25 maio 2010

Espelho Íntimo


 


Torquato da Luz vai publicar mais um livro. A apresentação será na Livraria Barata (Lisboa), amanhã, pelas 19h00.


Estamos mesmo a precisar de poesia.

24 maio 2010

Vida sintética

Craig Vender













Peixe


Vakhtang Kakulia: Odd Fish


 


Estranho os dias que me passam por cima, como se estivesse permanentemente dentro de água, ouvindo os sons líquidos e irreais, vendo a vida turva e nebulosa. Transformo-me num peixe, os olhos de lado, sem convergirem para mapearem as sensações. Por isso me quedo em silêncio, aguardando de novos os pulmões e a existência de polegares.

A Chave


Rui Herbon acabou de ganhar o Grande Prémio do Teatro Português SPA / Teatro Aberto com a peça Álbum de Família.


 


Amanhã será lançado o seu livro A Chave (Prémio Literário Branquinho da Fonseca do Conto Fantástico - edição de 2009) na Livraria Bulhosa de Entrecampos, às 18h30. A apresentação será feita por Teresa Sá Couto.




Grande Prémio do Teatro Português SPA/Teatro Aberto

22 maio 2010

Serviços públicos

Se os serviços públicos de saúde e educação são sempre importantes, é em épocas de crise que eles se tornam indispensáveis, pois são a única alternativa para muitos cidadãos, cujos recursos financeiros não lhes permitem frequentar uma escola ou recorrer a consultas privadas.


 


Se não queremos causar uma enorme fractura social, se quisermos manter o mínimo de condições de igualdade de oportunidades, os sectores que deverão ser mais acarinhados e mais apoiados são, precisamente, os da saúde e da educação.


 


Rentabilizar e reorganizar com melhor utilização de recursos deverá ser um objectivo permanente de qualquer governo. Resta saber se não haverá alternativas mais adequadas à realidade e mais consentâneas com a optimização de recursos e a manutenção da qualidade dos serviços prestados.

Barragem

 


Continua a barragem dos media contra o governo e Sócrates. Ontem Santana Lopes, na SIC notícias, disse, tal como Pacheco Pereira vem dizendo há anos, que mais ninguém aguenta Sócrates. Há pouco, no noticiário das 14h00, o autor da peça jornalística, após ter perguntado várias vezes a Sócrates e a Teixeira dos Santos quando começava a ter efeito a nova taxa de retenção na fonte do IRS, concluiu que os portugueses continuavam confusos e sem saber quando começava a subida de IRS. No entanto Sócrates e Teixeira dos Santos reafirmaram que só teria efeito a partir dos ordenados de Junho. A confusão não será dos portugueses mas de quem redigiu a notícia.


 


Apesar das eleições de Outubro o desmentirem, das últimas sondagens de opinião manterem o PS à frente nas intenções de voto, todos os comentadores, economistas, politólogos e semelhantes, na total e asfixiante censura existente e que faz perigar a liberdade de expressão, continuam a ladaínha do costume. Qual a credibilidade que Santana Lopes tem? Sugerir um governo de gestores - Belmiro de Azevedo, António Carrapatoso, António Mexia? Quem os elegeu? Afinal parece que a suspensão da democracia sempre serviria os propósitos de algumas pessoas.


 


Ninguém comentou a reforma financeira que Obama conseguiu que fosse aprovada pelo Senado - notícia, obviamente sem qualquer interesse.


 


Entretanto Mota Amaral, por esse mundo blogosférico, já foi comprado por Sócrates. E no elevador do DN (pág. 13), está a descer. É a noção que aqueles que se dizem defensores dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos têm do que é um estado de direito.


 

20 maio 2010

As mentiras

 


É muito interessante observar a gestão da importância da mentira na política. Pacheco Pereira continua a querer misturar escutas com avaliações políticas, numa cegueira e num fundamentalismo que já incomoda o seu próprio partido.


 


É muito interessante observar, para além da quebra das promessas eleitorais que o PS tem feito sucessivamente, da incapacidade de Portugal decidir sobre os seus processos económico-financeiros, a quebra de promessas recentes do líder do maior partido da oposição, de contradições nas opiniões de um destacado opinador social-democrata, da manipulação contínua da opinião pública pelos actores que, no ano anterior, protagonizaram as maiores queixas em relação à gravidade da crise, os maiores lucros durante a crise e as contínuas queixas na continuação da crise, mesmo que haja alguns sinais, a que ninguém quer dar importância, de que a economia, mesmo que debilmente, até pode estar a recuperar.


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...