16 abril 2010

SNS

 


Só agora me apercebi de que já estava disponível o vídeo do programa Plano Inclinado com o Dr. Adalberto Campos Fernandes, no último dia 14 deste mês.


 


Apesar de Mário Crespo e de Medina Carreira foi um programa muito interessante, pelo que Adalberto Campo Fernandes, ex-Director do Hospital de Santa Maria, disse - redução dos desperdícios, liderança participada, estímulo positivo, qualidade das pessoas, cultura de eficiência operacional, em primeiro lugar os doentes, concentração dos equipamentos, referenciação e diferenciação das unidades de saúde, política do medicamento, incentivando o mercado de genérico (portugueses pagam mais 60% em medicamentos do que os dinamarqueses), dispensa de medicamentos pelos hospitais e pelos centros de saúde de algumas categorias fármaco-terapêuticas, redimensionamento de embalagens, prescrição electrónica, organização diferente dos recursos humanos, centros de responsabilidade integrados, indispensabilidade da formação médica continuada, remunerações condignas, dedicação plena aos hospitais, etc.


 










 

Islândia vulcânica


 


A natureza insiste em  trocar-nos as voltas. Vulcões e cinzas, nuvens que obscurecem o horizonte e, repentinamente, recuamos dois séculos.


 


A natureza insiste em manter a crise. Há avultados prejuízos pelos cancelamentos dos vôos.


 


Como tudo é tão efémero, por muito robusto que pareça.


 


13 abril 2010

Esforços adicionais

 


Não percebo o que quer Bruxelas com esta avaliação do PEC.


 


Esforços adicionais? Quais esforços adicionais?


 


Bruxelas não acredita que Portugal tenha um défice inferior a 3% em 2013. É muito provável que a dúvida de Bruxelas seja legítima. Mas será que não duvida que muitos outros países, em 2013, terão uma dívida superior a 3%?


 


Pois claro, se for a Alemanha ou a França isso não tem qualquer importância porque esses países, por definição, são excelentes a controlar as suas contas públicas, os seus défices, os seus crescimentos económicos e os seus endividamentos externos.


 


É como o problemas dos subsídios aos desempregados, que têm que retribuir a solidariedade da sociedade, e a inevitabilidade de ajustar as remunerações e os prémios dos gestores públicos aos mercados.


 


Mercados e Bruxelas, Bruxelas e Mercados - a antipatia das personagens de uma peça teatral sobre o poder.

Cortina de fumo

Bem sei que o disparate é democrático e livre, mas convinha que o Vaticano deixasse de dizer inanidades. Afirmar-se que há uma relação entre a homossexualidade e a pedofilia, como o fez (a acreditar no Público) Tarcisio Bertone, ou é ignorância ou desonestidade. Nenhuma delas é admissível.


 


Nem sequer consigo perceber que cortina de fumo ou que desvio de atenção possa ser o objectivo de declarações deste calibre. É um mistério que, seguramente, não será pela fé que se resolve.


 


(Via Eduardo Pitta)

11 abril 2010

A hora do leque


 


Lendo a linguagem dos leques e partindo do princípio de que o vou usar apenas em duas velocidades - abanar o leque muito devagar e muito depressa - não posso deixar de imaginar as figuras que se faziam e que ainda se podem fazer, altamente ginasticadas e um pouco comprometedoras da imagem de sanidade mental que se requer. Temos que convir que colocar o leque na cabeça é muito pouco discreto.




Colocar o leque junto ao coração: conquistou meu amor.


Colocar o leque fechado junto ao olho direito: quando posso vê-lo de novo? A que horas, é respondido pelo número de varetas.


Tocar com a mão no leque ao abaná-lo: o meu desejo era estar sempre junto de ti.


Acariciar o leque fechado: não seja tão imprudente.


Tocar com o leque meio aberto nos lábios: pode me beijar.


Unir as mãos debaixo do leque aberto: não traia nosso segredo.


Esconder os olhos atrás do leque aberto: amo-o·


Fechar muito devagar o leque: prometo casar consigo.


Passar o leque pelos olhos: peço desculpas.


Tocar a extremidade do leque com o dedo: quero falar consigo.


Tocar o leque na face direita: sim.


Tocar o leque na face esquerda: não.


Fechar e abrir o leque várias vezes: você é cruel.


Deixar cair o leque: nós vamos ser amigos.


Abanar o leque muito devagar: sou casada. 


Abanar o leque muito depressa: estou comprometida.


Levar o cabo do leque aos lábios: beije-me.


Abrir todo o leque: espere por mim.


Colocar o leque na cabeça: não se esqueça de mim. 


Fazer o mesmo movimento com o leque, estendendo o polegar: adeus.


Segurar o leque na mão direita e em frente à face: siga-me.


Segurar o leque na mão esquerda e em frente à face: estou desejosa de o conhecer.


Colocar o leque junto da orelha esquerda: quero ver-me livre de si.


Passar o leque pela testa: você mudou.


Rodar o leque com a mão esquerda: estamos a ser observados.


Rodar o leque com a mão direita: amo outro.


Segurar o leque na mão direita: você está sendo muito precipitado.




Tal como disse (?) Madame de Stäel - (...) uma dama sem leque é como um nobre sem espada.



 


 

10 abril 2010

These Foolish Things








 


Jack Strachey & Harry Link & Holt
Marvell & Eric Maschwitz


canta: Billie Holiday


 


A cigarette that bares a lipstick's traces
An airline ticket to romantic places
Still my heart has wings
These foolish things remind me of you.
A tinkling piano in the next apartment
Those stumblin'words
That told you what my heart meant
A fair ground painted swings
These foolish things remind me of you.


 


You came, you saw, you conquered me
When you did that to me
I knew somehow this had to be
The winds of march that made my heart a dancer
A telephone that rings but who's to answer
Oh, how the ghost of you clings
These foolish things remind me of you.

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...