26 janeiro 2010

Quinteto de trompa e cordas

 



Mozart - Quinteto de trompa e cordas, em Mi bemol maior (KV 407)


Radovan Vlatkovic, trompa

Herich Hobarth, violino

Siegfried Furlinger, viola de arco

Thomas Riebl, viola de arco

Susanne Ehn, violoncelo


 

A pandemia da suspeita

 



 


A credibilidade de Instituições como a OMS é crucial para governos, profissionais de saúde e população em geral. É imprescindível que as suspeitas de envolvimento da OMS por lobis farmacêuticos sejam rapidamente investigadas, pois todo este cenário pode ser muito pernicioso para a saúde pública.


 


A verdade é que a OMS lidou com esta situação levantando enorme alarme e medo na população em geral. Além disso, quando começaram a surgir estatísticas que indicavam que este vírus tinha uma mortalidade semelhante ao da gripe sazonal, a OMS não foi tão incisiva com esta informação como tinha sido com a mais alarmista.


 


No entanto, a constatação da menor virulência de um vírus não significa que isso fosse previsível, nem sequer que fosse o mais provável. Mas depois das previsões não confirmadas, felizmente, da pandemia do vírus H5N1 - gripe das aves - fica a descrença no ar e a suspeita, que é o vírus mais perigoso que existe.


 


Mais uma vez é essencial que todo este assunto se esclareça rapidamente.


 


Nota: Ler também.


 

24 janeiro 2010

Cantiga de escárnio

 



poesia de D. Dinis (CBN 1539)


 


U n'outro dia seve Don Foan,


a mi começou gran noj' a crescer


de muitas cousas que lh' oí dizer.


Diss' el: "Ir-m'ei, ca já se deitarán;"


e dix' eu: "Bõa ventura ajades


porque vos ides e me leixades."


 


E muit' enfadado do seu parlar


sêvi gran peça, se mi valha Deus,


e tosquiavan estes olhos meus;


e quand el disse: "Ir-me quer' eu deitar;"


e dix' eu: "Bõa ventura ajades


porque vos ides e me leixades."


 


El seve muit' e diss' e parfiou,


e a min creceu gran noje por en:


e non soub' el xe x'era mal, se ben,


dixi-lh' eu: "Bõa ventura ajades


porque vos ides e me leixades."


 

O discurso de João Salgueiro

 



 


Ouvi partes da entrevista a João Salgueiro na TSF e li a transcrição da mesma no DN.


 


Alguns fragmentos, para mim significativos, ficaram a rebolar dentro do meu cérebro. A classificação de Teixeira dos Santos, o nosso Ministro das Finanças, como um técnico competente mas que não tem o poder suficiente que os ministros das Finanças deviam ter. Será que para João Salgueiro quem deveria definir a política do governo seria o Ministério das Finanças? Ou seja, a política seria determinada por aquilo que os Economistas pensassem, pelas suas prioridades, pelo seu poder?


 


Outro fragmento de que não consigo desenvencilhar-me é a afirmação - de trabalho feminino não se criaram muitas oportunidades ainda, talvez agora se comece, mas isso devia ser a primeira prioridade. - em relação ao Alentejo, pela quantidade de fábricas que têm fechado. O desemprego feminino? Como se combate o desemprego feminino? Abrindo creches e lares de 3ª idade para elas aí trabalharem em tarefas domésticas? Abrindo fábricas de tapetes de Arraiolos para bordarem muito? O que significa criar emprego feminino?


 


E depois a eterna discussão do aeroporto e do TGV. Será que entre tantos estudos e mais estudos, não há nenhum que calcule o prejuízo e o atraso para o país da não concretização das decisões tomadas? Há quantos anos se está a debater a necessidade de um aeroporto novo? Há quantos anos e há quantos estudos foi decidido que a Ota é que era o melhor sítio para o construir? E agora quantos anos vão ser precisos para colocar os estudos de Alcochete em dúvida? Se demorarmos muitos mais anos se calhar até deixa de se andar de avião porque já se descobriu o teletransporte individual.


 


Quanto ao TGV e à grande despesa do TGV, uma coisa é discutir as linhas e as direcções que o TGV deve tomar, que já foram várias, em número e configuração diferentes, consoante o partido que está no governo, outra coisa é a discussão do investimento na rede ferroviária de alta velocidade. Quem é que vai para Paris, Bruxelas ou Berlim de TGV? Ninguém vai! . Se calhar não, até porque ele não existe. Mas não será de pensar numa alternativa aos transportes que consomem petróleo e que são mais poluentes? Não será uma ideia de futuro investir na rede ferroviária nacional e internacional de alta velocidades?


 


O Estado não tem a noção do que pode ou não gastar., diz João Salgueiro. Se calhar há pouco dinheiro e há coisas mais urgentes. Mas alguém acha razoável que se deixe de investir em investigação científica de ponta, por exemplo, apenas porque somos um país pobre?


 


João Salgueiro é um dos Economistas de sempre com o diagnóstico de sempre e a terapêutica de sempre, cuja visão é partilhada por quem tem estado à frente dos destinos do país desde há muitos anos. Será que as soluções que preconizam são as certas? Então porque é que nunca resultaram?

 


(Também aqui)


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...