Por outro lado, acho muito bem que a aprovação do PEC não obedeça à agenda de Pedro Passos Coelho. Pelos vistos a data de 25 de Março foi acordada entre os partidos com assento parlamentar, entre os quais o PSD.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Por outro lado, acho muito bem que a aprovação do PEC não obedeça à agenda de Pedro Passos Coelho. Pelos vistos a data de 25 de Março foi acordada entre os partidos com assento parlamentar, entre os quais o PSD.
Vitalino Canas veio falar sobre o congresso do PSD. Pois eu gostaria mais que os militantes do PS pensassem em fazer encontros, tertúlias, mesas redondas e quadradas a falarem do PS.
É urgente que haja discussão interna sobre a clarificação ideológica dentro do próprio partido socialista. É indispensável que os cidadãos percebam quais são as opções políticas que têm. Neste momento, e por causa dos problemas financeiros que o país atravessa, as soluções propostas pelo governo confundem-se muito com as soluções preconizadas pelos adversários políticos que há bem poucos meses foram combatidos.
O PS é o partido da esquerda democrática. É preciso esclarecer, por exemplo, quais as razões das privatizações anunciadas, nomeadamente dos CTT. Ou será que temos que nos conformar com a inevitabilidade do fim da ideologia e que a economia, em vez de estar ao serviço das decisões dos cidadãos, impõe regras que ninguém escolheu?
O que nos destrói o sentido da luz
são as pedras que se entranham entre as nuvens
por onde vislumbramos a dor de não chegar.
São os olhos dizem eles de sonhos em cruz
enredos de memórias e fundas rugas
são eles dizemos nós.
Todos de partida para invernos de palavras
todos de chegada a nenhum lugar
náufragos sem terra.
Ricardo Costa repete à exaustão que o discurso de Passos Coelho foi muito bom no início e muito mau no fim, pela gaffe contra Alberto João Jardim. Deve ser para nós nos convencermos mesmo disso. Também nos recorda de minuto a minuto que Aguiar-Branco quase deixou a assistência a dormir.
Isto de pensar pela própria cabeça é tão ou mais importante que ser dono dos dedos que seguram as canetas que riscam os papéis de voto.
Vivaldi - Concerto para dois violoncelos em sol menor
Jonathon Cohen & Sarah McMahon
Robert King
King's Consort
Não deixa de ser muito engraçado que, após um discurso que já ouvi apelidar de brilhante mas que considerei de um vazio confrangedor, aquele que lembrou aos delegados que cada um era dono do seu próprio voto, fosse o mesmo que tão satisfeito ficou por receber os hipotéticos votos do dono da Madeira.
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...