Apesar de serem outros os órgãos detentores da corrente de escrita, apenas os dedos e os olhos materializam as letras. Pouco adequados instrumentos para tão sensíveis artesãos.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Apesar de serem outros os órgãos detentores da corrente de escrita, apenas os dedos e os olhos materializam as letras. Pouco adequados instrumentos para tão sensíveis artesãos.
Sabemos que os tempos estão difíceis para todos, mas é nestas alturas que temos que ser solidários com aqueles que mais precisam. Ao comprares esta t-shirt estás a ajudar o nosso presidente a pagar todas as suas despesas. Por cada t-shirt vendida o Cão Azul dá 1 eur para ajudar o nosso presidente*
*Se por algum motivo não conseguirmos o NIB do presidente aceitamos as vossas sugestões para doarmos o dinheiro das t-shirts que vendermos.
A abertura da caixa de Pandora do populismo está a ter as suas consequências, umas imprevisíveis, outras previsíveis e perigosas. A diabolização dos políticos e dos detentores dos cargos públicos, com a demagógica redução de remuneração dos mesmos, é apenas uma das facetas daquilo que tem sido empolado por responsáveis dos partidos políticos, de todos, embora mais prevalentes na coligação que nos governa e nos partidos ditos de esquerda, como o BE e o PCP, por vários comentadores, grandes empresários e maravilhosos economistas.
Dito isto, alguém dos vários assessores do Presidente da República deveria aconselhá-lo vivamente a renunciar ao cargo. A panóplia de gente iluminada, da qual Cavaco Silva faz parte, que tem perorado sobre a necessidade de contenção, austeridade, equidade e justiça fiscal, a necessidade de reduzir os hábitos de consumo, de não se gastar acima das nossa possibilidades, está a revelar-se de uma desfaçatez e arrogância, que nada de bom pronunciam para a coesão social.
Mais revoltante que todas as opções ideológicas é o desfile de declarações a que temos assistido, de que as do Presidente, lamentando-se pelo fato da soma das suas reformas não chegar para as suas despesas, é o ponto máximo. Todos os reformados descontaram durante anos para poderem usufruir de um montante que foi seriamente reduzido e será ainda mais. Todos os que descontaram para o subsídio de desemprego agora só podem ter acesso a um escasso número de meses subsidiados e por muito pouco. A imensa maioria das pessoas são obrigados a pagar as suas despesas com muitíssimo menos que as reformas de Cavaco Silva.
Cavaco Silva desprestigia o cargo e a função de Presidente. Era melhor que se fosse embora.
Ebon Heath: visual poetry
Pedes-me frases despidas de conceitos e artefactos
desenhos retos de uma linguagem figurada
entre o indecoro da lassidão e a experiência do tempo
pedes-me alma sem o alçapão da memória
corpo sem rasura nem mácula.
Aceno em sinal afirmativo sabendo que o momento
da entrega terá a evidente máscara
confidente e confiante da ternura.
Aqui está uma ideia para apreciar condignamente:
9h: Sessão de abertura
9h30mn: María José García Soler (Universidade do País Basco) - La presencia de la gastronomía en la literatura griega.
10h: Maria Regina Cândido (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) - Banquete grego: entre o ritual da philia e o prazer da luxuria.
10h30mn: debate
10h50mn: pausa
11h20mn: Carmen Soares (FLUC) - A imagem da arte culinária e dos autores de literatura gastronómica na Grécia Antiga.
11h50m: Elisabete Cação (CECH) - Utensílios e processos de confecção em Arquéstrato e Ateneu.
12h10m: Nelson Henrique (CECH) - Da natureza para o prato: a observação de comportamentos e habitats no De alimentorum facultatibus de Galeno.
12h30m: debate
13h: almoço
15h: Inês de Ornellas e Castro (Universidade Nova de Lisboa) - Discursos e rituais na mesa romana.
15h30m: Carlos Fabião (Universidade de Lisboa) - Os preparados de peixe de época romana na Lusitania: os nomes e os produtos.
16h: debate
16h20m: intervalo
16h45m: Paula Barata Dias (FLUC) - Em defesa do vegetarianismo: Fílon de Alexandria e Porfírio de Tiro.
17h15m: Luís Lavrador (Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra) - A propósito dos interditos alimentares no Levítico.
17h35m: debate
18h: Maria do Céu Fialho (FLUC/CECH) - apresentação do livro Práticas Alimentares no Mediterrâneo Antigo, M. R. Cândido (org.). Rio de Janeiro 2012.
18h20m: Sessão de encerramento
20h: Ceia greco-romana (Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra)
Temos pois o acordo. O tal que foi assinado por João Proença, herói ou cobarde, que foi abandonado por Carvalho da Silva, em nome do maior ataque aos trabalhadores desde o 25 de Abril, desde o anterior acordo abandonado por ele e assinado por João Proença.
Minguaram as férias e os feriados, o que não me parece mal, minguou o salário mais um bocadinho, o que me parece péssimo. Com ou sem assinatura a reforma avançaria. Cumplicidade ou responsabilidade de João Proença, eu não consigo decidir. Não sei se a prioridade não é mesmo tentar salvar alguma coisa e manter alguma coisa em paz. Irresponsabilidade e cumplicidade de Carvalho da Silva, eu consigo dizer que existem, há já muitos anos, enquanto seguidor doutrinário do PCP que se aliou com esta mesma direita, a da falta dos direitos dos trabalhadores, para derrubar o anterior governo. Tal como a cumplicidade e a responsabilidade do BE, com ou sem sindicatos.
Mesmo assim duvido muito que a paz ou a conflitualidade dependessem da assinatura ou do abandono deste acordo. Suspeito que já não há gente esperançosa nas negociações destes sindicatos e destas centrais sindicais. Assim como não há esperança nestas associações patronais. Ou nesta oposição abstencionista e segura de um PS que se apressou a calar o passado feito por Sócrates, rastejando pelas entrelinhas da pseudo responsabilidade oposicionista.
Talvez sejam gémeos, João Proença e António José Seguro, tentando segurar a mole humana revoltada. Talvez nem pensem nisso. Talvez sejam honrados cidadãos a fazer o que melhor calculam para o seu país. Talvez calculem que seja o melhor para eles. Talvez se desconheçam e se estranhem totalmente, costas voltadas em estratégicas adversas e contrárias.
Talvez nada disto interesse e o melhor que faremos para sobreviver é tentar viver e trabalhar em novos partidos, novas associações, novos sindicatos. Mesmo sabendo a falta de forças que nos tolhe a vontade.
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...