18 novembro 2011

Da desconsideração do teatro

 



 


Diogo Infante, Director Artístico do Teatro Nacional D. Maria II desde 2008, divulgou um comunicado em que justificava a suspensão da programação para 2012 por causa dos cortes orçamentais a que a Instituição tinha sido sujeita. Na sua opinião a qualidade da programação seria impossível de manter naquelas circunstâncias.


 


Perante este comunicado, o Secretário de Estado da Cultura decidiu de imediato a cessação de funções de Diogo Infante.


 


Penso que tanto Diogo Infante como Francisco José Viegas fizeram o que se espera de pessoas responsáveis. Tenho todas as razões para considerar o mandato de Diogo Infante e da sua equipa como excelente e acho o desinvestimento na cultura como um todo e, no caso presente, no teatro, uma das muitas marcas negativas deste governo. É uma pena que esta equipa não possa continuar a desenvolver os seus projectos com a dignidade que considera ser obrigatória a um Teatro Nacional. Mais uma vez, as prioridades da coligação de direita não envolvem a criação artística. A cultura é olhada como um luxo desnecessário ou mesmo provocatório num país que se deve canalizar para o empobrecimento mental. Mas parece-me óbvio que o Secretário de Estado só podia ter tomado esta atitude. Tal como no caso de Dalila Rodrigues.


 


João Mota aceitou o desafio. Desejo-lhe muita sorte, que bem precisará dela. Espero que o Teatro Nacional D. Maria II seja respeitado, tal como os seus potenciais espectadores.


 



 

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