03 fevereiro 2010

Vozes



Voam vozes e papéis


à porta o silêncio arranha.


Deixem-me dormir na paz das pedras


dos rios sem retorno.

 

Cristalizo

 


Hoje foi mais difícil o mundo

tão pesados os ombros, tão fundo

o olhar que me falta.


 


 


Hoje senti a constante incerteza


magma de enorme dureza

com que desfazemos a vida.


 


 


Hoje regresso ao granito

que o pó de um deus finito

e negligente, cristalizou.


 

02 fevereiro 2010

As vaias

 



 


Porque é que os clientes do BPP não vaiam João Rendeiro? Será que os bancos privados são privados para os lucros e públicos para os prejuízos?


 

Um dia como os outros (29)



(...) "A Madeira tem um rendimento 'per capita' superior a muitas regiões de Portugal, por isso, não consigo perceber o porquê das transferências" para a Região questionou o economista, que é também membro do Conselho de Estado. (...)


 


(...) "A Madeira é que devia ajudar as regiões mais pobres de Portugal", disse Vítor Bento - que preside à SIBS, entidade que gere o Multibanco - na sua intervenção numa conferência sobre economia organizada pela Antena 1. (...)

Do (meu) vazio cerebral

 



 


É enternecedor observar o desvelo com que tantos me tratam na blogosfera. Do paternalismo simpático ao mais completo enfado pela minha evidente inferioridade intelectual, tentam conduzir-me ao bom caminho, mesmo achando, desde há muito tempo, que o meu deslumbramento com o governo socialista e com o Primeiro-Ministro José Sócrates, principalmente no que diz respeito às novas tecnologias, não seja consentâneo com o vazio cerebral que me caracteriza.


 


Agradeço as atenções. Vou estar atenta e beber bebidas fosfóricas e muito sumo de cenoura, para nutrir os neurónios e aguçar o sentido da visão. Com a vossa ajuda certamente serei mais rápida, sagaz, arguta e responsável, aceitando-vos como guia do meu básico mundo.


 

01 fevereiro 2010

A indigência dos conteúdos

 



 


O artigo de Mário Crespo utiliza as ferramentas de um passado longínquo mas não esquecido, as informações de alguém que ouviu uma conversa num  restaurante.


 


O artigo de Mário Crespo foi recusado pelo jornal onde tinha uma coluna de opinião. É o director do JN que é responsável pela recusa do artigo e deve assumi-lo sem reservas. Concordemos ou não com a decisão do director, desde que cumpra a lei, está no seu pleno direito. Tal como o articulista tem o direito de se queixar às entidades reguladoras ou outras, as próprias para dizerem de sua justiça.


 


Não há inocentes neste episódio. Sócrates e os seus ministros têm obrigação de saber o que pode ou não ser comentado e divulgado ao ser ouvido em público. Mário Crespo sabe que o seu artigo é um conjunto de maledicência e do mais puro diz-que-diz, mas muito cuidadoso no que se refere à divulgação do executivo da televisão.


 


Esta asfixia democrática tem pouco de asfixia e muito de democrática, na triste figura dos intervenientes.


 

Malabarismos

 


Depois do aeroporto, do défice e do plano rodoviário segue-se o TGV. Mas que grande embrulhada.


 


Afinal em que ficamos – deve ou não fazer-se o TGV? É um programa de desenvolvimento ou de empobrecimento do país? Aumenta o défice e a dívida pública ou não?


 


Estamos a assistir a um castelo de cartas a desmoronar? Sinceramente, está a ser difícil manter a compostura.


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...