06 maio 2013

Do castigo dos funcionários públicos

 


Rescisões amigáveis



(...) quem aceitar seguir este caminho já não poderá voltar a trabalhar ou prestar serviços a qualquer órgão da Administração Central, Regional ou Local, empresa ou instituto público. (...)


 


Público


Para que serve o poder?

 



 


Paulo Portas fez um discurso de Primeiro-ministro. Calmo, pausado, explicativo, sofrido, assumindo a necessidade de renegociar com a troika e não aceitando a inacreditável taxa de sustentabilidade para os pensionistas. Concorde-se ou não, Paulo Portas fez o discurso que deveria ter sido o de Passos Coelho.


 


E assim temos um governo de coligação em que o Primeiro-ministro faz uma triste figura num dia e o parceiro de coligação demonstra como se deve posicionar o País, em relação aos seus credores, e como deve ser um político que procura o apoio da população.


 


Pulo Portas continua a esticar a corda mas ainda não a fez rebentar. Esperará ele que o seu eleitorado se manterá, ou mesmo crescerá, à custa do eleitorado do PSD? Ou perdeu o tempo certo e justo para romper?


 


António José Seguro não marca a agenda. Nem tão pouco o Presidente. Maria de Belém Roseira tem razão - Paulo Portas é o político com mais poder, mas não sei se tem noção do que fazer com ele.


 

Apenas há 2 anos

 



 


Parece ter sido há mais de quatro décadas, mas foi apenas há 2 anos. Não deveremos esquecer o penteado, a compostura, o ar grave e sério, a voz colocada de cantor lírico, ã empáfia de salvador da Pátria, o populismo exacerbado ao prometer viajar sempre em económica, a inflexão de Autoridade, o enaltecimento do rigor sem o cimento das ideias, da ética e dos valores, palavras que abrilhantam os discursos, a pose de estado, o rictus teimoso, e o vazio, o vazio, o vazio, o vazio, o vazio, o vazio, o vazio,...


 

05 maio 2013

Infância

 



Poema de Carlos de Oliveira 


 


Sonhos


enormes como cedros


que é preciso


trazer de longe


aos ombros


para achar


no inverno da memória


este rumor


de lume:


o teu perfume,


lenha


da melancolia.


 

Pudim de café

 



 


Bem sei que o dia da mãe foi hoje. Mas foi ontem que me apeteceu fazer o pudim de café. Hoje, após uma caminhada bem apressada de cerca de 50 minutos, com um intervalo para uma rosa vermelha com a qual presenteei a minha mãe, vários cafés e copos de água, tivemos a brilhante ideia, e muitíssimo original, de ir almoçar para a beira rio. Quando lá chegámos, para além das filas de carro para parquear, da infrutífera procura de uma esplanada que não estivesse vazia, mas com todas as mesas reservadas, acabámos por abancar dentro do restaurante. O serviço foi mau e demorado, a comida veio fria, as doses eram milimétricas o que, para mim, até é uma vantagem, e os preços não estavam conforme a crise.


 


Enfim, voltemos ao pudim de café. Esta é uma receita precisamente dada pela minha mãe, que a aprendeu da sua, minha avó.


 


Ingredientes:


O mesmo volume de - ovos inteiros, leite e açúcar. Esta base serve para tudo. Eu usei 6 ovos que correspondem a cerca de 300ml de leite, aos quais juntei 2 saquetas de café solúvel, e 300g de açúcar, embora eu só tenha usado 270g (mas penso que com 250g também ficará maravilhoso).


 


Preparação:


A primeira coisa a fazer é caramelizar a forma do pudim: colocam-se 3 a 4 colheres de sopa de açúcar e a mesma quantidade de água dentro da forma, ao lume. Quando o açúcar começar a ficar amarelo retira-se a forma e, com uma colher de pau, barra-se por dentro com o caramelo. Tem que ser depressa porque começa a solidificar.


A seguir liga-se o forno.


Mistura-se o leite com o café e aquece-se. Entretanto juntam-se os ovos ao açúcar e mexe-se bem, com uma colher de pau. Incorpora-se o leite quente, com cuidado para não cozer os ovos. Depois de bem homogéneo, deita-se o preparado na forma. Coloca-se a forma com o pudim dentro de um pirex com água, até cobrir metade da forma, e leva-se a cozer no forno (médio) cerca de 40 minutos. Está pronto quando o palito que se espetar sair seco.


 


Deixa-se arrefecer e desenforma-se.


 


Ficou muito bom.


 

Já faltou mais

 



Daqui


timeanddate.com


 

À Presidência (2)

 



António Costa


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...