13 janeiro 2012

Desligar

 


Que alternativas a esta situação? Vou tentando ouvir notícias, mas a saturação é demasiada. Um enorme bocejo e a exasperação esperam-me ao fim de poucos minutos. Vão passando dias e semanas com o burlesco trágico de marionetas que se levam a sério.


 


As figuras mediáticas, as representantes do nosso estado democrático, mantêm os contornos mas já perderam os pormenores. Os cidadãos nem sequer reconhecem os traços internos, já não vêm os limites das formas, já perceberam a ausência de espessura.


 


O ruído incomoda como mosquitos a meio da noite. É o melhor caminho para nos desligarmos da realidade.


 

Um dia como os outros (108)


quando em 2010/2011 o governo sócrates decretou um corte médio de 5% nos vencimentos dos funcionários públicos que ganhassem mais de 1500 euros, a ter lugar em 2011, o banco de portugal rabeou mas foi obrigado a aplicar o corte. em 2012, porém, com o governo passos, e numa situação que o próprio banco de portugal reputa de muito mais grave ainda que a de 2011, com uma tutela exterior nas contas do estado e uma gravíssima recessão económica, os cortes decretados nos subsídios de férias e natal não são acatados pelo banco. (...)


 


Fernanda Câncio


 

12 janeiro 2012

Revolução laboral e económica

 



 


Aqui está um excelente artigo de Ana Sá Lopes, a propósito de um paper que já tem cerca de 1 ano.


 


E se a melhor forma de combater o desemprego, animar a economia, reduzir poluentes e o consumismo fosse diminuir o número de horas de trabalho semanal para 21horas? Será que há algum economista que tenha pensado sobre isso?


 

11 janeiro 2012

Imoralidade (2)

 


Manuela Ferreira Leite afirmou ontem que as pessoas com mais de 70 anos teriam direioto a tratamentos de hemodiálise se pagassem.


 


Lançou-se, portanto, a discussão da sustentabilidade do SNS. Na opinião de Manuela Ferreira Leite o direito à saúde mede-se pela capacidade de a pagar. Não deixa de ser interessante assistir, em tão pouco tempo, à total desvergonha de uma direita que durante tanto tempo teve pudor em dizer o que lhe ia na alma. Ainda não ouvi os nossos representantes políticos repudiarem estas declarações, tal como o fez de imediato António Vitorino.


 

10 janeiro 2012

Imoralidade (1)

 


Até pode ser legal, mas é imoral. Numa altura destas, em que há redução salarial e aumento de impostos para tantos, ausência de subsídios, reformas a descer e desemprego a aumentar, a resposta de Eduardo Catroga à questão sobre a possibilidade de acumular a remuneração com a pensão, tal como a manutenção do 13º e 14º meses no Banco de Portugal, são sintoma de uma enorme falta de sensibilidade social, para não dizer de vergonha. Isto é inaceitável.


 

09 janeiro 2012

Subitamente, na Madeira

 


Na Madeira os cidadãos passaram a pagar por inteiro os medicamentos. As dívidas são de tal ordem que a ANF resolveu deixar de fornecer a crédito. É o resultado das opções políticas e económicas do governo regional da Madeira. Alberto João Jardim foi eleito com maioria absoluta. Mas já se perfila a justificação: um nova patifaria do Contnente.


 

08 janeiro 2012

Em nome dos aventais

 


 


 


Hoje resolvi fundar uma nova Loja Maçónica – Grande Cozinha Semanal. Em honra de uma das Arquitetas, Pavlova transformou-se em código de irmandade entre os membros da Grande Cozinha Semanal. Como não podia deixar de ser, os aventais são obrigatórios, mesmo que pendurados atrás das portas. Envergam-se os valores pelos quais lutamos, pesar, medir, provar. Instrumentos vários nos rodeiam e há alguns ritos iniciáticos – o roubo da água quente.


 


Nesta Grande Cozinha Semanal procura-se a perfeição no tempero, a doçura nevada das natas, o perfume divino das ervas e do açúcar a queimar. Nesta Grande Cozinha Semanal há obstáculos a ultrapassar como a descrença dos vizinhos próximos e a temperatura dos fornos.


 


Pela calada dos sábados e domingos, trocamos receitas e favores em géneros, abrimos as portas do conhecimento e da informação, transformamos claras em altos castelos, retalhamos pêssegos e regamos caldas, reciclamos açúcar granulado em pós finos e do golpe de vinagre avançamos vitoriosamente para o paraíso.


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...