Coragem, a coragem dos vencidos, dos que sentem que nada podem, nada querem, nada fazem, mas cujas intenções, propósitos e convicções os obrigam a redundar maiúsculas e pontos de exclamação.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Coragem, a coragem dos vencidos, dos que sentem que nada podem, nada querem, nada fazem, mas cujas intenções, propósitos e convicções os obrigam a redundar maiúsculas e pontos de exclamação.
O dia correu estranho e sem grande cor. Na cama até ao meio-dia, sem estar doente, mas gasta duma apatia cinzenta, que me vai inundando.
Ouço rádio no computqador, o Bloco Central e o Governo Sombra. Divirto-me moderadamente. A inconcebível ideia de censurar as notícias sobre o país, numa hipotética rádio internacional, uma das maravilhosas sugestões para a revolução dos canais públicos da televisão e da rádio, mostra bem a que nível se chega. Aqueles deslumbrados que tinham todas as soluções para resolver todos os horrores desenvolvidos pelos governos anteriores, vão-se revelando*.
Ontem grande caminhada, Av. Liberdade abaixo, Teatro Dona Maria II, Rossio, Restauradores, Rua dos Fanqueiros, Rua do Ouro, Av. Liberdade acima, chuva e sol, gente, música, gente.
Hoje não apetece lá fora, o carro, a conversa, sonolência vagarosa sem a cafeína do costume. Nada apetece neste fim da semana. Com excepção dos pimentos recheados, verdes, um dietético os outros bem gulosos, com carne picada cozinhada em cebola, alho, tomate, linguiça aos bocadinhos, cogumelos, pimento vermelho, courgette, beringela, alho francês, azeite, um bocadinho de vinho tinto, sal, pimenta, louro e coentros. Depois de atafulhar este preparado dentro dos pimentos verdes, sem sementes, com queijo mozarela ralado em cima, o forno fez o resto, durante cerca de meia hora. Mesmo sem direito à linguiça e ao queijo, não dispenso Châteauneuf-du-Pape.
Caminhamos para a semana com mais Duarte Lima e BPN, robalos e pães de ló. Comezinho e triste. Avizinha-se uma semana de portugueses mal comportados, segundo a Troika. Não farei greve, mas acho as considerações daqueles senhores aviltantes.
Não me sinto com a energia reposta.
*Via Jugular
I remember you said,
"Sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead."
Nothing compares
No worries or cares
Regrets and mistakes
They are memories made.
Who would have known how bittersweet this would taste?
Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you
Don't forget me, I beg
I remember you said,
"Sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead."
Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you too
Don't forget me, I beg
I remember you said,
"Sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead,
Sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead."
Salta a pulga coça o braço
morde a perna seu madraço
porte-se bem porte-se mal
já ficou sem o natal
meu amigo não se queixe
morra a boca pelo peixe
puxe o cinto falta o ar
não o sinto acreditar
tire as meias que lhe sobram
tem buracos sem remendos
arre burro que o carrega
a esmola que se nega
o salário que não dá
arre burro venha cá
que não ouço tilintar
a moeda no seu bolso
é tão curto o que é bom
torna e vira o mesmo tom.
Salta o braço morde a pulga
coça a perna seu madraço
porte-se mal porte-se bem
o natal é que já não tem.
Amy Winehouse
Our day will come (Our day will come)
And we'll have everything
We'll share the joy
Falling in love can bring
No one can tell me
That I'm too young to know
I love you so
And you love me
Our day will come (Our day will come)
If we just wait a while
No tears for us
Think love and wear a smile
Our dreams are meant to be
Because we'll always stay
In love this way
Our day will come
Our dreams are meant to be
Because we'll always stay
In love this way
Our day will come
(...) Os tempos que correm - eu sei! - não vão fáceis para o Estado e para quantos o defendem. Diabolizado por muitos, o Estado passou a ser o bode expiatório de todos os males e de todos os défices, com alguns a apelar por "menos Estado e melhor Estado", quase sem esconderem o desejo de colocar ao seu serviço o que dele sobrar. Os professores, as forças de segurança, os servidores da Justiça, os militares, os funcionários da saúde pública, os técnicos e administrativos de imensas áreas e, por maioria de razão, essa casta irritantemente snobe que são os diplomatas - tudo isso não passa, no discurso dos turiferários das virtudes angelicais da "sociedade civil", de um bando de inúteis gastadores, de preguiçosos absentistas, de mangas-de-alpaca que pilham o erário e o que foi criado pelo suor de quem "produz a riqueza".
Jean-Luc Cornec
Acompanho as letras desatenta desatentas as letras
as palavras baralham e baralham-se de lugares variam
do fim para o princípio significados e significantes
significativo cansaço das letras bocejantes a luz que baixa
os olhos a fechar dispara o latir cardíaco e as letras baralham
baralham-se pontos palavras compridas sem significado
significativo do andar mudo do mundo.
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...