16 julho 2010

Tenderly







 


Lisa Stansfield



Words have been spoken my heart has been
broken But maybe not this time
Not with you and me
Love's understanding has always been nowhere to
be seen But maybe not this time


 


Don't hurt my heart
Don 't try too hard to be big and strong Just sweetly release me


 


No rough hands can satisfy me Baby I bruise easily
So feel it from the heart And when you love me
Love me tenderly


 


Loving has hurt me
Deceived and spurned me
But maybe not this time 'Cos that was in the past
How I've been scared
To put my trust in something good that may
not last But baby not this time


 


I know you won't hurt my heart
You won't try too hard to be big and strong
Just sweetly make love to me

15 julho 2010

Um dia como os outros (65)


(...) "We made a promise in the fall of '08 that we'd do everything in our power to see to it we'd never again put the American public in the position we were in September and early October 2008", said Sen. Christopher Dodd, D-Conn. "And we have fulfilled that promise with this legislation". (...)


 


(...) Entre outras coisas, o documento, que pretende aumentar o controlo dos reguladores sobre alguns pontos que ainda escapam à sua acção, prevê também a criação de um órgão que proteja os consumidores e impeça ainda o resgate de grandes instituições financeiras com dinheiro dos contribuintes. (...)

Direitos, liberdades e garantias

A propósito das declarações de Carlos Queiroz sobre uma suposta entrevista que teria dado ao SOL, e da reacção do SOL ao não divulgar as supostas gravações da entrevista para protecção das fontes, mais uma vez me espanto com a forma como a classe jornalística se protege a ela própria, com raras excepções, por acção ou omissão, perante tais atentados ao direito, à dignidade individual e à tão proclamada ética jornalística.


 


Hoje em dia, com a justificação da total liberdade de expressão e da salvaguarda do interesse público, todos se acham detentores da possibilidade de violar o mais elementar direito à privacidade. Deixou de haver respeito pelas comunicações electrónicas, parecendo natural a publicação de emails, não tendo nada a ver com protecção de fontes nem com interesse nacional, como foi o caso da vergonhosa actuação de Carlos Santos, personagem que se passeou fugazmente pela blogosfera, dando conta de um desequilíbrio de personalidade assinalável, além de falta de carácter, e que foi acarinhado, protegido e usado por vários bloggers.


 


A publicação em jornais como o SOL de fragmentos cirúrgicos de material pertencente a escutas, que deveriam estar em segredo de justiça, é o dia-a-dia da nossa informação. A própria escuta de conversas em restaurantes dá azo a acusações absolutamente idiotas e a comportamentos inaceitáveis da parte dos que se dizem perseguidos politicamente.


 


Neste momento, e desde a última campanha eleitoral para as legislativas, a liberdade de expressão passou a ser um bem apenas permitido a algumas pessoas que se arrogam o direito de julgar quem tem ou não credibilidade para escrever ou falar. São os polícias morais da nossa blogosfera, que moveram um ataque ignóbil ao blogue Câmara Corporativa, nunca conseguindo explicar qual o crime praticado pelo ou pelos autores do blogue, para além da discordância política com o que lá se escreve. Avançam agora contra o blogue Aspirina B, transformando em pecado de cobardia o uso de pseudónimos na blogosfera.


 


Mais extraordinário virem essas acusações de profissionais de informação, que sabem a importância e as razões dos anonimatos e das fontes não identificadas, que prometem proteger a todo o custo.


 


A manipulação e a intimidação das pessoas que pertencem à área do PS, principalmente à área do governo, é um verdadeiro atentado aos direitos, liberdades e garantias individuais. Estranha forma de defesa da liberdade de expressão.

A culpa de Sócrates

Ao nos obrigar a perder tempo a discutir o seu carácter José Sócrates tem enviesado do debate político. Num momento de crise, deveríamos estar a debater as várias alternativas para sair dela.


 


José Sócrates é culpado, até, de nos obrigar a debater o seu carácter.

O estado da nação


Tenho dado conta, em vários posts, das muitas desilusões e críticas a este governo e a este PS. Mas hoje, ao ouvir o debate parlamentar sobre o estado da nação, felicito-me por ter votado no PS e em José Sócrates.


 


A oposição, da esquerda à direita, não é capaz de alinhavar críticas construtivas às políticas governamentais. Para a oposição, da esquerda à direita, o país é uma ilha no fim do mundo, desligada da crise, das economias recessivas, da globalização, de tudo o que existe e existiu à sua volta. Simultaneamente, as reformas que foram começadas e ensaiadas pelo governo, este e o anterior, são o mote para as críticas demagógicas e populistas de quem não quer ou não faz a mínima ideia de como reorganizar os serviços públicos, de saúde e de educação.


 


Por muitos defeitos que este governo e que este PS tenha, e que são muitos, não há, neste parlamento e neste arco partidário, uma voz, uma ideia, uma oratória com um mínimo de originalidade, de confiança, nada nem ninguém que sugira uma alternativa, para além dos chavões milhares de vezes repetidos, da esquerda à direita.


 


O estado da nação é mau. Mas seria muito pior se qualquer dos opositores do governo estivesse a governar.

13 julho 2010

Gelo


Paulo Canabarro: Ice Wall


 


Não quero sentir o calor de uma mão


o abraço de um olhar


qualquer meio sorriso de quem entende


dias de negro e chumbo.


Não quero nada que derreta os muros fundos


fossos de gelo que tão laboriosamente


sustento.

11 julho 2010

Um dia como os outros (64)

 



(...) Há algum tempo que o BCP está a ser atacado com boatos. Ondas que vêm e vão, incapazes até hoje de gerarem uma notícia - é factualmente falso que o BCP esteja em dificuldades diferentes das dos seus parceiros. Mais: o banco anunciou esta semana que passou vias alternativas de financiamento. (...) Cheira demasiado a vontade de mudar o regime. Passámos da habitual criação de uma onda de insegurança física, - que precede os períodos de fragilidade política lembram-se? -, para a amplificação da insegurança financeira onde o terreno anda mais fértil. Temos aprendido que vale tudo, que alguns acham que os seus fins justificam todos meios. Mas o que se está a passar é de uma irresponsabilidade sem qualificação. Quem quer que seja está a brincar com o fogo.


 


Helena Garrido

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...