Wynton Marsalis
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
poema de Manuel Alegre
pintura de Shannon Phillips: Blue Waves
Até que a escrita trema
e então do fundo da memória um corpo e o mar
um cheiro de alfazema e de salgema
um acento circunflexo um til um trema
um nome que noutro nome se dizia
um erro no ditado umas letras redondas
uma rosa por dentro da caligrafia
a praia um rosto as ondas.
Continuam os combates com penas: hoje Miguel Vale de Almeida pelo SIMplex:
e Tiago Moreira Ramalho, pelo Jamais.
A preocupação pelo número de fantasmas nos cadernos eleitorais com o conhecimento actualizado do número de residentes em cada freguesia, é importantíssima para a reorganização e a reforma administrativa do território, assim como para a adequação dos meios às reais necessidades do país, no que diz respeito a serviços públicos do estado.
Essa reforma tem sido sistematicamente adiada. A limpeza dos cadernos eleitorais já foi anunciada mas não tem sido concretizada na totalidade, entre outras razões calculo que até pela dificuldade em saber com rigor o número exacto daqueles que estão a mais ou a menos, comparando com os números do último recenseamento populacional, e que freguesias estão sobre ou subdimensionadas. Esse conhecimento é crucial também para a reestruturação do número de autarcas e do número de autarcas por partido, sendo essencial para uma verdadeira reforma política do país.
No entanto é com o odiado e vilipendiado cartão do cidadão que essa reforma se irá fazer sem retrocessos nem abrandamentos, apenas porque decorre naturalmente do recenseamento automático dos cidadãos nas freguesias de residência e do recenseamento eleitoral automático para todos os maiores de 18 anos.
Com a generalização do cartão do cidadão, será automática a limpeza dos cadernos eleitorais e a reorganização dos mesmos, com o número de deputados por cada autarquia a até à própria Assembleia da República a serem obrigatoriamente recalculados.
É um bom exemplo da evolução tecnológica ao serviço dos cidadãos e do país.
Nota: Também aqui.
A propósito dos incêndios, tema recorrente em todos os verões, e da desertificação do território, segui o conselho de Henrique Pereira dos Santos e fui pesquisar as estatísticas existentes com maior intervalo temporal, para perceber se era possível falar de uma tendência na melhoria de combate aos incêndios.
Em relação ao combate aos incêndios os dados existentes na Autoridade Florestal Nacional, sobre número de incêndios e área ardida, datam de 1980.
Como se pode verificar pelos gráficos que fiz, há um aumento contínuo do número de ocorrências, mas a área ardida sofreu um aumento e agora uma diminuição muito significativa (desde 2006). É pouco para falar de tendências.
Mas se dividirmos a área ardida pelo número de ocorrências, ou seja uma forma de testar a eficácia de combate aos incêndios, há uma verdadeira tendência para a melhoria, neste caso, partilhada por mais do que um governo, mas acentuada com este último.
Em relação à desertificação do interior, em marcha desde, pelo menos, a década de 60 do século passado, o seu combate deve ser uma prioridade. Não me parece, no entanto, que insistir na agricultura de artesanato, com pluriemprego para quem escolher essa vida, a implementação do agro-turismo e do ecoturismo, sejam as únicas e melhores respostas a essa questão por uma razão simples: há muito pouca gente disposta a abraçar esse tipo de vida, não só em Portugal como nos outros países industrializados.
Penso que teremos que ser mais imaginativos e criar condições para que seja fácil, económico e uma melhoria na qualidade de vida optar pelo campo.
Deitada no sofá, obedecendo ao seu pedido, sinto as mãozinhas pequenas em festas, nos meus pés. - Estou a pôr creme à vovó (carinha so...