Gente eterna acordada
em terras alheias e quentes
em terras fundas carentes
gente só rejeitada
em risos rictos assentes
em tábuas rasas ardentes
gente de ferro tatuada.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Gente eterna acordada
em terras alheias e quentes
em terras fundas carentes
gente só rejeitada
em risos rictos assentes
em tábuas rasas ardentes
gente de ferro tatuada.
Canta Jane Birkin
Je cherche les images roses
Suppose que je me sois trompée
Je trouve un polar gai
Toi en panama "la baie d'Along"
Et moi ma robe en soie
La troll avec ses larges oreilles
Gentille comme Simplet
Et parce que je partais la nuit
Comme allumeuse de jonque
Tu m'as prise sur la banquette
Pleurant, saké sanglant
C'est toujours ainsi que la rose est ternie
Mon souvenir s'fait le tri, mettant autant de bleu que de gris
Si je cherche des souvenirs roses
Il y a un carnet qui dispose
De belles images de nous en Bretagne et
Qui posent
Et je creuse sur la plage
J' trouve partout ton image
J'entends comme une cornemuse
Tu n'es pas là
Et les feuilles s'amusent
Dans le vent
Embarquant les papiers blancs
C'est toujours ainsi que la rose est ternie
Mon souvenir s'fait le tri, mettant autant de bleu que de gris
Revenant au carnet rose
Tu as sauvé mon toutou
Parce qu'il était à moi
Je suppose
Car, mon Dieu, t'aimes pas les chiens
Mais t'étais très chic avec le mien
Je trie
Comme quelqu'un qui perd les pages
Y a du vent sur la plage
Et c'est vrai, l'autre soir
J'ai failli te ranger dans un bouquin noir
C'est toujours ainsi que la rose est ternie
Mon souvenir s'fait le tri, mettant autant de bleu que de gris
Aujourd'hui, parce qu'il fait beau,
J' pense à toi et ton bateau
Aujourd'hui, parce qu'il pleut plus,
Je regrette ton absence, dépourvue
Mon souvenir s'fait le tri, mettant autant de bleu que de gris.
De 7 de Outubro a 10 de Novembro decorrerá a 10ª Festa do Cinema Francês, nas cidade de Lisboa, Almada, Porto, Guimarães, Faro e Coimbra.
Novos autores, curtas-metragens, homenagem a Agnès Varda, concertos com Jane Birkin e Moriarty, muitas razões para seguir sem descanso esta festa, e participar nela.
Em Agosto do ano passado, a propósito do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, Cavaco Silva abriu um conflito institucional com a Assembleia da República. Para quem ainda se lembra, o Presidente dirigiu-se ao país queixando-se de falta de lealdade para com ele, pelo facto dos partidos políticos (todos os partidos políticos) não terem feito as correcções que exigia para a sua promulgação.
Embora e Estatuto tenha sido aprovado por unanimidade, tudo se passou como se apenas o PS não tivesse acatado as orientações presidenciais. Significativamente, Cavaco Silva não tinha pedido a fiscalização, pelo Tribunal Constitucional, do artigo que o levou a vetar o Estatuto. Nessa altura sugeri que talvez Cavaco Silva tivesse agido propositadamente para obrigar o PS a defender a Assembleia sozinho, ficando com o ónus do início do fim da cooperação estratégica.
Neste momento as manobras, que as houve, de manipulação política foram, na minha opinião, engendradas pela Presidência da República com o objectivo, que vem desde essa altura, de intervir activamente no poder executivo, alicerçado ainda no facto de Manuela Ferreira Leite ter assumido a liderança do PSD.
Parece-me a única explicação possível para a atabalhoada e desconexa declaração de ontem, pois as manobras foram mal executadas e postas a público. E aquilo que seria uma fabricação de notícias que visavam fundamentar a tese da asfixia democrática e da censura à TVI, tese única e avassaladora da campanha do PSD, transformou-se num pesadelo quando foi publicado o e-mail no DN.
Não sei como tudo isto irá acabar. Mas os rumores que se começam a ouvir e as sugestões que já se lêem da hipótese de o Presidente favorecer a formação de um governo de coligação PSD-CDS, demonstram a vontade de alguns em que Cavaco Silva faça um golpe de estado palaciano.
Dizem-me que isto não tem importância. Pois a importância que lhe dou é que a definição constitucional de Presidente da República está totalmente desvirtuada. Neste momento o Presidente é o principal causador da desunião do Estado e do irregular funcionamento das instituições democráticas.
(É ou não uma excelente teoria da conspiração?)
Cavaco Silva falou ao país, depois de semanas de silêncio, para dizer que se tinham ultrapassado limites e decência.
De facto eu estou de acordo.
A declaração do Presidente começou em Agosto deste ano quando o e-email, do qual tem dúvidas da veracidade, tem a data de Abril de 2008.
A declaração do Presidente começa pelas acusações de Vitalino Canas em como os seus assessores ajudavam o PSD e de como teria tido o PS acesso a essas informações, quando as mesmas já tinham sido noticiadas no Semanário e no blogue de campanha de Manuela Ferreira Leite.
A declaração do Presidente continua pela tese da manipulação não desmentindo categoricamente nem o conteúdo do email nem as suas desconfianças de vigilância.
A declaração do Presidente acaba pateticamente com a dúvida da segurança das redes informáticas.
Cavaco Silva não está à altura de exercer o seu cargo.
Aguardamos penosamente o desenvolvimento dos próximos capítulos.
O Presidente da República fala hoje ao país. Todos estamos ansiosos perante a eventual gravidade de que se revestem as explicações atrasadas do mais alto magistrado da nação.
Temos a tese de Pacheco Pereira, em como os assessores do Primeiro-ministro montaram a operação Diário de Notícias, que nuca foi bem explicada até porque a história começou no Público.
Cavaco Silva fala hoje ao país. Esperemos que diga alguma coisa.
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...