20 janeiro 2009

Barack Obama - 44º Presidente dos EUA

 



 


 



 


 


(…)


because We the People have remained faithful to the ideals of our forbearers, and true to our founding documents.


(…)


On this day, we gather because we have chosen hope over fear, unity of purpose over conflict and discord.


(…)


to carry forward that precious gift, that noble idea, passed on from generation to generation: (…) all are equal, all are free, and all deserve a chance to pursue their full measure of happiness.

(…)


The question we ask today is not whether our government is too big or too small, but whether it works -- whether it helps families find jobs at a decent wage, care they can afford, a retirement that is dignified. (…) And those of us who manage the public's dollars will be held to account -- to spend wisely, reform bad habits, and do our business in the light of day -- because only then can we restore the vital trust between a people and their government.


Nor is the question before us whether the market is a force for good or ill. Its power to generate wealth and expand freedom is unmatched, but this crisis has reminded us that without a watchful eye, the market can spin out of control -- and that a nation cannot prosper long when it favors only the prosperous.

(…)


As for our common defense, we reject as false the choice between our safety and our ideals.


(…)


our security emanates from the justness of our cause, the force of our example, the tempering qualities of humility and restraint.


(…)


For we know that our patchwork heritage is a strength, not a weakness. We are a nation of Christians and Muslims, Jews and Hindus -- and non-believers. We are shaped by every language and culture, drawn from every end of this Earth;


(…)


To those leaders around the globe who seek to sow conflict, or blame their society's ills on the West -- know that your people will judge you on what you can build, not what you destroy.


(…)


those values upon which our success depends -- hard work and honesty, courage and fair play, tolerance and curiosity, loyalty and patriotism -- these things are old. These things are true.


(…)


there is nothing so satisfying to the spirit, so defining of our character, than giving our all to a difficult task. (…)


 

18 janeiro 2009

Nigel Kennedy

 



 


(Antonio Vivaldi - As Quatro Estações - Inverno - "Allegro")


 

Liberdade religiosa e dignidade humana

A minha primeira reacção às declarações do Cardeal Patriarca foi isso mesmo – primeira e primária.


 


Achei um disparate atroz o remexer em possíveis feridas de integração e tolerância religiosa, numa altura em que estamos sempre em equilíbrio instável e num país em que a integração dos muçulmanos parece ser bastante boa.


 


Na verdade, porque é que o Cardeal Patriarca, representante de uma religião monoteísta, com leituras tão fundamentalistas como as que há do Corão, se lembra de alertar as mulheres portuguesas para o perigo de casarem com indivíduos que professam o Islão?


 


A pouco e pouco, e a coberto das nossas ideias laicas de tolerância e democracia, esquecemos que estamos a condenar manifestações da mais pura e inalienável liberdade de expressão de qualquer pessoa, nomeadamente de um líder religioso que fala para aquelas e aqueles que são religiosos, num mundo ocidentalizado em que é normal discutir opiniões e fazer declarações, por muito que não concordemos com elas.


 


E de facto, se pusermos de parte a visão idílica que temos de uma sociedade multicultural que respeita os seres humanos enquanto tal, sem olhar a raças, religiões, opções políticas ou sexuais, se ouvirmos aquilo que, precisamente por vivermos em democracia, muitos dos líderes muçulmanos pregam sem qualquer dificuldade, muitas dessas afirmações deviam fazer revoltar-se-nos os estômagos, porque a dignidade humana, a diversidade, a informação e a democracia estão arredadas dessas pregações.


 


Em relação às mulheres, principalmente, muitas dos países e das comunidades islâmicas olham-nas e tratam-nas como seres que pertencem aos homens, muitas vezes proibidas de procurarem até assistência médica, sujeitas a rituais que nos repugnam, a nós que discutimos as declarações do Cardeal Patriarca.


 


Será que podemos discutir com a mesma liberdade as interpretações, leituras e leis do Corão, nas sociedades ocidentais que acolhem e tentam preservar as diferenças culturais e religiosas?


 


O Cardeal Patriarca foi pouco diplomata nas suas afirmações e deveria sê-lo, foi pouco cuidadoso ao deitar achas para uma fogueira que nunca se extingue, mas para além de ter todo o direito de o fazer, até porque fala para os seus fiéis, não terá alguma razão no que diz? E porque temos tanto receio em o admitir?


 



 

17 janeiro 2009

Sol Gabetta

 


 



 


(Antonio Vivaldi - As Quatro Estações - Inverno - "Allegro")


 

Para trás


(pintura de Elizabeth Perry)


 


 


Tudo o que deixas para trás

no liso confuso fundo da memória

tudo o que deixas para trás

velho inútil gasto tudo arrasa

o que te falta nesta bruma

névoa irregular tecido do amanhã.


 


 

Deste, gosto mesmo! (actualizado)

Depois de me chegarem tantos prémios, resolvi criar eu própria um prémio bloguístico mas que não distinga géneros, raças, idades, colectivos ou solitários. Só interessa que goste mesmo de os ler.


 


Resolvi chamar-lhe Deste, gosto mesmo!


 


 



 


Lá vão alguns dos que gosto mesmo. Não são todos, mas podemos começar por estes quinze.


 



  1. ..bl-g- -x-st-

  2. Água Lisa

  3. blogOperatório

  4. O País Relativo

  5. Blogame mucho

  6. Café del Artista

  7. Contra Capa

  8. Corta-fitas

  9. DER TERRORIST

  10. hoje há conquilhas

  11. jugular

  12. Herdeiro de Aécio

  13. mil novecentos e setenta e nove

  14. Ponto de Cruz

  15. respirar o mesmo ar


 


Quem quiser pode usar este prémio para distinguir outros quinze.


 


Isto é até muito divertido!


 


Adenda: já agora gostava de lançar um desafio a estes mesmos blogues: qual foi a notícia mais interessante, saída no dia em que começou o respectivo blogue (em qualquer meio de comunicação, bem entendido  - jornais, televisões, revistas, blogues, etc.)?


 

Blog de Ouro

 



 


Não é todos os dias que se recebe um prémio de ouro, principalmente de alguém do mais puro quilate. Agradeço e fico imensamente vaidosa.


 


É claro que esta é uma das correntes da felicidade que nunca quebro. Sendo assim, tenho que indicar seis blogues excelentes e ainda mais merecedores do título, embora tenha a vida algo dificultada pelos blogues mistos:


 



Segue a roda!


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...