19 maio 2011

SEDES - o próximo partido político (?)

 



 


A SEDES, periodicamente, produz documentos críticos sobre vários aspectos da sociedade, da economia, da política portuguesa. Neste caso corporizada por, Henrique Medina Carreira, Henrique Neto, João Duque, João Ferreira do Amaral, João Salgueiro, Luís Campos e Cunha e Luís Mira Amaral, o documento alerta para o perigo a que a guerrilha partidária nos expõe, o enxovalho internacional, o descalabro social do desemprego, o ambiente de I República.


 


(...) - Para isso há que desenvolver a sociedade civil e a intervenção cívica dos portugueses, libertando o nosso sistema político dos constrangimentos provocados pela concentração de todo o poder político nos partidos existentes. Não para os combater, mas para os tornar os mais abertos, mais democráticos e mais devotados à governação.


- Há que recorrer com urgência a novas formas de democratização, há que reconhecer o problema constituído pelo funcionamento deficiente e acrítico dos partidos políticos, evitando a repetição dos acontecimentos trágicos da primeira República, enquanto é tempo.


- Como temos dito vezes sem conta, o funcionamento da Justiça constitui o centro de muitos dos problemas nacionais. Não contribuindo eficazmente para combater o clima geral de indisciplina, de impunidade e de corrupção na sociedade portuguesa, também constitui um obstáculo objectivo ao desenvolvimento das empresas e ao investimento numa economia sã e responsável. (...)


 


Gostaria que estas individualidades explicassem concretamente como se resolve o problema da justiça, como se libertam os partidos políticos, quais as novas formas de democratização que preconizam. Mais importante que o dizer é proporem-se fazer. Porque não fundarem um partido político diferente dos que existem e concorrerem a eleições?


 

18 maio 2011

Triste gente

 


O tempo e energias que as pessoas gastam em inutilidades ignóbeis.


 

Um dia como os outros (86)


(...) O efeito mais provável de uma descida da TSU é os preços não descerem, a exportação não aumentar e o emprego não subir, incentivando-se ao mesmo tempo a aposta das empresas em produtos de baixo valor acrescentado baseados em mão-de-obra barata. Paralelamente, e para alimentar essa descida da TSU, todos estaríamos a pagar mais impostos indirectos e a piorar ainda mais a situação das famílias afectadas pelo desemprego ou com rendimentos mais baixos. Some-se ainda a este impacto os potenciais problemas que se poderiam arranjar no financiamento da Segurança Social.

Os riscos que se correm com uma descida da TSU são demasiado elevados. Se o problema são salários demasiado altos, quem está no sector privado sabe que os trabalhadores aceitam cortes. Já aconteceu. (...)


 


Helena Garrido


 

Das notas que tomamos (6)

 



Será mesmo verdade que Passos Coelho, ou alguém por ele, vai pedir conselhos a Dias Loureiro?


 


Em relação ao programa Novas Oportunidades, cuja avaliação externa foi coordenada por Roberto Carneiro, os resultados de 2010 estão disponíveis - é só ler.


 


Volta a ideia de pagar taxas moderadoras por escalões de IRS, sem se explicitar que já há pagamentos escalonados, para a saúde e para tudo o resto, através dos impostos. Passos Coelho também passou a ser adepto das novas tecnologias e das auto-estradas informáticas, querendo usar o cartão do cidadão, o tal horror que acaba com a privacidade das pessoas, para que se possa, através dele, ter acesso à informação fiscal, de forma a poder cobrar taxas diferenciadas. Melhor que isto só a implementação de um cartão de pobreza.


 

17 maio 2011

A importância da cor

 


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É como com a avaliação do desempenho - o PSD está totalmente de acordo mas tem de ser diferente da que o governo do PS legislou. Também as novas oportunidades são um conceito muito meritório, mas não estas novas oportunidades. Só as que o PSD quiser dar, diferentes das do PS. É uma questão de cores - o PS gosta mais de cor-de-rosa, o PSD de cor-de-laranja.


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Imprensa acrítica

 


A propósito do post que escrevi sobre a comparação entre os juros cobrados pelo FMI e pela União Europeia, fui alertada pelo comentador Jaime Santos que a diferença se deve a uma forma diferente de calcular os juros. Vale a pena ler o artigo que ele sugere.


 


É pena que estes assuntos não sejam tratados pelos comentadores e jornalistas económicos, obviamente com honrosas excepções. Tal como a campanha eleitoral, que se faz de grandes acusações e de conferências de imprensa para rebater as acusações e acusar em sentido contrário, sem qualquer tentativa de esclarecer seja o que for e seja quem for.


 


Por outro lado a direita está, e com sucesso, a lançar a ideia de que o Presidente não deverá convidar Sócrates, mesmo que ele ganhe as eleições, caso se forme uma coligação entre o PSD e o CDS. Esta teoria é uma tentativa de assegurar uma subversão dos resultados eleitorais. Quem ganhar as eleições, PS ou PSD, deve formar governo. Se a solução que encontrar não assegurar uma parlamentar maioria estável, e como tanto o PS como o PSD como o CDS já se pronunciaram a favor de um governo maioritário, então sim, poderão tentar-se outras soluções dentro do quadro parlamentar.


 


Seria melhor que todos aguardassem pelo resultado das eleições. Se o objectivo era ouvir o povo talvez seja aconselhável que primeiro o deixem falar.


 


Nota: O artigo de Ricardo Reis, em português, no DE.



 

16 maio 2011

Revisitamos

 Luke Gattuso


 


Entre os dedos tenho ainda pequenas gotas de chuva


daquele dia que revisitamos sempre que nos queremos.


E ainda queremos.


 

Conversas matinais

Deitada no sofá, obedecendo ao seu pedido, sinto as mãozinhas pequenas em festas, nos meus pés.      - Estou a pôr creme à vovó (carinha so...