Manuel Alegre esteve os últimos anos a aproximar-se do BE, criticando duramente a indispensável reforma dos serviços de urgência, usando-a como bandeira para atacar o governo, colando a defesa do SNS à manutenção do status quo. A demissão de Correia de Campos parou o ímpeto reformista do governo, nesta e noutras áreas, tendo-se assistido a uma falsa acalmia, com os problemas na saúde a agudizarem-se pela falta de definições, pela tentativa de não criar constrangimentos nas classes profissionais e para não abrir espaço à oposição mediática.
No entanto Manuel Alegre, na questão de Valença, que é o reacender da apropriação partidária populista na suposta defesa do SNS, resolveu focar o problema na questão da forma de protesto e não no abandono da obrigatoriedade de assistência nocturna ao povo.
Porfírio Silva defende que deveria haver uma luta franca à esquerda, com o aparecimento de um candidato, ou mais, que possa clarificar o político.Seria interessante, mas a verdade é que não se nota vontade de qualquer outra figura da área do centro-esquerda disponível para aceitar esse desafio. Fernando Nobre aí está, tendo já causado algum mal-estar no BE, mas o PS ainda não se revê em qualquer destes dois candidatos.