26 dezembro 2011

A que faltava

 


(...) Também já tive a ocasião de dizer que a orientação geral de todas essas reformas será a democratização da nossa economia. Queremos colocar as pessoas, as pessoas comuns com as suas actividades, com os seus projectos, com os seus sonhos, no centro da transformação do País. Queremos que o crescimento, a inovação social e a renovação da sociedade portuguesa venha de todas as pessoas, e não só de quem tem acesso privilegiado ao poder ou de quem teve a boa fortuna de nascer na protecção do conforto económico. (...)


 


(...) Ora, um dos objectivos prioritários do programa de reforma estrutural do Governo consiste precisamente na recuperação e no fortalecimento da confiança. Não só da confiança dos cidadãos nas instituições, mas também da confiança que temos uns nos outros, nas nossas relações profissionais, nas nossas relações sociais e nas nossas relações de cidadania. (...)


 


 



 

Estes dois excertos mostram a pose majestática do Primeiro-ministro e a escassez de ideias que grassa na direita governativa. Para além de que confiança é coisa que este Primeiro-ministro não merece, pois não soube conquistar. A expressão democratização da economia quer dizer nada.

 

Nada. É exactamente isso que esta mensagem é. Mesmo assim menos ridícula que as anteriores.

 

Também nada que me espante, Ana, tal como o nada das reacções partidárias, todas.

 

25 dezembro 2011

Rituais


Tiago Taron: 24ª madrugada 


 


Quando se comparam longínquos rituais em que se calam frustrações e solidões não assumidas, percebe-se que a felicidade se forma de pequenos instantes que lembramos e reconhecemos como inspiradores quando passados, enquanto a infelicidade se sente sempre presente e pressente-se quando se encara o futuro.


 

24 dezembro 2011

Natal de esquerda

 



 


Em minha casa discute-se se tratar das couves é de esquerda ou de direita. É claro que quem defende ser de esquerda declama quadras de Manuel Alegre, com uma voz que imita a de Manuel Alegre, ribombando pela sala.


 


Pois eu já tratei das rabanadas e da aletria, sempre com uma atitude combativa e interventiva, de esquerda portanto, e agora estou a intervalar, numa cedência descarada e anti-revolucionária à direita.


 


Mas como o bacalhau, o grão e as batatas esperam a sua vez, vou permitir-me esta escapadela, desejando a todos os que costumam passar por aqui a alegria pura de estar com quem se gosta.


 


Divirtam-se, o mais que puderem.


 

23 dezembro 2011

Boas festas

 



 


Os dias regressam iguais e diferentes de branco e verde


entre o calor do mundo que nos falta


há em nós rituais imensos de sonho e melancolia


que refazem a vida por mais um ano.


 

Estou em ânsias

 



 


 


A época natalícia torna-se ainda mais difícil quando nos confrontamos com as Boas-Festas do nosso Presidente, ou mais precisamente, do Casal Presidencial, porque agora temos direito a mensagem do Próprio e da sua Esposa, e com as Boas-Festas de António José Seguro.


 


O Casal à frente de um presépio e o Opositor ao lado de uma árvore de Natal, é quase um Carnaval antes do tempo, mas do lado mais negro, ou mais pequeno, de pequenino, de... como é possível?


 



 


Falta a mensagem do Primeiro-ministro. Estou em ânsias.


 

21 dezembro 2011

No One But You


The Goat Rodeo Sessions


 

Escrevendo

 



Brion Gysin


 


Nada como ir escrevendo os dias


palavras sem medo nem esperança


que o silêncio instalado assobia entre os dedos


e o amor que segredamos respira-se por dentro.  


A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...