(...) Sempre soubemos que alguma coisa teria que acontecer lá, para que outras pudessem mudar aqui.
Palavras de Angela Merkel para Mikhail Gorbachev durante as cerimónias de comemoração dos 20 anos da queda do muro de Berlim.
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Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
(...) Sempre soubemos que alguma coisa teria que acontecer lá, para que outras pudessem mudar aqui.
Palavras de Angela Merkel para Mikhail Gorbachev durante as cerimónias de comemoração dos 20 anos da queda do muro de Berlim.
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Robert Lacke - Time Life Pictures
Vi-te hoje através de uma janela de pedra
foi a primeira mas não será a última
até ao dia em que a multidão se abraçar
até ao dia em que derrubarmos tantos
tijolos de medo tantos osso de silêncio.
Vi-te nos olhos que me lembro nos dedos
que te agarram que te colam ao lado esquerdo
vi-te no meu corpo dividido de cidade sitiada
até ao dia em que abrirmos a muralha
e sentirmos a chuva igual nos ombros
juntos neste abraço que nos damos.
Diego el Cigala
Dos lágrimas
Si te contara
mi sufrimiento,
si tu supieras
la pena tan grande
que llevo yo adentro
la triste historia
que noche tras noche
de dolor y pena
llena mi alma,
surgió en mi memoria
como una condena.
Si tu supieras,
te importaria
si te dijera
que en mi ya no queda
ni luz ni alegria
que tu recuerdo
es el daño mas fuerte
que me hago yo mismo
por vivir soñando
con que tu regreses,
y arrepentida.
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Sempre que se fala em corrupção, na promiscuidade entre o estado, as empresas públicas, privadas e os partidos políticos, tráfico de influências, enriquecimento ilícito e todo o manancial de jogo sujo entre os poderosos, fico com a sensação de que a sociedade se desliga dessas pessoas, como se elas não fizessem parte da mesma sociedade.
É muito fácil encontrar responsáveis, sendo eles bem visíveis nos interesses que se protegem e encobrem dos dois grandes partidos clientelares portugueses, PS e PSD, o chamado bloco central, porque foram eles que assumiram e arcaram com a responsabilidade de nada mudar. Mas não nos enganemos com os pequenos partidos, que apenas são moralmente irrepreensíveis até terem oportunidade de o não ser.
Porque a cultura da nossa sociedade não pune verdadeiramente a corrupção. Esta palavra só se usa para os processos faces escondidas e operações papagaio, mas as cunhas, os conhecimentos, o compadrio, o nepotismo, o facilitismo, as pequenas promiscuidades que são olhadas com complacência, fazem parte e alimentam esta benevolência tácita de todos nós.
Mas não há heróis nem figuras providenciais. João Cravinho tinha responsabilidades governativas na altura em que o General Garcia dos Santos denunciou situações de suspeita de financiamento ilegal de partidos na Junta Autónoma das Estradas. O caso envolveu também Sousa Franco. E no entanto, quem acabou inquirido e multado foi o próprio Garcia dos Santos.
Esta reflexão não tem como objectivo desculpar ou minimizar o problema. Tudo deverá ser feito para que a transparência seja uma realidade, para que a justiça funcione em tempo útil e seja exemplar na punição de quem prevarica, porque está em causa o desenvolvimento do país e a essência do regime democrático, fundado num estado de direito. Mas seria muito interessante que os pacotes legislativos anti-corrupção deixassem de servir de arma de arremesso político porque ninguém está inocente.
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Obama tenta um último esforço para conseguir a aprovação da reforma da saúde, a prioridade da política interna desta administração até ao fim do ano.
Os Democratas estão sozinhos, pois os Republicanos votarão contra a reforma.
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escultura de John Northington
The Bridge
Vou pensando no assunto
naqueles segundos que atravessam o cérebro
quase sem querer
alguma palavra algum perfume algum livro aberto
alguma página muitas vezes relida.
Vou adiando a decisão
pulsações mais aceleradas a destempo
tremor ligeiro na memória saltos de imaginação
fotografias do que penso que será.
Vou alternando a revolta com a dor
o assentimento com a negação
vou saboreando a ignorância do que ainda não decidi
a certeza de não voltar mais ao princípio.
Nunca volto ao princípio
nunca retomo ou recomeço.
Sempre já coloquei mais uma pedra
sempre já passei mais um dia
sempre já atravessei mais uma ponte
sem outro lado sem outra margem.
Sempre aguardo que apareças
com ou sem nevoeiro sol chuva
braços em concha
sempre te espero.
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...