pessoas podem estar alheadas, revoltadas, cansadas, mas percebem a diferença entre aqueles que lutam pelas suas ideias e os que se escondem atrás de uma retórica vazia, esquecendo-se do passado para sobreviverem.


 

06 agosto 2013

Ruídos politicamente relevantes

 


Em relação à alegada negação de medicamentos inovadores por parte dos IPO, por motivos economicistas, convém que se esclareçam algumas coisas:



  1. A Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica (CNFT) foi criada com o objectivo de elaborar um Formulário Nacional de Medicamentos, actualizá-lo, elaborar normas de utilização dos medicamentos incluídos e promover a sua utilização no SNS.

  2. Dessa Comissão fazem parte, entre outros, Médicos e Farmacêuticos representantes de várias unidades hospitalares e um representante da Ordem dos Médicos - Dr. José Manuel Silva (o Bastonário).

  3. A dita Comissão já elaborou uma lista de medicamentos a serem utilizados no cancro da próstata da qual não consta o medicamento de que se fala (abiraterona), segundo um comunicado do Ministério da Saúde.

  4. Se, como diz o Bastonário, o medicamento tem eficácia comprovada e consta das guidelines internacionais, e das normas de orientação clínica da Ordem dos Médicos (as quais não se encontram disponíveis no site), porque não está na lista da CNFT (não a encontrei acessível na internet)?


Este é um assunto demasiado importante para que subsistam dúvidas. Uma coisa é a racionalização dos custos e a reorientação das prioridades, outra muito diferente é negar aos doentes a melhor, indicada e mais adequada terapêutica. Mas será de facto esse o caso?


 

Cismas

 


As fronteiras existem mesmo para ser ultrapassadas. Sejam vermelhas, amarelas ou incolores, não há palavras irrevogáveis nem limites distinguíveis. É tudo muito movediço.


 


É como as memórias traiçoeiras e atraiçoadas. Instabilidade política? A maior está precisamente dentro do governo. Sim, porque a oposição é mesmo só uma palavra, diariamente revogável.


 

04 agosto 2013

Meu amor, meu amor

 


 



Alain Oulman & Ary dos Santos


canta Amália Rodrigues


 


Meu amor meu amor


meu corpo em movimento


minha voz à procura


do seu próprio lamento.


 


Meu limão de amargura meu punhal a escrever


nós parámos o tempo não sabemos morrer


e nascemos nascemos


do nosso entristecer.


 


Meu amor meu amor


meu nó e sofrimento


minha mó de ternura


minha nau de tormento


 


este mar não tem cura este céu não tem ar


nós parámos o vento não sabemos nadar


e morremos morremos


devagar devagar.


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...