19 novembro 2011

Someone like you


Adele

 

I heard that you're settled down
That you found a girl and you're married now.
I heard that your dreams came true.
Guess she gave you things I didn't give to you.

Old friend, why are you so shy?
Ain't like you to hold back or hide from the light.

I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it.
I had hoped you'd see my face and that you'd be reminded
That for me it isn't over.

Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you too
Don't forget me, I beg
I remember you said,
"Sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead,
Sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead,"
Yeah.

You know how the time flies
Only yesterday was the time of our lives
We were born and raised
In a summer haze
Bound by the surprise of our glory days

I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it.
I had hoped you'd see my face and that you'd be reminded
That for me it isn't over.

Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you too
Don't forget me, I beg


I remember you said, 


"Sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead."

Nothing compares
No worries or cares
Regrets and mistakes
They are memories made.
Who would have known how bittersweet this would taste?

Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you
Don't forget me, I beg
I remember you said,
"Sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead."

Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you too
Don't forget me, I beg
I remember you said,
"Sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead,
Sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead."


 


Modinha da crise

 



 


Salta a pulga coça o braço


morde a perna seu madraço


porte-se bem porte-se mal


já ficou sem o natal


meu amigo não se queixe


morra a boca pelo peixe


puxe o cinto falta o ar


não o sinto acreditar


tire as meias que lhe sobram


tem buracos sem remendos


arre burro que o carrega


a esmola que se nega


o salário que não dá


arre burro venha cá


que não ouço tilintar


a moeda no seu bolso


é tão curto o que é bom


torna e vira o mesmo tom.


 


Salta o braço morde a pulga


coça a perna seu madraço


porte-se mal porte-se bem


o natal é que já não tem.


 

Our day will come


Amy Winehouse 


 


Our day will come (Our day will come)


And we'll have everything
We'll share the joy
Falling in love can bring 



No one can tell me
That I'm too young to know
I love you so
And you love me

Our day will come (Our day will come)
If we just wait a while
No tears for us
Think love and wear a smile

Our dreams are meant to be
Because we'll always stay
In love this way
Our day will come

Our dreams are meant to be
Because we'll always stay
In love this way

Our day will come


 

18 novembro 2011

Um dia como os outros (102)

 



(...) Os tempos que correm - eu sei! - não vão fáceis para o Estado e para quantos o defendem. Diabolizado por muitos, o Estado passou a ser o bode expiatório de todos os males e de todos os défices, com alguns a apelar por "menos Estado e melhor Estado", quase sem esconderem o desejo de colocar ao seu serviço o que dele sobrar. Os professores, as forças de segurança, os servidores da Justiça, os militares, os funcionários da saúde pública, os técnicos e administrativos de imensas áreas e, por maioria de razão, essa casta irritantemente snobe que são os diplomatas - tudo isso não passa, no discurso dos turiferários das virtudes angelicais da "sociedade civil", de um bando de inúteis gastadores, de preguiçosos absentistas, de mangas-de-alpaca que pilham o erário e o que foi criado pelo suor de quem "produz a riqueza".



É claro que sei que vou contra "l'air du temps", que vou correr o risco de eriçar alguns sobrolhos e de excitar alguns blogues ou colunistas desses novos "libertadores", mas deixem-me que aqui diga hoje, quatro décadas depois de ter começado a servi-lo, sem uma ponta de arrependimento, com um imenso orgulho e com a liberdade a que o 25 de abril me deu direito: viva o Estado!

 

 


 

Latir

 



Jean-Luc Cornec


 


Acompanho as letras desatenta desatentas as letras


as palavras baralham e baralham-se de lugares variam


do fim para o princípio significados e significantes


significativo cansaço das letras bocejantes a luz que baixa


os olhos a fechar dispara o latir cardíaco e as letras baralham


baralham-se pontos palavras compridas sem significado


significativo do andar mudo do mundo.

Da desconsideração do teatro

 



 


Diogo Infante, Director Artístico do Teatro Nacional D. Maria II desde 2008, divulgou um comunicado em que justificava a suspensão da programação para 2012 por causa dos cortes orçamentais a que a Instituição tinha sido sujeita. Na sua opinião a qualidade da programação seria impossível de manter naquelas circunstâncias.


 


Perante este comunicado, o Secretário de Estado da Cultura decidiu de imediato a cessação de funções de Diogo Infante.


 


Penso que tanto Diogo Infante como Francisco José Viegas fizeram o que se espera de pessoas responsáveis. Tenho todas as razões para considerar o mandato de Diogo Infante e da sua equipa como excelente e acho o desinvestimento na cultura como um todo e, no caso presente, no teatro, uma das muitas marcas negativas deste governo. É uma pena que esta equipa não possa continuar a desenvolver os seus projectos com a dignidade que considera ser obrigatória a um Teatro Nacional. Mais uma vez, as prioridades da coligação de direita não envolvem a criação artística. A cultura é olhada como um luxo desnecessário ou mesmo provocatório num país que se deve canalizar para o empobrecimento mental. Mas parece-me óbvio que o Secretário de Estado só podia ter tomado esta atitude. Tal como no caso de Dalila Rodrigues.


 


João Mota aceitou o desafio. Desejo-lhe muita sorte, que bem precisará dela. Espero que o Teatro Nacional D. Maria II seja respeitado, tal como os seus potenciais espectadores.


 



 

13 novembro 2011

Para mais tarde experimentar

 


 


 


Neste dia escuro e deprimente é terrível estar em dieta. Só me apetece fazer comida, calórica, quente, doce, aconchegante.


 


Tenho em casa várias iguarias e não sei como as conjugar. Mas imaginação nunca me faltou. Além disso, com a quantidade de programas culinários a que tenho assistido ultimamente, onde se misturam os ingredientes mais estranhos, estou muito mais aventureira e perigosa. Para variar vou descrever uma receita que ainda não experimentei. Se alguém quiser arriscar…


 


Tenho uns lombinhos de porco que vou assar, acompanhado de castanhas e puré de peras (maçãs não tenho, mas peras). Sendo assim, temperam-se os lombinhos de porco com sal, pimenta, dentes de alho esmagados, um pouco de colorau, folhas de louro e vinho branco, deixando-se umas horas a marinar. Depois levam-se ao forno para assar, com azeite.


 


Enquanto os lombinhos assam, cozemos as castanhas com um pouco de sal, assim como as peras, em tachos diferentes. Quando estiverem cozidas esmagam-se (a varinha mágica deve bastar), misturam-se os purés com um pouco de manteiga e leva-se a mistura ao lume para secar um pouco. Rectifica-se o tempero (se calhar juntar um pouco de noz-moscada, como se estivéssemos a fazer puré de batata) e serve-se com os lombinhos.


 


Para aproveitar os abacates andei a investigar receitas de guacamole. Vou liquidificar 2 abacates, juntamente com 2 tomates, sem pele nem sementes, uma cebolinha, um dente de alho, pimento vermelho e sumo de limão. Calculo que também precise de sal e pimenta. Deve ficar uma excelente entrada, com pão torrado.


 


Bom, mas hoje é dia de esparguete à bolonhesa.


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...